4 de junho de 2026

Temer é “profissional das intrigas parlamentares”, diz Le Monde

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Jornal GGN – O jornal francês Le Monde publicou, nesta quinta (14), um perfil do vice-presidente Michel Temer, classificando-o como um “profissional da política e das intrigas parlamentares”. A publicação lembra que o peemedebista não chega a ter 3% das intenções de voto nas pesquisas eleitorais, mas pode se tornar presidente em caso de afastamento da presidente Dilma.

O Le Monde também diz que Temer é “ejaculador precoce” do Palácio do Planalto, já que ele se comporta como se a votação do impeachment já estivesse definida. O jornal afirma que Eduardo Cunha, presidente da Câmara, tem o papel de “traidor adjunto” e que ele pretende fazer da votação na Casa um grande espetáculo público, transmitido pela TV Globo. 

Da RFI

O Le Monde desta quinta-feira (14) publica um perfil do vice Michel Temer, “homem dos bastidores” que pode virar presidente caso Dilma seja afastada pelo impeachment, que será votado na Câmara neste domingo.

Discreto, elegante, glacial. É assim que o Le Monde descreve o vice-presidente Michel Temer, “homem dos bastidores, filho de imigrantes libaneses, profissional da política e das intrigas parlamentares”, que amanhã poderá governar o Brasil.

O jornal francês lembra que o ex-líder do PMDB não tem nem 3% das intenções de voto, mas pode virar presidente caso Dilma seja afastada. Para o Le Monde, Temer sabe que sua hora chegou e não esconde isso, citando o discurso de união nacional desta segunda-feira, onde o vice promete fazer as reformas necessárias para o país e garantir a “perenidade dos programas sociais”.

“Ejaculador precoce do Planalto”

O jornal francês também lembra que Temer é qualificado de “ejaculador precoce” do Planalto, que se comporta como se a batalha estivesse ganha, e que suscitou a indignação de Dilma Rousseff. A presidente vê no vice e seu ex-aliado “o chefe dos conspiradores”. O papel de “traidor adjunto” caberia a Eduardo Cunha, presidente da Câmara dos Deputados, próximo da bancada evangélica, acusado de corrupção e lavagem de dinheiro.

Para o Le Monde, Cunha quer transformar a votação do impeachment em um grande espetáculo público, transmitido pela Globo. “Temer não é o homem que os brasileiros esperam, mas ele acredita em seu destino”, diz o texto. “Os partidos aliados ao PT abandonam o governo um após o outro, e se posicionam a favor da destituição”, observa o jornal, citando o PP, o PRB, o PSB, e mais recentemente o PSD, que se pronunciaram a favor da saída da presidente.

Lula não consegue conter o processo

A ação de Lula nos bastidores, diz o Le Monde, não impede a derrocada de Dilma. “Mesmo batalhando nos bastidores ou oferecendo ministérios em troca de apoios, a hemorragia continua”, escreve a jornalista Claire Gatinois, autora da matéria. “Os indecisos se posicionam no campo que tem mais chances de vencer. Quanto mais as demissões se acumulam, mas o governo sai fragilizado”, avalia Marco Antonio Carvalho Teixeira, cientista político da Fundação Getúlio Vargas, entrevistado pelo jornal.

O Le Monde conclui a reportagem dizendo que a votação de domingo é imprevisível, e manifestações são esperadas nas ruas de opositores e defensores do PT.

 

Redação

Curadoria de notícias, reportagens, artigos de opinião, entrevistas e conteúdos colaborativos da equipe de Redação do Jornal GGN

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6 Comentários
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  1. Rama

    15 de abril de 2016 11:41 am

    Quem vai pagar caro será a

    Quem vai pagar caro será a GLOBO.

  2. Marcos Antônio

    15 de abril de 2016 11:46 am

    Pelo menos para alguma coisa

    Pelo menos para alguma coisa a Lava-jato serviu, para QUE O MUNDO TODO VEJA QUE SEREMOS O PRIMEIRO PAÍS A SER GOVERNADO EFETIVAMENTE PELA CORRUPÇÃO!

    SEJA PMDB, DEM OU PSDB – ESTES PARTIDOS SE EQUIVALEM!

    É uma vergonha ABSURDA!

    Sinto uma repulsa ABSURDA PELO JUDICIÁRIO, LEGISLATIVO E MP!

  3. Ivan de Union

    15 de abril de 2016 11:48 am

    Politicamente falando…

    O problema com ejeculador precoce eh a brochada imediata!

  4. Vladimir

    15 de abril de 2016 11:53 am

    Este jornaleco deve estar

    Este jornaleco deve estar comprado. Desde quando golpista podde ser chamado de profissional da intriga? Isto é coisa dos bicudos emplumados. Tucanaram o Le Monde.

  5. Fabio Nogueira

    15 de abril de 2016 12:12 pm

    Pergunta

    E o LeMonde se preocupou em fazer a pergunta de R$1.000.000,00?… ok, em dollar daria mais.

    Por que diabos o PT fez aliança com esses caras?

    O PT sabe o que é um escorpião, sabe que aquilo era um escorpião, sabe qual é a natureza do escorpião. Por que dormiu abraçadinho como se ele fosse um bichinho de pelúcia?

    Aí vem o mimimi da governabilidade passada…

    Mas o pior é que já estão anunciando a futura: o PT quer governabilidade se ganhar a guerra do impeachment, logo, volta todo mundo.

    Sob uma pauta dos trabalhadores dessa vez? Sob uma orientação progressista? … acho que não.

    Portanto, daqui para frente (considerando minha torcida para que não haja impeachment) é tratar o governo do PT como adversário da classe trabalhadora, e batalhar com todas as forças pelas pautas que interessam aos movimentos sociais e progressistas.

    A esquerda está nas ruas, nas escolas, nas fábricas, nos movimentos dos indígenas, quilombolas, feministas, negros e ambientalistas, na luta dos sem-terra. A esquerda não é apenas a institucional, seja ela partidária ou sindical (ainda que a CUT tenha mantido posições progressistas importantes, se diferenciando do governo, não bateu de frente, continua um movimento oficial, não um movimento livre – e não foi por falta de conselhos do Pres. Lula).

    Essa mesma esquerda que vai barrar o impeachment nas ruas vai ter que pautar as políticas de Estado, enfrentando o Governo do PT se preciso.

     

    1. Ivan de Union

      15 de abril de 2016 4:39 pm

      “Aí vem o mimimi da

      “Aí vem o mimimi da governabilidade passada”:

      Nao eh mimimi nem do passado.  Mostre me a governabilidade PRESENTE primeiro.  Olhe o que a oposicao fez ao Brasil pra tirar um governo legitimamente eleito do poder.

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