O post de ontem MEIA NOITE EM PARIS me fez lembrar da RESISTÊNCIA DE SEU DIRETOR ÀS NOVA TECNOLOGIAS .Vivemos tempos acelerados, em que muitas vezes a avalanche contínua de opções tecnológicas pode despertar, em nós, sentimentos ambíguos de amor e ódio em relação à tecnologia. Nesse sentido, foi muito interessante e curioso ler recentemente a entrevista do premiadíssimo Woody Allen:
Reuters 22 de junho de 2011
Reuters – Você ainda datilografa seus roteiros em uma máquina de escrever?
Woody Allen – Não tenho processador de textos. Não sou o tipo de pessoa que aprecia engenhocas.
Reuters – Então você escapou de coisas como Twitter e Facebook?
Woody – Twitter – não faço ideia do que seja isso. Mas o Facebook eu conheço, porque assisti ao filme (A Rede Social) e gostei. Portanto, sei o que é o Facebook. E tenho um site meu na internet, que nunca vi na vida. Não faço ideia de se funciona nem de qual seria sua utilidade, mas algumas pessoas o criaram para mim.
Reuters – Então como você se adapta ao mundo dos iPods e iPads?
Woody – Tenho um telefone e um celular, mas só o que consigo fazer no celular é fazer e receber telefonemas. Não tenho qualquer outra utilidade para ele – não tenho, como se chama, um número de texto? Você já viu pessoas idosas que colam uma fita sobre muitos dos botões de seus televisores, para que não possam cometer um engano? Para que não possam acessar aqueles botões e só possam ligar e desligar o televisor? Eu sou exatamente assim. Enquanto houver apenas dois botões para pressionar, eu dou conta.
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