4 de junho de 2026

32 anos depois de Tancredo, PMDB pode voltar ao poder sem voto popular, por Ilimar Franco

Siga o Jornal GGN no Google e receba as principais notícias do Brasil e do Mundo

Seguir no Google

Jornal GGN – Ilimar Franco, colunista do O Globo, relembra que o PMDB pode voltar a comandar o país sem o voto popular, assim como ocorreu com Tancredo Neves, que foi eleito presidente da República através do colégio eleitoral. Segundo Ilimar, Temer tenta convencer os peemedebistas de que a legenda pode não ter outra chance para assumir o poder.

Além disso, seus aliados afirmam que, mesma que vença o processo de impeachment, a presidente não irá conseguir governar, e Eduardo Cunha, presidente da Câmara dos Deputados, já afirmou há outros nove pedidos de impedimento aguardando em sua gaveta. O colunista afirma que o PT acredita que Michel Temer também não conseguirá domar a crise econômica e política, também dizendo que a população que protesta com a corrupção não tem, necessariamente, compromisso com o mercado e as medidas liberais.

Do O Globo

 
Ilimar Franco

O PMDB pode voltar ao poder, no próximo final de semana, trinta e dois anos após o senador Tancredo Neves ser eleito presidente da República pelo colégio eleitoral. Novamente agora, sob o comando do vice Michel Temer, o partido pode voltar ao poder pelas mãos do Congresso, sem se submeter ao voto popular.

O vice Michel Temer esta empenhado em convencer seu partido que os peemedebistas podem não ter outra oportunidade para assumir o poder. Sua agenda no Rio ontem teve esse objetivo, unir a sigla para destituir a presidente Dilma. O PMDB unido não deve ser subestimado, sobretudo por sua aliança com o PSDB.

Para fortalecer a defesa do impeachment, Temer tem feito o discurso da união nacional, enquanto seus parceiros da oposição proclamam que Dilma não conseguirá governar mesmo se passar pelo vestibular do impeachment. O presidente da Câmara, Eduardo Cunha, já anunciou que nesse caso há nove pedidos de impeachment na gaveta, esperando apenas por sua decisão de aceitá-los.

O governo também antecipa que, derrotado, também apostará num quarto turno. O discurso da presidente Dilma que não renunciará e a denúncia do PT, e da esquerda, que está sendo um golpe no país, indica que o embate será travado durante os 180 dias do julgamento de Dilma pelo Senado. Apostam que essa bandeira pode ganhar ainda mais peso social e ter maior ou menor apelo à medida que a crise econômica continue. Afinal, seu sucessor assumirá com a expectativa de domar a crise.

Fora do poder, o PT e seus aliados apostam que o vice Michel Temer também não conseguirá dominar a instabilidade econômica e política. As organizações sociais ligadas à esquerda tentarão dar sua contribuição. Para evitar que isso ocorra, Temer terá que adotar medidas saneadoras, ao sabor do mercado, mas que também represente um alívio à população. Mas sua equipe de governo não sabe ainda como fará isso, pois um dos motivos que levou milhões às ruas foi o desemprego.

Afinal, a população que sai às ruas protestando contra a corrupção, não tem compromisso com a agenda do mercado e medidas liberais.

 

Redação

Curadoria de notícias, reportagens, artigos de opinião, entrevistas e conteúdos colaborativos da equipe de Redação do Jornal GGN

Assine a nossa Newsletter e fique atualizado!

Assine a nossa Newsletter e fique atualizado!

Mais lidas

As mais comentadas

Colunistas

Ana Gabriela Sales

Repórter do GGN há 9 anos. Especializada em produção de conteúdo para as redes sociais.

Camila Bezerra

Graduada em Comunicação Social – Habilitação em Jornalismo pela Universidade. com passagem pelo Jornal da Tarde e veículos regionais. É...

Carla Castanho

Carla Castanho é repórter no Jornal GGN e produtora no canal TVGGN

15 Comentários
...

Faça login para comentar ou registre-se.

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

  1. alexis

    13 de abril de 2016 6:45 pm

    Bobagem

    “Eduardo Cunha, presidente da Câmara dos Deputados, já afirmou há outros nove pedidos de impedimento aguardando em sua gaveta.”

    Se não passa esta ação, que em tese é a mais “arrumada” legalmente e, ainda, somando o descrédito da manobra, obviamente vai ser inútil impetrar mais 9 denuncias ou as que Cunha quiser, se ainda não estiver na cadeia….e o Temer na rua.

  2. drigoeira

    13 de abril de 2016 6:52 pm

    E o Itamar??

    Tamém não era do PMDB???

  3. Inforo

    13 de abril de 2016 6:54 pm

    A CARA DO BRASIL

    1. alexis

      13 de abril de 2016 7:07 pm

      Fosse verdade aquele beijo…

      O Malafaia, Feliciano e Bolsonaro já teriam rejeitado o impeachment….

  4. CB

    13 de abril de 2016 7:08 pm

    Com um detalhe: em 1985,

    Com um detalhe: em 1985, havia a comoção com Tancredo, a memória do antigo MDB, da participação n campanha pelas Diretas; em 1992, havia Itamar, havia quase que unanimidade contra Collor. Desta vez, mesmo entre os midiotas que apoiam o golpe, não existe nenhuma ilusão com a decência do pmdb e o que o partido apresenta como futuro é a dupla Judas e Barrabás. A história se repete como farsa, e bota farsa nisso!

  5. mellomello

    13 de abril de 2016 7:28 pm

    A esquerda há de resistir e

    A esquerda há de resistir e se fortalecer junto ao povo,  quando este for por ela alertado dos prejuízos que o governo do golpe trará para trabalhadores, aposentados, agricultores,  pequenos empreendedores e empresários, funcionários públicos,  beneficiários dos prgramas sociais, etc., Não haverá  conciliação com os bandidos que eventualmente assaltarem o poder mediante o golpe que geraram..

     

  6. Claudio Melo

    13 de abril de 2016 7:35 pm

    Se a comparação é essa
    Se a comparação é essa voltaremos a um tempo quando a Constituição era outra e a escolha do presidente indireta. Não dá para pensar em uma constituinte com um congresso de eduardetes, e também não da para não pensar que a escolha de presidentes pela forma indireta viria a calhar para essa galera do Golpe. Meu Deus, não vai ter golpe. Eu que sou ateu espero mais um milagre e reafimo Não Vai Ter Golpe.

  7. rosenvald flavio barbosa

    13 de abril de 2016 7:54 pm

    ha momentos…………

    em que penso : até seria bom que se consumasse o golpe.

    quero ver se estes filhos da puta vão conseguir governar esta república das bananas sem respaldo algum………

    vamos ver até onde vão.

    1. Augusto Cesar

      14 de abril de 2016 12:45 pm

      Alentos no desalento

      Um deles é esse: ver quebrarem a cara.

      Outro: jogar na cara dos amigos e familiares golpistas a m3rd@ que fizeram e o quão tolos foram.

  8. Ockham

    13 de abril de 2016 8:18 pm

    O Brasil não tem o que Temer.

  9. heber bezerra

    13 de abril de 2016 8:18 pm

    Ciro Gomes sobre Cunha

    Do O Cafezinho, vindo do facebook do Ciro:

     

    http://www.ocafezinho.com/2016/04/13/ciro-gomes-desmascara-o-golpe-um-bando-de-ladroes-querem-atentar-a-uma-presidenta-honesta/

  10. Gustavo

    13 de abril de 2016 8:51 pm

    Itamar Franco era do PMDB

    Itamar Franco era do PMDB quando assumiu a presidência após o impeachment de Fernando Collor. Embora como vice tenha sido do mesmo partido do Presidente (PRN), Itamar retornou ao PMDB em maio de 1992, 7 meses portanto antes de assumir a presidência em definitivo (Já era interino desde outubro de 1992, no ato de afastamento de Collor durante o processo de Impeachment)

    O Editor do Portal GGN deveria ser mais cuidadoso ao postar conteúdos com erros tão absurdos.

  11. ZE POVO

    13 de abril de 2016 9:57 pm

    ELEIÇÃO INDIRETA

    PMDB gosta de um colégio eleitoral e uma eleição indireta está no DNA do partido que se diza ter combatido a ditadura.

  12. ZE POVO

    13 de abril de 2016 10:38 pm

    Pelo contexto não é exagero

    Pelo contexto não é exagero dizer que o que teremos é uma eleição indireta no colégio eleitoral.

  13. Augusto Cesar

    14 de abril de 2016 12:52 pm

    PRI

    Querem virar no Brasil o que foi o PRI mexicano. Seria um PRI paraguaio.

Recomendados para você

Recomendados