4 de junho de 2026

Depois dos pedalinhos, a Lava Jato levanta o escândalo da podóloga

Depoimento de podóloga atestaria tratamento diferenciado para ex-executivos e ex-deputado
 
 
Jornal GGN – O novo e relevante escândalo da Lava Jato é uma sessão de podóloga que a Andrade Gutierrez teria pago para o ex-diretor da Petrobras Renato Duque, ao custo de R$ 250,00.
 
O tema veio a tona em reportagem da Folha de São Paulo destacando o depoimento da podóloga confirmando alguns desses privilégios. Ela havia sido contratada para cuidar dos pés do ex-deputado Pedro Corrêa, que tem diabetes, e por isso necessita de cuidados especiais. 
 
Para esse serviço a presença da podóloga foi devidamente autorizado pela direção-geral do CMP. Mas, dentro do complexo penitenciário, a profissional disse que atendeu outros detentos, entre eles o ex-presidente da empreiteira Andrade Gutierrez, Otávio Azevedo, o ex-diretor da Petrobras, Renato Duque, e os ex-executivos da Odebrecht, Alexandrino Alencar e Marcio Faria.  E, finalmente, Renato Duque. Segundo ela, a sessão foi bancada pela Andrade Gutierrez.
 
A história de privilégios a presos foi falsamente levantada no presídio da Papuda pela deputada Mara Gabrilli (PSDB-SP). Tempos depois, constatou-se que era mentira. O desmentido partiu Larissa Feitosa (http://migre.me/tqbQL), responsável pelos presídios e filha de Guiomar Feitosa, atual esposa do MInistro Gilmar Mendes.
 
 
 
 
Wálter Nunes
 
O depoimento de uma podóloga em sindicância que atestou privilégios a detentos da Operação Lava Jato no Complexo Médico Penal de Pinhais, no Paraná, aponta que a Andrade Gutierrez pagou por regalias a Renato Duque, ex-diretor de serviços da Petrobras, e outros presos do petrolão.
 
Andresa Regina Hilgenberg Cavalheri Diogo contou na sindicância feita pelo departamento penitenciário que nos dias 15 e 22 de setembro de 2015 deu expediente no CMP cuidando dos pés dos presos da 6ª Galeria.
 
A podóloga diz que atendeu Otávio Azevedo, ex-presidente da Andrade Gutierrez, Renato Duque, ex-diretor da Petrobrás, Alexandrino Alencar e Márcio Faria, ex-executivos da Odebrecht, o ex-deputado federal Pedro Corrêa e mais três outros detentos da Lava Jato que não são identificados no depoimento.
 
A Andrade Gutierrez, segundo a podóloga, pagou pelos serviços prestados por ela ao ex-presidente da empreiteira e também a Renato Duque e outros três detentos. Cada tratamento custou R$ 250. Os serviços prestados a Alexandrino Alencar e Marcio Faria foram pagos pela Odebrecht e a advogada de Pedro Corrêa pagou pelo tratamento do ex-parlamentar, disse ela.
 
A presença da podóloga no presídio foi autorizada pelo diretor-geral do CMP, Marcos Marcelo Muller, a pedido da advogada de Pedro Corrêa.
 
O ex-deputado tem diabetes e por isso necessitaria de cuidados especiais com os pés. No depoimento, a podóloga diz que Corrêa poderia correr riscos caso não fosse atendido por uma especialista. Os outros detentos tinham demandas mais simples, segundo o depoimento.
 
A comissão que investigou o caso considerou que o diretor do CMP, Marcos Marcelo Muller, e seu vice, Sérgio Padilha, não comprovaram a necessidade da presença da podóloga no presídio. Por isso, foram afastados do cargo e agora respondem a um processo administrativo disciplinar. Caso condenados, podem receber penas que vão de advertência até a demissão do serviço público.
 
O agente penitenciário Valdir Calegari também foi implicado na sindicância e responde processo disciplinar por deixar entrar na cadeia produtos proibidos. Uma inspeção nas celas dos presos da Lava Jato encontrou “alimentação diferenciada dos demais presos”. O relatório da corregedoria diz que “a sindicância comprovou que a alimentação liberada a esses presos incluía castanhas, nozes, frutas cristalizadas, chocolates suíços e frutas exóticas”.
 
O documento relata que a desorganização no recebimento e armazenamento dos produtos não permitia saber de quem era cada coisa. Também foram encontradas nas celas vestuário diferente do uniforme do presídio. Roupas à paisana são proibidas porque podem facilitar fugas.
 
Um agente do CMP disse, sob a condição de anonimato, que o pavilhão onde estão os detentos da Lava Jato havia virado uma espécie de ala VIP. Segundo ele, o acesso de agentes e outros presos ao local teria sido limitado.
 
Segundo esse agente, a ala contava até com um segurança particular temido pelos outros detentos –informação endossada por outros dois policiais.
 
“Era um ex-policial militar preso por assalto e explosão de caixas eletrônicos que fazia a proteção deles. Ele era encarregado da faxina, um cargo de confiança dado pela chefia de segurança que dá acesso a diversas áreas do presídio”, conta o agente.
 
Um ex-preso daquele pavilhão afirmou, também sob condição de anonimato, que para cultivar a boa convivência com outros detentos, os presos da Lava Jato fizeram agrados aos colegas de pavilhão, dando presentes como roupas, alimentos e até aparelhos de som e televisão.
 
OUTRO LADO
 
A Secretaria de Segurança Pública do Paraná, responsável pelo Complexo Médico Penal de Pinhais, disse que “o processo corre em sigilo e ainda não foi concluído”.
 
A Odebrecht afirmou que não há concessão de privilégios aos ex-executivos. “As regras estipuladas são respeitadas”. A Andrade Gutierrez disse que não comentará. O advogado Juliano Breda, que defende o ex-presidente da Andrade Gutierrez Otávio Azevedo, afirma “que seu cliente nunca usufruiu de privilégio algum e que respeitou todas as regras”. As defesas de Renato Duque e Pedro Corrêa não responderam. 
 

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8 Comentários
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  1. Jaide

    3 de abril de 2016 3:49 pm

    Imagino que esse tipo de

    Imagino que esse tipo de informação prestada à imprensa por pessoas autorizadas a entrar nessas dependências deve ser motivado por nobres princípios, contribuição da cidadania ao combate à corrupção.  

    Nada a ver com o comércio de notícias (reais ou inventadas, relevantes ou não), o compra e venda de informes de toda ordem que esse processo, a exemplo de outros, fomenta.

  2. Ivan de Union

    3 de abril de 2016 4:06 pm

    Nossa, Que ALIVIO!
    Ja pensou

    Nossa, Que ALIVIO!

    Ja pensou se fosse o proctologo?????

    Eu pagaria dinheiro vivo pra saber se as regalias incluiam Vaselina!!!!  Oh dedos finos!!!!

  3. JB Costa

    3 de abril de 2016 4:38 pm

    Acho, não tenho certeza, que

    Acho, não tenho certeza, que o GGN está de marcação com a Folha. Trata-se de escândalo, sim, 

    Como se admitir que presos tenham esse tipo de regalia restritas a alguns? Até pensei: “será que o Aécio Neves já foi preso pela Cheira, digo, Lava a Jato e eu passei batido?”

    Uma pausa para reflexão: podóloga não é uma profissional especializada em “pó”? Não??!Caramba: elaborei todo um raciocínio baseando-me numa etimologia errada. 

    Foi mal. Fui.

  4. Odorico Paraguai

    3 de abril de 2016 4:39 pm

    Matéria Maldosa

    “Segundo ele, o acesso de agentes e outros presos ao local teria sido limitado.” Matéria maldosa! Em qualquer presídio normal, presos célebres devem ficar mais protegidos de outros presos mais perigosos. É necessária essa separação, que a Lei exige! É uma prudência do Estado, que lhes detém a custódia, e portanto é responsável por sua integridade física e emocional. Todo mundo sabe que em presídios os parentes podem entregar sabonete, alimentos, medicamentos não restritos e outros produtos pessoais. Isso não é ilegal. A matéria é maldosa e tenta, com base em “n” depoimentos anônimos, criar um sentimento de indignação por supostos privilégios que não o são. Quanto à podóloga, eu acho que se tem um diabético o diretor pode ter evitado até uma amputação ou morte, que geraria indenização contra o Estado. Aplicou o direito à vida, que está na Constituição. Em relação aos outros, não diabéticos, não é possível avaliar. Presos idosos deve ter derenção prioritariamente domiciliar. Acho que o Estatuto do Idoso tem uma série de normas a esse respeito. Os cursos de jornalismo deveriam ensinar aos alunos sobre os direitos dos presos, para evitar matérias desse nível, embora haja muitas coisas que não se ensinam em bancos escolares. É muito feio fazer esse tipo de jornalismo e termina tirando a credibilidade do profissional e do seu patrão.

  5. Marilia Oliveira

    3 de abril de 2016 5:02 pm

    Meu Deus… risível,

    Meu Deus… risível, ridículo…

  6. rdmaestri

    3 de abril de 2016 6:49 pm

    Em todo presídio quando há um preso mais rico ele distribui …

    Em todo presídio quando há um preso mais rico ele distribui agrados e benesses a todos, o presídio fica mais feliz.

    Houve um caso na serra gaúcha que um empresário do setor moveleiro foi preso, ele reformou todas as celas do presídio levando conforto a todos os presidiários.

    Não deixa de ser uma socialização da riqueza!

     

  7. Jáder Barroso Neto

    4 de abril de 2016 12:43 am

    Saiu na folha!

                      PRÁ COXINHA, PODÓLOGA É PROSTITUTA QUE ATENDE A DOMOCILIO!

  8. altamiro souza

    4 de abril de 2016 2:49 am

    a folha eo conluoo et caterva

    a folha eo conluoo et caterva  infamam tanto tudo o que se metem

    a fazerr, que inventaram  a grande arte

    da teatripodiatria!!!!!

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