4 de junho de 2026

A falha dos pilotos do vôo 447

Atualizado às 21:50

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“As últimas conversas da tripulação do vôo 447, da Air France, foram reveladas na noite desta sexta-feira pelo Escritório de Investigação e Análises para a Aviação Civil (BEA), da França, e mostram uma tripulação desorientada e sem saber como reagir à emergência.” IG São Paulo.

Trabalho com um Simulador de Vôo de submarinos e tenho observado estarrecido, o número de operadores que trabalham com uma máquina da qual não conhecem a sua dinâmica, nem seu funcionamento.

Se no nosso caso não colocamos em risco vidas alheias, não se pode dizer o mesmo das companhias aéreas.

O fato dos pilotos não estarem aptos a conduzir a aeronave não exime de culpa o fabricante do avião, pelas falhas observadas, nem a companhia aérea pelo gritante erro e omissão na seleção e treinamento de seus operadores.

O que nos deixa inseguros é sabermos que estamos voando nas mãos de pessoas despreparadas. Temos que torcer para que nada saia errado no vôo, caso contrário estaremos em maus lençóis.

Qualquer estudante secundário sabe que um objeto mais pesado que o ar só voa quando tem velocidade para frente suficiente para que o ar crie a força de sustentação em suas asas.

O Airbus caiu com velocidade para frente quase zero. Como aqueles aviões da esquadrilha da fumaça que sobem até perder a velocidade e despencam como uma pedra até o piloto embicar para baixo a aeronave, quando ainda tem altitude para isso, readquirindo a velocidade e voltando a ter sustentabilidade na sua aeronave.

A única alternativa para livrar a cara dos pilotos seria que não tivessem conseguido embicar o avião para baixo por erro na distribuição da carga. O que não se constata nas mensagens da caixa preta. Que Deus os tenha a seus passageiros. Estavam onde não deveriam estar e estiveram mais perdidos que cego em tiroteio…

Por Ylia

Sou veterano de Fóruns Militares e posso dizer:

Os pilotos estavam sem nenhuma orientação visual. Voavam à noite, em céu encoberto (sem ver as estrelas). Perderam todos os parâmetros fornecidos pelos intrumentos, para depois, darem de cara com dados conflitantes. Eles fizeram o que quase todos fariam naquela situação, ou seja, uma opção “de segurança”: ganhar altura e velocidade. Por isso levantaram o “nariz” do avião e deram potência – manetes à frente. O problema é que a aeronave havia estolado…

Pela leitura que fiz da conversa gravada, acredito que eles estavam a ponto de perceber que a aeronave entrara em stol, mas o tempo acabara… Foram apenas pouco mais de três minutos…

Culpar a tripulação é um absurdo. Típico de um povo que bombardeia hospitais e emissoras de televisão e afirma que não há mortes nesses eventos. Compra quem quer.

Luis Nassif

Jornalista, com passagens por diversos meios impressos e digitais ao longo de mais de 50 anos de carreira, pelo qual recebeu diversos reconhecimentos (Prêmio Esso 1987, Prêmio Comunique-se, Destaque Cofecon, entre outros). Diretor e fundador do Jornal GGN.

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