No lançamento do Plano Brasil Maior, Dilma Rousseff reafirmou os compromissos com o setor de manufaturas. Não se pode pretender uma nação baseada só em serviços, disse ela.
Também enfatizou a importância de se agir no meio da crise. Há uma concorrência difícil com a geração de excedentes nos países centrais. Não se pode esperar a onda passar, disse Dilma, há que se agir. “É justamente em uma situação de tensão no mundo que devemos mostrar indispensável bom senso e dose de ousadia”, pontificou. “Em 2008 enfrentamos crise com desoneração e estímulo ao consumo”
Aí entra a questão cambial. Disse não poder abdicar dos fundamentos do modelo econômico, com controle da inflação e rigor fiscal. Mas é fundamental a preservação do mercado interno, durante formado nos últimos oito anos. “Nosso mercado interno é uma riqueza do Brasil”, disse.
Enfatizou várias vezes que o plano atendia às demandas dos setores sindicais – até como resposta à falta de participação das centrais sindicais nas discussões. Aliás, falha grave. E enfatizou ser o momento certo para desenvolver tecnologia e inovação, agregação de valor na indústria nacional, desonerando os custos de quem agrega valor e cria emprego.
Vê dois obstáculos a serem superados:
1. Os riscos à indústria nacional decorrente de cambio desequilibrado.
2. A diversificação da pauta de exportações em direção a manufaturados de maior valor agregado, com inovação tecnologia e produtividade.
Destacou que o Brasil Maior não é apenas um programa da indústria mas um plano estratégica de nação, que integra o Plano de Inovação do Brasil.
Terminou mencionando Celso Furtado que, nos últimos anos, enfatizava o fato do desenvolvimento brasileiro nos ter colocado como agentes do nosso próprio futuro, sem depender dos humores da economia internacional.
Enquanto isto….
Enquanto Dilma empunhava a bandeira da inovação e da gestão, dois fatos ocorriam.
- Uma das maiores empresas de produtos de varejo do país, multinacional, abriu uma fábrica de pilhas na China para fornecer ao Brasil. A fábrica e os empregos brasileiros foram exportados, graças à falta de ação do Banco Central e da Fazenda em relação à apreciação cambial.
- No seu Twitter, o tea party José Serra se vangloriava de artigo publicado em O Globo, onde batia no refrão udenista das denúncias. Se tivesse um mínimo de grandeza, como político e administrador, teria transformado São Paulo – enquanto governador – em um país europeu, em termos de inovação e gestão. Bastaria juntar institutos de pesquisas, entidades empresariais e sindicais, grandes empresas, movimentos pela qualidade e inovação em uma frente que mobilizasse os principais municípios do Estado, as pequenas e médias empresas. Dispondo dos melhores institutos, das melhores empresas e das melhores cidades médias do país, a única coisa que o impediu de empunhar essas bandeiras foi um microcérebro político.
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