4 de junho de 2026

Bolsa fecha em queda de 1,95%, com Fed e cenário político

 Incertezas sobre impeachment de Dilma afetaram operações

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Jornal GGN – O índice oficial da bolsa encerrou o dia em queda, com os agentes repercutindo os desdobramentos do cenário político brasileiro e a divulgação da ata da última reunião do Banco Central dos Estados Unidos.

O Ibovespa (índice da Bolsa de Valores, Mercadorias e Futuros de São Paulo) encerrou as operações em queda de 1,95%, aos 48.096 pontos e com um volume negociado de R$ 6,028 bilhões. Com isso, o índice acumula uma perda semanal de 4,87% e de -3,91%  no mês, enquanto o ganho no ano chega a 10,95%.

“O Ibovespa prosseguiu oscilante neste início de mês, após a alta de quase 17% em março, alternando altas e baixas diárias e intradiárias, mas, denotando tendência declinante até o momento. O índice tem sido influenciado tanto pelas hesitações do panorama externo, quanto pelo desenrolar do cenário doméstico, registrando leve retirada de capital estrangeiro em abril”, explica o BB Investimentos, em relatório. “Entretanto, vale ressaltar que os volumes financeiros nas recentes altas foram maiores do que nas últimas baixas”.

A queda das operações foi puxada, principalmente, pelo desempenho negativo das ações da Petrobras, dos bancos e da mineradora Vale. A ação preferencial (PETR4) caiu 3,19%, a R$ 7,58, enquanto a Vale PNA (VALE5) retrocedeu 2,05%, a R$ 11,44.

No câmbio, a cotação do dólar inverteu o sentido e fechou em queda de 0,97%, a R$ 3,645, interrompendo uma sequência de duas altas. Com isso, a moeda já acumula uma desvalorização de 7,67% ao longo do ano.

Os investidores seguiram acompanhando o cenário político nacional. Mais cedo, o relator do processo de impeachment contra a presidente Dilma Rousseff na comissão que analisa o tema na Câmara dos Deputados, Jovair Arantes (PTB-GO), apresentou seu parecer favorável ao impedimento da presidente. Segundo informações da agência de notícias Reuters, o Palácio do Planalto espera derrota na comissão, mas avalia que a decisão do plenário da Casa, onde tem concentrado seus esforços, será a mais importante.

No cenário internacional, ata do Federal Reserve (Fed, banco central dos Estados Unidos) mostrou que membros da entidade discutiram, na última reunião, a possibilidade de aumentar os juros em abril, mas o documento também evidenciou o posicionamento mais cauteloso diante do processo de desaceleração da economia global.

Para quinta-feira, os analistas aguardam a publicação do IGP-DI (Índice Geral de Preços – Disponibilidade Interna) no Brasil, além dos dados de seguro-desemprego nos Estados Unidos; reservas estrangeiras na China; e balança comercial na França e no Japão.

 

 

(com Reuters)

Tatiane Correia

Jornalista, MBA em Derivativos e Informações Econômico-Financeiras pela Fundação Instituto de Administração (FIA). Com passagens pela revista Executivos Financeiros e Agência Dinheiro Vivo. Repórter do GGN desde 2019.

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1 Comentário
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  1. ze sergio

    7 de abril de 2016 1:24 pm

    Um país governado a partrir

    Um país governado a partrir da Bolsa de Valores. Pobre Brasil que não se enxega. Procurando salvar a humanidade através do meo ambiente, enquanto afoga  seus cidadãos na lama das mineradoras. O país dono das maiores reservas de petróleo e etanol do planeta que permite que o mercado dite seus preços e seus interesses. O miserável sentado num baú de ouro. Era o México? Não conheciam ainda o Brasil.

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