Quando surgiram as notícias de que existiam peças da empresa capixaba Cobra D’água dentre aquelas apreendidas em uma fiscalização do Ministério Público do Trabalho (MPT) de Campinas, no Estado de São Paulo – flagrante de trabalhadores em situação análoga ao trabalho escravo numa oficina de costura, no município de Americana, o empresário, ex-presidente da Federação das Indústrias do Espírito Santo (Findes) e dono da marca, Lucas Izoton, se mostrou surpreso. Disse, em entrevista na manhã desta sexta-feira (19) à Rádio CBN, que a marca também é vítima de falsificações em fabriquetas com as quais não tem relacionamento. Em nota publicada no site da marca, a empresa também aventa para a possibilidade de as peças serem fruto de falsificações.
No entanto, documentos encontrados no local da vistoria pelo órgão, com o Cadastro Nacional de Pessoa Jurídica (CNPJ) da Cobra D’água, comprovam que as peças fabricadas no local eram, de fato, destinadas à empresa. A reportagem de Século Diário entrou em contato com o MPT de Campinas e o órgão atestou que os nomes das empresas envolvidas só foram divulgados após comprovação de autenticidade das peças, por meio dos documentos apreendidos.
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