4 de junho de 2026

O brasileiro preso em Portugal

Por Lune Coelho

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Sou a Luzinete Coelho,da Bahia gostaria de pedir ajuda sobre o caso do meu sobrinho que está preso em Portugal, acusado por um crime que ele não cometeu, ja escrevi ao Itamaraty, mas ninguem respondeu, preciso d ajuda de vcs, por favor.

Meu sobrinho foi condenado por 4 anos preso. Acreditamos que ele é vítima de preconceito e racismo, por parte da juiza que o condenou. Houve um crime do qual, meu sobrinho não participou, porem, por morar junto da pessoa que cometeu o assalto, ele o meu sobrinho, foi preso.

Em resumo do ocorrido, meu sobrinho morava numa casa com a companheira que estava gravida e mais um rapaz. Esse rapaz recebeu uma carta de EXPULSÃO por está ilegal no país, certo de que os planos iam dar certo, combinou o assalto com um goiano, meu sobrinho pode ouvir a conversa dos dois por telefone, aconselhou o a nao tomar essas decisão, mas nao adiantou.

Esse crime aconteceu há 2 anos, quando meu sobrinho retornava do trabalho, viu as viaturas de policia em sua porta, ele não hesitou e foi lá ja desconfiado do que havia acontecido, ao perguntar aos policiais o que houve, foi inforrmado que houve um assalto a um carro forte, onde dois caras, um armado, havia tomado posse de uma mala que estava sem dinheiro. Meu sobrinho falou para os policiais a verdade que sabia quem cometeu o assalto e que era uma pessoa que vivia naquela casa, e se comprometeu a ajudar a pegar os caras. Assim ligou a um deles e pediu que fosse até sua casa. sem saber da presença da policia, o assaltante foi lá e foi flagrado pelo policia.

Porem meu sobrinho, tambem foi levado para a prisão, sendo liberado 2 (dois) dias depois, após o assaltante confessar que meu sobrinho não participou do assalto, que não era justo ele pagar por um ato que ele não cometeu.

Voltando para casa meu sobrinho foi informado que não podia sair do país por que ele estava sobre investigação, enquanto isso eles encaminharam meu sobrinho até o SEF para assim regular a situção no país pois estava ilegal.

Em respeito aos pedidos, meu sobrinho continuou em Portugal, atendendo todos os chamados para depor no judiciário. 60 dias depois, as 7:00 horas da manhã, quando meu sobrinho saia para o trabalho, foi surpreendido pelo SEF (serviço de estrageiros e fronteiras), que comunicava a expulsão dele, sem direito nem despedir da esposa que ja se encontrava no trabalho e estava gravida. Teve tempo apenas de pegar alguns pertences e mandaram ele embora do pais.

Consciente de que ele nada tinha a ver com o crime de assalto e convicto de que a expulsão teria sido alem do fato de estar ilegal, ele achava que foi a pena por viver junto da pessoa que realizou o assalto, meu sobrinho voltou para Italia, esperava assim que a esposa fosse para lá, mas os medicos proibiram ela de viajar por ja está proximo do nenem deles nascer.

Inconformado, meu sobrinho resolveu retornar aquele país (Portugal). Aida pedi a ele para não fazer isso, mas ele disse que nasceu sem o pai, cresceu sem o pai e nao queria que o filho tivesse o mesmo destino, ia de comboio (trem), que assim que o filho nascesse, eles retornariam ao Brasil.

Chegando em Portugal, até o filho nascer, ele trabalhou os dois meses seguidos afim de conseguir as passagens, Foram para Madrid, e delá compraram a passagem, ja no aeroporto, foi atuado na entrada, onde faz as apresentações dos passaportes. Foi preso por varios dias, sem nenhuma noticia, foi feito apenas um comunicado a esposa dele que ele tava preso e seria extraditado para Portugal, meu sobrinho ficou sumido lá por muitos dias, quando eu ligava para os complexos policiais, eles simplimente chigavam, até mandar tomar nakele lugar, eles mandavam.

Tomaram celular, notebook, e outros pertences do meu sobrinho, prometendo devolver, mas nunca devolveram, ele ficou aproximadamente 1 mes na espanha preso, sem direito a trocar de roupa, escovar os dentes, ou outras coisas.

Foram dias, muitos dias sem roupa, pq eles nao entregaram as roupas dele, até ser devolvido a Portugal.

Ja em Portugal, meu sobrinho questionou a prisão dele, certo de que seria por ele ter pisado no território portugues, quando estava proibido. Porem, foi informado que ele estava preso por ter fugido do pais quando estava sobre investigação. Referente ao assalto que houve. Mesmo provando que houve um erro de comunicação entre o S.E.F. e o Judiciário, por o S.E.F. não ter avisado aos juizes da expulsão dele, mesmo assm, levando as provas de que ele foi expulso, ainda o mantiveram preso.

No ato do julgamento, minha sobrinha, irmã do réu, chorava junto da esposa do meu sobrinho e conta ela, que, quanto mais ela chorava, mais a juiza ria da situação, como se debochasse delas, abanando a cabeça por vezes.

As testemunhas levados pelos juizes incluindo os guardas do carro forte que foi assaltado, todos, disseram em juizo que desconhecia a presença do meu sobrinho no assalto, um dos assaltantes foi levado no dia do julgamento, e todas as testemunhas o reconheceram e falaram do outro, mas meu sobrinho, eles falaram que não o viram em momento algum.

Mesmo assim, a juiza descrevia lugares, que meu sobrinho conta não ter ido nunca. Ele conta que ela colocou ele no crime por querer, disse que a participaçao dele foi a distancia, vigiando, no entanto a sentença saiu, ele ficou como coautor, portador de arma sem porte, condenou ele a 4 (quatro) anos e 3 meses.

Tivemos que recorrer, porem nesse ultimo julgamento, pelo qual depositamos esperança, por ter mudado de advogado, o julgamento foi so entre o advogado e os juizes, e negada a liberdade dele, mas foi retirada a posse de arma que a juiza dizia que meu sobrinho tinha no dia do ocorrido. Tiraram lhe apenas 3 (tres) meses da condenação.

Hoje fui informada pelo advogado do meu sobrinho, que ele só poderá pedi a liberdade condicional, após 2(dois) anos preso, exceto se ele pedi a extradição para o Brasil. Mas, esse pedido pode durar até um ano para ser atendido. Chego a pensar que os advogados de lá trabalham a favor da justiça, ou não sabem trabalhar.

Bem, com um pedido feito atraves da justiça brasileira juntamente do governo, ele poderá vir pagar a pena no nosso país e a liberdade condicional, acontecerá mais cedo, assim fui informada pelo advogado dele.

Se preciso,  irei em qualquer lugar, meu sobrinho é trabalhador, honesto, um menino cheio de sonhos que foi interropido com tanta crueldade. Ajudem por favor, precisamos de vocês, por favor olhem por nós. Estamos muito tristes.

O presidente diz que os países são irmãos, mas na verdade, só os brasileiros acreditam nisso, lá eles simplismente nos olham diferente nos trata quase como escravos e sao racistas. O Itamaraty, precisa ajudar quem ta do outro lado do oceano. La as penas são cumpridas como eles querem, onde um é condenado a 8 anos por roubar um celular e outro condenado a 2 anos por matar alguem. As longas e crueis penas e muitas vezes injustas penas, são atribuidas a nós brasileiros ou africanos.

Tambem fui a portugal, no entanto, assim como meu sobrinho e muitos, tudo por falta de emprego, muitos voltam, outros ficam lá abandonados, presos, enfim, se as autoridades prometem tanto emprego, e nao cumprem nem metade, fica aqui o meu apelo, como tia/mãe, ajude meu sobrinho, por favor.

Mas por favor, ajudem a trazer meu sobrinho de volta. La encontrei muitos que choravam com vontade de voltar para nossa Patria, e tambem chorava, até eu consegui felismente pisar novamente no Brasil. O Nome do meu sobrinho é Luis Andrey da Silva Macedo esta na prisão de Setubal o numero de identificação é 78 na prisão.

Lune Coelho

Luis Nassif

Jornalista, com passagens por diversos meios impressos e digitais ao longo de mais de 50 anos de carreira, pelo qual recebeu diversos reconhecimentos (Prêmio Esso 1987, Prêmio Comunique-se, Destaque Cofecon, entre outros). Diretor e fundador do Jornal GGN.

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1 Comentário
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  1. carla

    7 de fevereiro de 2019 7:26 pm

    preciso falar consigo lune coelho

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