encontros poéticos

a janela
sempre ali além
o velho o novo
o mesmo trem
sem
pre
ssa
nem
ninguém
p/ e. m. de melo e castro e ricardo rilvestrin sobre uma foto de lima trindade
Conheci esta semana o poeta E. M. de Melo e Castro. Um jovem e inquieto octogenário (Covilhã, Portugal, 1932) com uma voracidade inventiva que desafia consagrados, pretendentes e os novos vates da poesia. Seu trabalho com a palavra, experimental sim, já atravessa meio século. Sua poesia pensa. Sua poesia experimenta. Sua poesia imanta. Deixa a impressão de que está tudo por fazer. Tudo por rever. Fraturar. A tradição se consolida através da fendas.
Alexandre Brito
A imagem. O poema.
A imagem revelada por Lima Trindade, presença brilhante na FestiPoa Literária, nesta edição luxuosa, de céu estrelado.
O poema revelador, de Alexandre Brito para E. M. de Melo e Castro, dois poetas de rara grandeza.
Ricardo Silvestrin, na foto, na janela, no poema: outro grande poeta, da nova constelação.
Chão de estrelas…
me apropio do poema de Alexandre Brito para dizer o quanto de lindo foi esse encontro e esse contato, também meu, com o mestre E. M. de Melo e Castro.
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