4 de junho de 2026

Dilma regulariza terras quilombolas e para a Reforma Agrária

 
Jornal GGN – A presidente Dilma Rousseff assinou Atos para a Reforma Agrária e Comunidades Quilombolas, na manhã desta sexta (01), com a aprovação de quatro decretos de regularização de territórios quilombolas para 799 famílias nos estados do Maranhão, Pará, Rio Grande do Norte e Sergipe, e outros 21 decretos para assegurar 35,5 mil hectares de terras para a reforma agrária em 14 estados.
 
“É muito importante para mim porque hoje estou levando um documento que liberta o nosso povo”, disse Xifroneze Santos, da comunidade quilombola de Caraíbas (SE), destacando a importância dos atos assinados hoje. “Nós já estamos no território, queremos agora documentar isso. Nós queremos que o governo nos reconheça”, manifestou a representante da Coordenação Nacional das Articulações das Comunidades Quilombolas (Conaq), Katia Penha.
 
Os decretos para os quilombolas irão representar a regularização de 22,2 mil hectares ocupados pelas comunidades Caraíbas, em Sergipe; Gurupá, no Pará; Macambira, no Rio Grande do Norte; e Monge Belo, no Maranhão.
 
Em discurso, a presidente Dilma Rousseff afirmou que o país dá um passo para diminuir a imensa desigualdade e ressaltou que os Atos assinados ajudam a produzir bem-estar para as famílias. “O acesso à terra bem cultivada significa riqueza para brasileiros e brasileiras”, disse a presidente.
 
Presente no encontro, o ministro do Desenvolvimento Agrário, Patrus Ananias, afirmou que a paz que o Brasil almeja é fruto da Justiça e que, quanto mais o governo promover a dignidade, estarão construindo a paz.
 
“Hoje estamos empenhados em, garantir a ordem constitucional e o estado de direito democrático com direitos fundamentais, quando pessoas apegadas ao retrocesso se apegam com maior vigor a seus interesses. Não vai ter golpe, vai ter reforma agrária”, disse o ministro.
 
A assinatura dos atos ocorre um dia após a presidente Dilma Rousseff participar de um encontro com artistas, cientistas e intelectuais, em defesa da democracia e contra o golpe. Uma das convidadas a discursar, a atriz Letícia Sabatella afirmou que se considerava oposição ao governo Dilma, mas que defende a legalidade e é contra o golpe. Entre as manifestações de insatisfações declaradas à presidente, Letícia mencionou a “tão esperada reforma agrária”.
 
Durante o evento nesta sexta, os movimentos de luta pela reforma agrária também manifestaram apoio à Dilma. Os representantes criticaram a atuação do juiz Sergio Moro e responsabilizaram o Congresso pela não regularização de terras para os assentamentos.
 
“Vamos ocupar as propriedades deles, as casas deles no campo. Vamos ocupar os gabinetes, mas também as fazendas deles. Se eles são capazes de incomodar um ministro do Supremo Tribunal Federal, vamos incomodar as casas deles, as fazendas e as propriedades deles. Vai ter reforma agrária, vai ter luta e não vai ter golpe”, disse o secretário de finanças e administração da Contag, Aristides Santos, referindo-se à bancada ruralista na Câmara dos Deputados.
 
Também em duro discurso, o coordenador nacional do MST, Movimento dos Sem-Terra, Alexandre Conceição, criticou o magistrado do Paraná: “O juiz Sergio Moro, esse golpista, prendeu nossos companheiros há três anos sem justificativa. Nós não cometemos crimes, quem comete crime é o latifúndio e o juiz Sergio Moro, que faz com a sua caneta maldades contra o povo brasileiro”, disse.
 
“Nós vamos ocupar as ruas em defesa de seu mandato, presidente. A senhora é uma mulher honrada e não pode ser julgada por um bandido como o Eduardo Cunha”, afirmou o coordenador.
 
 

Patricia Faermann

Jornalista, pós-graduada em Estudos Internacionais pela Universidade do Chile. Coordenadora de Projetos. Repórter e documentarista de Política, Justiça e América Latina do GGN desde 2013.

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8 Comentários
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  1. L. Souza

    1 de abril de 2016 5:28 pm

    Viva.
    Quem sabe com essas

    Viva.

    Quem sabe com essas reformas nosso país tenha suas terras, fauna e flora preservadas, porque nas regiões urbanas e litorais o que se ve é uma total dominação por grupos estrangeiros e seus condominios, hotéis e resorts megadestruidores.

  2. L. Souza

    1 de abril de 2016 5:28 pm

    Viva.
    Quem sabe com essas

    Viva.

    Quem sabe com essas reformas nosso país tenha suas terras, fauna e flora preservadas, porque nas regiões urbanas e litorais o que se ve é uma total dominação por grupos estrangeiros e seus condominios, hotéis e resorts megadestruidores.

  3. Bi

    1 de abril de 2016 5:45 pm

    Finalmente.

    Finalmente.

  4. Fabianovp

    1 de abril de 2016 6:42 pm

    Por favor, leia:

    Por favor, leia: http://www.mintpressnews.com/brics-attack-empire-strikes-back-brazil/214943/

  5. Miranda

    1 de abril de 2016 9:05 pm

    Podia aproveitar o embalo e

    Podia aproveitar o embalo e taxar as grandes fortunas.

  6. Antonio Pereira

    2 de abril de 2016 1:37 am

    A Dilma tem a obrigação de

    A Dilma tem a obrigação de retomar a agenda progressista que foi a base da sua eleição, chega de politicas economicas conservadoras, espero que o Lula consiga demove-la dessa posição. Também é a oportunidade de lançar o imposto sobre as grandes fortunas.

  7. Antonio Pereira

    2 de abril de 2016 1:38 am

    A Dilma tem a obrigação de

    A Dilma tem a obrigação de retomar a agenda progressista que foi a base da sua eleição, chega de politicas economicas conservadoras, espero que o Lula consiga demove-la dessa posição. Também é a oportunidade de lançar o imposto sobre as grandes fortunas.

  8. Gabriel Moreno

    2 de abril de 2016 8:02 am

    Hora de unir todos os

    Hora de unir todos os progressistas e democratas do país para uma nova etapa do capitalismo brasileiro com inclusão social e extensão de direitos. É preciso criar um plano coerente e que amarre isso, trazendo juntos todos os que amem realmente o Brasil, independente de posições ideológicas ou políticas. Vamos avançar, crescer, dando oportunidade para o povo. Hora de isolar a parte da elite mais perversa, que hoje está servindo para o atraso do país. Deixem-nos afundando junto com a aventura golpista. Agora é a hora.

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