4 de junho de 2026

O tricampeonato de Brasília no basquete

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UniCeub/BRB derrota Franca por 77 a 68 e conquista o tricampeonato brasileiro 

24/05/2011 23:48

Do primeiro “apressado” a chegar no ginásio duas horas antes, ao último torcedor preso na fila que entrou com a final em andamento. Do silencioso espectador nos camarotes ao mais barulhento fã, que nem se incomodou em sentar nas escadas. Cada um dos 18 mil presentes ao Nilson Nelson já conhecia o brilho do triunfo nacional, mas queria sentir pela primeira vez de perto. E o UniCeub/BRB não decepcionou. Passeou sobre Franca por 77 a 68 para depois correr na volta olímpica do tricampeonato nacional (dois do NBB e um do antigo formato).

Um título com a cara de Brasília. Afinal, diante dos próprios fãs, os candangos só venceram, seja no caldeirão da Asceb ou no imponente Nilson Nelson. Só alegrias contra os rivais do Unitri/Uberlândia. Por antecipação, ainda na 903 sul contra o Pinheiros na semifinal e da mesma forma sobre os francanos no centro da capital federal.

Apenas em um instante os paulistas estiveram na frente do placar no primeiro tempo, graças à primeira bola de três de Márcio. Na sequência, domínio absoluto dos anfitriões, com as velhas armas de sempre. Na defesa, a proteção da zona pintada impecável para atrapalhar ou até mesmo impedir infiltrações, além dos rebotes em maior número pela vantagem de estatura.

Quanto ao ataque, neste também os pivôs gigantes se sobressaiam. Tischer, Giovannoni e até o sexto homem Cipriano aterrorizavam a defesa visitante. Anotaram 17 dos 19 pontos do UniCeub no primeiro quarto, de modo a começar a festa da galera com tranqüilidade. O Franca respondia com o fundamento que lhe sobrou: os arremessos de longe, e nos últimos minutos do período conseguiu diminuir o prejuízo: 19 a 12.

Só que mesmo no segundo quarto, a equipe de Hélio Rubens não reagia, apesar das broncas do ex-técnico da Seleção. O aproveitamento ofensivo ficou abaixo dos 30%, num número incomum para um finalista de NBB. Parte disso era nervosismo. Mas ainda que trabalhassem a posse de bola, raramente encontravam brechas na defesa bem armada por José Carlos Vidal.

Em contrapartida, o ritmo ofensivo dos donos da casa seguia inalterado. Tischer (7 pontos) Arthur (5 pontos) e Guilherme (3 pontos) trataram de manter a galera animada. O ápice da superioridade candanga esteve numa espetacular ponte aérea de Lucas no passe de Nezinho, quase do meio da quadra. A vantagem não era tão grande quanto no jogo 1, mas já trazia conforto ao Ceub no intervalo: 34 a 21 (15 a 9).

Na volta dos vestiários, um segundo tempo com ritmo totalmente protocolar. Não só o Franca estava incapaz de invadir o garrafão adversário, como não convertia qualquer arremesso de longe. Anotou meros cinco pontos em sete minutos do terceiro quarto. Ao passo que o UniCeub melhorou até nos chutes que valem três pontos, e elevaram a diferença para 21 pontos no auge da vantagem.

Apesar dos pesares, os visitantes se negavam a vender barato a derrota, mesmo contra a voz uníssona de 18 mil apaixonados torcedores. Justamente o inimigo nº 1 das arquibancadas, Helinho comandou uma resposta na quadra de impressionar em apenas dois minutos. Graças a isso, conseguiram pelo menos um empate no terceiro período: 51 a 38 (17 a 17). Antes do último intervalo curto, os jogadores de ambas as equipes se estranharam e uma confusão quase se iniciou.

Veio o último quarto do Novo Basquete Brasil, algo que Franca ainda se negava a aceitar. Com alma guerreira, o time de Helinho, Drudi e Benite assustou. Diminuiu a vantagem candanga para um único digito. No entanto, a vontade de levantar a taça por parte de Nezinho, Arthur, Alex, Cipriano, Guilherme, Tischer, Rossi, Bruninho, Ronald, Bruno, Alírio, Fábio e até de Zé Vidal gritou mais alto. Só questão de manter a mira nas bolas de longe, matar o tempo com a bola nas mãos e correr para o abraço no final: 77 a 68 (26 a 30).

Luis Nassif

Jornalista, com passagens por diversos meios impressos e digitais ao longo de mais de 50 anos de carreira, pelo qual recebeu diversos reconhecimentos (Prêmio Esso 1987, Prêmio Comunique-se, Destaque Cofecon, entre outros). Diretor e fundador do Jornal GGN.

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