Antes mesmo do rebaixamento da nota dos títulos da dívida dos EUA, a Standard&Poor’s já estava na berlinda junto às autoridades reguladoras. Sua situação deve piorar depois do erro de US$ 2 trilhões nos cálculos do pacote fiscal norte-americano.
O cerco sobre a S&P ocorreu após a sucessão de erros de 2008. Em maio a SEC divulgou um documento de 517 páginas exigindo das agências a publicidade no seu próprio site de erros significativos identificados em sua metodologia para qualquer análise de rating de crédito.
No dia 8 de agosto, segundo a Reuters, a companhia enviou à SEC um documento de 84 páginas. A carta da S&P foi enviada três dias depois do Departamento de Tesouro ter identificado o erro de cálculo da agência.
A agência negou que tivesse cometido os erros apontados mas admitiu que, após a conversa com o Departamento de Tesouro, mudou as hipóteses de longo prazo nas quais se baseou para o downgrade da dívida.
A S & P, agora, está sob fogo cruzado. Os críticos não são mais países emergentes vítimas de erro de análise, mas funcionários do governo norte-americano e políticos democratas e republicanos.
A agência considera que sua própria política de correção de critérios seria suficiente para informar os investidores. No que é contestada por Barbara Roper, diretora de proteção dos investidores para a Consumer Federation of America.
“Qual foi a sua política de correção em sua classificação Enron? Qual foi a sua política de correção em sua classificação Lehman? Qual foi a sua política de correção em sua classificação Bear Stearns? Eles não têm uma política de correção de erro”, declarou ela, segundo a Reuters, defendendo a intervenção da SEC.
Segundo informações do blog OpenSecrets.org, as três principais agências de risco já gastaram mais de US$ 1 milhão para tentar pressionar o Congresso, agências federais e imprensa para alterar as recomendações da SEC.
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