4 de junho de 2026

Em SP, polícia faz operação contra torcidas organizadas

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Jornal GGN – Na manhã desta sexta (15), a Polícia Civil deflagrou a Operação Cartão Vermelho com o objetivo de prender suspeitos de se envolver em brigas relacionadas à torcidas organizadas de clubes de futebol. Foram cumpridos mais de 50 mandados de prisão e de busca e apreensão na capital paulista, Grande São Paulo, litoral e interior. 

A Secretaria de Segurança Pública de São Paulo disse que são 37 mandados de prisão e 31 mandados de busca e apreensão em sedes das torcidas. A operação ocorre duas semanas após o jogo entre Corinthians e Palmeiras, com ao menos quatro casos de brigas entre torcedores pela cidade, antes de depois da realização da partida. Entre os alvos da operação, estão agremiações que vinham protestando contra o esquema da merenda e o governo do Estado de São Paulo.

Do G1

 
‘Operação Cartão Vermelho’ teve início nesta sexta no estado de SP. Cerca de 20 suspeitos de brigas foram detidos nas torcidas de futebol.

A Polícia Civil de São Paulo deflagrou na manhã desta sexta-feira (15) a “Operação Cartão Vermelho” para combater torcedores de futebol envolvidos em diversos crimes, como brigas e agressões, no estado de São Paulo. De acordo com o Bom Dia São Paulo, são mais de 50 mandados sendo cumpridos, entre prisões, buscas e apreensões em torcidas organizadas na capital, Grande São Paulo e Interior e litoral.

De acordo com a Secretaria da Segurança Pública (SSP), são 37 mandados de prisão contra torcedores violentos e 31 mandados de busca e apreensão nas sedes das torcidas. Gaviões da Fiel e Pavilhão Nove, ligadas ao Corinthians, e Mancha Alviverde, do Palmeiras, são algumas das organizadas alvos da operação.

Até às 8h, cerca de 20 pessoas já foram detidas por suspeita de participarem de crimes, como agressões. Entre os detidos pela polícia está o corintiano Helder Alves Martins, um dos torcedores envolvido na briga entre as organizadas do Corinthians e do Palmeiras no último dia 3 de abril na Zona Leste de São Paulo, quando um homem morreu baleado.

Helder também já havia sido detido anteriormente por suspeita de participação namorte do boliviano Kevin Spada, em 2013. Na época, o corintiano tinha 17 anos e foi acusado de atirar o rojão que matou Kevin na Bolívia, durante um jogo com o Corinthians.

Os presos serão encaminhados ao Departamento Estadual de Homicídios e de Proteção à Pessoa (DHPP), no centro da capital paulista. Mais de 200 policiais civis e 100 viaturas participam da ação em São Paulo,Guarulhos, região de Campinas, Santos e outros municípios da região metropolitana.

A pedido do secretário da SSP, Alexandre de Moraes, a Secretaria da Fazenda está auxiliando a operação com equipes de fiscalização contábil nas sedes das torcidas.

No total, foram registrados quatro confrontos entre torcedores e mais de 60 pessoas foram detidas no dia 3 de abril (leia mais sobre o caso abaixo).

1ª briga: morto na Zona Leste

Segundo a SSP, a vítima morta no dia 3 de abril chama-se José Sinval Batista de Carvalho, tinha 53 anos, e havia nascido na cidade de Paripiranga, na Bahia. O crime ocorreu no primeiro domingo de abril, quando cerca de 50 torcedores do Corinthians e do Palmeiras se encontraram em frente à estação São Miguel Paulista da Companhia Paulista de Trens Metropolitanos (CPTM), na Praça Padre Aleixo Monteiro Mafra.

Durante a confusão, houve um disparo de arma de fogo, que atingiu Carvalho no coração. A vítima não resistiu aos ferimentos. Segundo a polícia, o homem passava pela região e não fazia parte de nenhuma torcida.

Segundo informações de testemunhas, o homem estava indo para a igreja quando foi atingido. A vítima estava sem documentos. Ainda não foi identificado o responsável pelo disparo. Três suspeitos chegaram a ser detidos, mas depois foram liberados à época.

Foram apreendidas barras de ferro e pedaços de madeira. O caso foi registrado no 63º DP, da Vila Jacuí, mas é investigado pelo DHPP.

O secretário da SSP, Alexandre de Moraes, chegou a afirmar que 43 torcedores envolvidos naconfusão entre as torcidas já foram identificados. Em entrevista para a TV TEM durante visita a Cerquilho (SP) nesta quinta-feira (7), ele ressaltou que os torcedores serão encaminhados para a Federação Paulista para que sejam banidos dos estádios.

“Vamos também encaminhar para o Ministério Público e ao Poder Judiciário para medidas penais. Mas não basta somente identificar e punir. Nós vamos identificar aqueles que lideram esses 43”, disse. “A legislação penal no Brasil é fraca, pois o artigo específico do estatuto do torcedor é brando. Temos uma legislação fraca, mas podemos trabalhar com o que existe.”

2ª briga: perto do Pacaembu
Os detidos após a confusão do dia 3 de abril entre torcedores da Mancha Verde e da Gaviões da Fiel perto do Pacaembu, na Zona Oeste de São Paulo, foram liberados após assinatura de termo circunstanciado. Naquele dia, três torcedores do Palmeiras foram espancados após o jogo entre o Palmeiras e o Corinthians, no estádio. Ao todo, 32 pessoas foram detidas, sendo 27 homens, 4 adolescentes e uma mulher. Eles foram encaminhados para o 91º DP, Ceasa.

Os times jogaram e o Palmeiras venceu por 1 a 0. As duas equipes entraram no estádio unidas e de mãos dadas em protesto contra a violência.

A briga aconteceu na Avenida Doutor Arnaldo, perto da Rua Cardeal Arcoverde, próximo do estádio do Pacaembu. De acordo com a PM, torcedores do Palmeiras caminhavam pela via quando foram abordados pelo grupo corinthiano, que estava em um caminhão com instrumentos musicais e bandeiras da organizada.

Entre os detidos, estavam Tadeu Macedo Andrade e Leandro Silva de Oliveira que foram presos na Bolívia após participação na morte do torcedor Kevin Espada, de 14 anos.

Três feridos foram levados ao pronto-socorro do Hospital das Clínicas. Duas vítimas foram liberadas e outra seguia internada. De acordo com a PM, ela estava em estado grave. Os nomes das vítimas e dos presos não foram informados.

3ª briga: em Guarulhos
Antes do jogo do dia 3 de abril, a Guarda Civil de Guarulhos, na Grande São Paulo, prendeu 25 torcedores do Corinthians e do Palmeirasdurante uma briga. Com os suspeitos foram apreendidos fogos de artifício e barras de ferro.

A confusão ocorreu na Rua Doutor Washington Luís, no bairro Jardim Santa Francisca. Torcedores também usavam fogos de artifício como arma.

Os suspeitos foram levados ao 1º Distrito Policial de Guarulhos. Dois deles tiveram de ser encaminhados para um hospital da região por causa de ferimentos. Eles estavam conscientes e foram internados por precaução. Todos foram liberados.
 

4ª briga: Estação Brás do Metrô
Torcedores da Mancha e da Gaviões também se encontraram na estação Brás do Metrô e entraram em confronto no dia 3 de abril.

Entre as estações de trem e do Metrô, os torcedores soltaram rojões (assista ao vídeo abaixo). A Polícia Militar (PM) foi acionada para dar apoio aos funcionários do Metrô e da CPTM. Policiais militares entraram na estação Brás para interromper o tumulto. Os torcedores fugiram.

O Metrô informou em nota, no dia 7 de abril, que o prejuízo com a briga entre torcedores do Palmeiras e Corinthians na estação Brás é de R$ 19 mil. Foram destruídos vidros, janelas e bancos de um trem, além dos estragos em material de reposição e de limpeza da estação.

O texto ainda informa do “prejuízo social”, pois a circulação dos trens ficou interrompida por mais de 50 minutos. O Metrô informou que deve acionar a Justiça após a identificação dos responsáveis.

Esse foi o primeiro encontro entre as torcidas após o presidente da Gaviões, Rodrigo de Azevedo Lopes Fonseca, conhecido como Diguinho, e o primeiro-secretário, Cristiano de Morais Souza, o Cris, serem agredidos pelas costas com barras de ferro no dia 2 de abril por pelo menos três pessoas. No dia 1º de abril, um suspeito foi preso. O detido é integrante da Mancha.

 

Redação

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5 Comentários
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  1. Ritinha

    15 de abril de 2016 3:40 pm

    Justamente agora querem

    Justamente agora querem prender.  Muito conveniente o momento né? A polícia do Alckmin (veja bem, é dele não de São Paulo) não dá ponto sem nó.

    Um desavisado vai acreditar que o governador está preocupado com a violência das torcidas.

  2. Jose mestre Carpina

    15 de abril de 2016 3:42 pm

    Tirando o viés da violência gratuita. ..
    O que se nota claramente é uma certa perseguição política contra, principalmente a Gaviões da Fiel, que peitou o Capez & tucanagem ilimitada. ..
    É claro que alguns vândalos dão brecha pra polícia repressiva agir livremente., mas este aspecto do novo modus operandi da Casa Grande contra qualquer um que se manifeste contrário a seus interesses, tá claro como o dia para mim

  3. Carioca

    15 de abril de 2016 4:05 pm

    Muita coincidência ….

    Pesquisa do Into consegue curar fraturas mais rápido com células-tronco

    Método estimula produção de células-tronco do próprio corpopor O Globo

    14/04/2016 14:48/ Atualizado 14/04/2016 15:02Recuperação de fraturas em metade do tempo – Wikimedia Commons

     

    RIO – Um estudo do Instituto Nacional de Traumatologia e Ortopedia (Into) divulgado nesta quinta-feira mostra um método de redução de tempo de recuperação de fraturas com o uso de células-tronco do próprio corpo. Os avanços conseguidos podem reduzir o número de faturas não se curam, o que seria 20% dos casos de todas as fraturas, segundo dados do instituto.

    Cerca de 15% das cirurgias realizadas no Into são de emergência por fraturas, com casos tão graves que não basta recolocar o osso quebrado no lugar. “A motivação para investigar esses casos teve base na quantidade de fraturas que tratávamos e simplesmente não cicatrizavam. Por que, afinal? Como a gente poderia resolver?”, conta o cirurgião Leonardo Rocha, chefe de Trauma Adulto e Idoso do instituto.

    A pesquisa, com 13 pacientes, resultou em uma técnica capaz de deslocar o dobro de células-tronco normalmente produzidas pelo corpo para o foco das fraturas, forçando uma melhor cicatrização do ossos. O método usa um instrumento chamado fresa óssea, normalmente utilizado para alargar o osso quando é necessário implantar próteses.

    Todos os pacientes em testes no Into regeneraram os ossos. O tempo médio de recuperação caiu de 4 a 6 meses para até 2 meses. O objetivo dos pesquisadores agora é de que a técnica inovadora possa ser utilizada em larga escala no Into.

    “É preciso extrapolar as técnicas usuais de tratamento porque, muitas vezes, elas não se mostram eficazes e rápidas o suficiente para atenuar o sofrimento dos pacientes” diz o diretor do Into e um dos autores da pesquisa, João Matheus Guimarães. Os resultados do trabalho já beneficiaram pacientes como a cabeleireira Joyce Cipriano da Silva, 18 anos, que ficou impressionada com a rapidez da recuperação: “Um mês depois de quebrar o fêmur, eu já estava sã e caminhando”.

    A equipe de pesquisadores, coordenada por Guimarães, e pela coordenadora das pesquisas de pós-graduação, Maria Eugênia Duarte, foi convidada a apresentar o trabalho inédito no Congresso Americano de Ortopedia, na Flórida, nos Estados Unidos, no ano que vem.

    Leia mais sobre esse assunto em http://oglobo.globo.com/sociedade/saude/pesquisa-do-into-consegue-curar-fraturas-mais-rapido-com-celulas-tronco-19085002#ixzz45uaZhKDI
    © 1996 – 2016. Todos direitos reservados a Infoglobo Comunicação e Participações S.A. Este material não pode ser publicado, transmitido por broadcast, reescrito ou redistribuído sem autorização.

     

  4. Carlos Cathalat

    15 de abril de 2016 5:06 pm

    É só treino………..!

    É só treino………..!

  5. alexis

    15 de abril de 2016 5:40 pm

    Viés político…

    Apareceram torcidas organizadas contra o impeachment….elas serão perseguidas.

    Já a torcida cheirosa não faz esse tipo de violência, mas apenas manda a nossa Presidenta a tnc, como ocorreu na copa. Aquelas torcidas são, pelo contrário, defendidas pela policia.

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