4 de junho de 2026

A batalha de Ollanta Humalla contra “La Prensa”

Por que o povo cusquenho não pode visitar Machu Pichu? Ou por que semeia-se tantas incertezas sobre Ollanta Humalla?

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De férias em Cuzco pude fazer a trilha inca, de dois
dias apenas, afinal o percurso completo de quatro dias é muito penoso para um blogueiro sedentário como eu.
Pude constatar, nas conversas com meu guia do
percurso, Hernán, que o parque histórico de Machu Pichu é somente destinado para turistas e que a grande maioria dos cuzquenhos não conhecem, pelos preços altos e pela falta de incentivo governamental, uma maravilha da humanidade, em sua própria cidade.
Fujimori tentou privatizar o patrimônio peruano, mas o povo cusquenho reagiu e impediu tamanho absurdo.

Paralelo a isso, ocorre uma grande campanha eleitoral no Peru, em que Ollanta Humalla e Keiko Fujimori disputarão o segundo turno em junho próximo. Cheguei a Cuzco após a realização
do primeiro turno, Ollanta foi o vencedor neste turno, mas há hoje uma campanha
de disseminação do medo impressionante nas TV’s locais. Me lembra 1989 no
Brasil onde Lula foi demonizado pela imprensa brasileira, o mesmo que ocorre
contra Ollanta no Peru de Hoje.

Assisti na TV RPP, um programa que debate contextos e cenários da atualidade peruana, uma discussão sobre “as incertezas de um governo Ollanta”. Haviam quatro participantes no programa, todos pendendo para um só lado: Ollanta representa perigo para a “estabilidade peruana”. Havia
um ex-ministro da economia, algo como se o Pedro Malan fosse convidado para explanar sobre o governo Dilma, um editor de um grande jornal de economia, imaginem a Miriam Leitão, além do apresentador do programa, uma espécie de William Waack, e o editor de política e economia da emissora, quem sabe um “Alexandre Garcia peruano”.

Todos foram unânimes em afirmar que uma vitória de Ollanta representa o atraso, a incerteza e o alinhamento ao “eixo do mal” sulamericano, Chávez, Evo e Kirchner.
Leia a íntegra, clique AQUI>>>

Luis Nassif

Jornalista, com passagens por diversos meios impressos e digitais ao longo de mais de 50 anos de carreira, pelo qual recebeu diversos reconhecimentos (Prêmio Esso 1987, Prêmio Comunique-se, Destaque Cofecon, entre outros). Diretor e fundador do Jornal GGN.

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