4 de junho de 2026

Uma Trilogia do Tempo (1) – Filme “Feitiço do Tempo”

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Ao refletir sobre o tema da imortalidade, o roteirista Danny Rubin teve a idéia para o roteiro do filme cult “Feitiço do Tempo”. A primeira vista o filme parece apenas mais uma comédia romântica, mas o inteligente roteiro vai colocar o protagonista numa espécie de imortalidade ao se ver prisioneiro de um bizarro fenômeno temporal. Com esse argumento Rubin bebe nas obscuras fontes das mitologias gnósticas sobre o Tempo e a Reencarnação.

O novo filme do diretor Duncan Jones, “Contra o Tempo” (Source Code, 2010), deu-nos a ideia dessa trilogia sobre o tema “tempo” no cinema. Com estreia prevista no Brasil para 17 de junho, as críticas descrevem esse filme como o resultado de um cruzamento entre o cult “Feitiço do Tempo” (Groundhog Day, 1993) e o mais recente “Deja Vu” (Deja Vu, 2006). No ano passado postamos  uma analise do filme anterior de Duncan Jones “Lunar” (Moon, 2009) onde observamos que essa produção europeia possuía uma clássica narrativa gnóstica (veja links abaixo).


Como veremos na terceira postagem dessa trilogia, o filme “Contra o Tempo” dá continuidade aos elementos narrativos e simbólicos gnósticos do filme anterior só que, dessa vez, com um orçamento maior inerente a uma produção norte-americana. O que significa dizer que Duncan vai se aproximar do gnosticismo pop de Hollywood.


O fato de a crítica apontar os filmes “Feitiço do Tempo” e “Deja Vu” (filmes com diversos elementos gnósticos) como inspirações para o roteirista de “Contra o Tempo”, Ben Ripley, demonstra o claro sabor de gnosticismo pop desse filme.


Portanto, nessa primeira postagem da trilogia vamos analisar o filme “Feitiço do Tempo”. Na próxima postagem vamos abordar “Deja Vu” para, ao final, fechando essa trilogia, analisarmos o filme “Contra o Tempo” de Duncan Jones.

 

 

Wilson Ferreira

Wilson Roberto Vieira Ferreira – Mestre em Comunição Contemporânea (Análises em Imagem e Som) pela Universidade Anhembi Morumbi.Doutorando em Meios e Processos Audiovisuais na ECA/USP. Jornalista e professor na Universidade Anhembi Morumbi nas áreas de Estudos da Semiótica e Comunicação Visual. Pesquisador e escritor, autor de verbetes no “Dicionário de Comunicação” pela editora Paulus, e dos livros “O Caos Semiótico” e “Cinegnose” pela Editora Livrus.

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