Matar no trânsito é crime e dá cadeia
16/06/2011 – 01h25
Edmundo é preso em flat da zona oeste de São Paulo e passa a noite na cadeia
Daniel Neves
Em São Paulo
Depois de uma denúncia anônima, o ex-jogador Edmundo foi preso na madrugada de quarta para quinta-feira em São Paulo, em um flat na Rua Amauri, na Zona Oeste. Ele era procurado pela Polícia Civil do Rio de Janeiro desde terça, quando o juiz Carlos Eduardo Carvalho de Figueiredo ordenou a prisão por conta de um acidente de carro na Lagoa Rodrigo de Freitas na madrugada de 2 de dezembro de 1995.
Ídolo de Vasco e Palmeiras, Edmundo foi levado para o 14º DP, no bairro paulistano de Pinheiros. Ele deverá dormir em uma cela comum, sozinho e sem regalias. Antes, ele passa por exames no Instituto Médico Legal (IML). Depois da conclusão do Boletim de Ocorrência, os policiais irão aguardar a autorização para fazer a transferência do ex-jogador para o Rio de Janeiro.

Durante toda a quarta-feira, Edmundo foi procurado e considerado foragido. A prisão aconteceu por volta das 00h30 da madrugada de quinta-feira. Ele estava sozinho no flat, e não resistiu. No trajeto até a delegacia, o ex-jogador tentou falar com o seu advogado por telefone, mas não conseguiu.
Edmundo já havia sido condenado a quatro anos e meio de prisão em 1999, em regime semi-aberto, mas ainda respondia em liberdade. A batida de carro resultou nas mortes de Joana Maria Martins Couto, Carlos Frederico Britis Tinoco e Alessandra Cristini Pericier Perrota. Ainda ficaram feridas Roberta Rodrigues de Barros Campos, Débora Ferreira da Silva e Natascha Marinho Ketzer.
Na noite do acidente, Edmundo estava em seu carro com mais quatro amigas antes de bater no Uno. Uma das companheiras do ex-atleta morreu na tragédia (Joana), assim como dois dos passageiros do outro veículo (Carlos e Alessandra).
A polícia concluiu que Edmundo estava dirigindo em alta velocidade no momento da batida, e o jogador foi acusado de triplo homicídio culposo. O atleta chegou a alegar que havia sido fechado pelo Uno, mas foi condenado mesmo assim.
Os advogados do “Animal” acreditavam durante toda a quarta que conseguiriam um habeas corpus antes que o ex-jogador fosse detido.
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