Lei de mineração de 1872 ameaça Grand Canyon nos EUA, diz estudo
O Sky Walk no West Rim, é a passarela com o chão de vidro, sobre o Grand Canyon do lado oeste, com aproximadamente 1200 metros de altura.
Por Deborah Zabarenko
WASHINGTON (Reuters) – Uma lei norte-americana do tempo em que se usava pás e picaretas para extrair riquezas do velho oeste americano está motivando a exploração mineral em terras públicas, ameaçando tesouros naturais como o Parque Nacional do Grand Canyon, disse um grupo ambientalista na sexta-feira.
Uma lei de mineração assinada em 1872 pelo presidente Ulysses Grant permite que mineradoras, inclusive estrangeiras, peguem 1 bilhão de dólares por ano em ouro e outros metais nas terras públicas sem pagar nenhuma obrigação, segundo um estudo publicado pela ONG Pew Environment Group.
“A lei foi sancionada … para estimular o desenvolvimento do oeste”, disse Jane Danowitz, integrante da entidade, em entrevista por telefone.
Atualmente, a lei beneficia grandes mineradoras de ouro, urânio e outros metais, inclusive multinacionais, segundo ela. O mesmo não vale para o petróleo, o gás e o carvão, cuja exploração há décadas resulta em pagamento de royalties para o governo.
Com o aumento dos preços do urânio e de outros metais nas últimas décadas, notificações de mineração no Grand Canyon e outros patrimônios naturais dispararam, segundo o relatório.
Dados federais mostram que mais de 8.000 notificações de mineração foram feitas desde 2004 em florestas nacionais e outras terras públicas no entorno do Grand Canyon, um aumento de 2.000 por cento.
A situação se repete perto dos parques de Yosemite e de Arches e Canyonlands, em Utah, entre outros do oeste americano.
Iniciativas parlamentares para revogar a lei de 1872 foram abandonadas em 2009, levando o secretário do Interior, Ken Salazar, a iniciar um processo para proteger cerca de 400 mil hectares em torno do Grand Canyon, que estavam ameaçados por operações de extração de urânio.
Reuters
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Grand Canyon
O Grand Canyon encontra-se no território dos Estados Unidos da América. Seu vale foi moldado pelo rio Colorado durante milhares de anos à medida que suas águas percorriam o leito, aprofundando-o ao longo de 446 km. Chega a medir entre 6 e 29 km de largura e atinge profundidades de 1600 metros. Cerca de 2 bilhões de anos da história geológica da Terra foram expostos pelo rio, à medida que este e os seus afluentes vão expondo camada após camada desedimentos.
O Grand Canyon foi visto pela primeira vez por um Europeu em 1540, o espanhol Garcia Lopez de Cardenas. A primeira expedição científica ao desfiladeiro foi dirigida pelo Major John Wesley Powell no final da década de 1870. Powell referiu-se às rochas sedimentares expostas no desfiladeiro como “páginas de um belo livro de histórias“. No entanto, a área era já ocupada por nativos americanos que estabeleciam povoados ao longo do desfiladeiro, como os hopi.
É considerado uma das sete maravilhas naturais do mundo e um ponto turístico visitado por milhares de turistas anualmente, gerando receita para as cidades e populações ribeirinhas ao desfiladeiro.
http://pt.wikipedia.org/wiki/Grand_Canyon
A Grand Canyon Skywalk, uma plataforma com piso de vidro a 1.219m d…
A Grand Canyon Skywalk é uma enorme plataforma turística em formato de ferradura construída a beira de um precipício no vale Grand Canyon, nas proximidades do Rio Colorado, no Parque Nacional Grand Canyon, Arizona, Estados Unidos.
Plataforma Grand Canyon Skywalk. (Foto: Rick Conklin/Flickr.)
David Jin, um empresário e promotor turístico de Las Vegas, foi quem teve a ideia de construir a plataforma às margens do Grand Canyon. Ela mantivera-se por algum tempo envolvido com a Nação Hualapai ― uma reserva indígena pertencente à tribo de mesmo nome que tem parte de seu território dentro do cânion e que vive da exploração turística da área ― onde teve o insight do projeto. Em 1996 apresentou formalmente a ideia da Skywalk aos Hualapai e financiou a construção do projeto, após o consentimento.
O design original da Skywalk era de uma plataforma retangular que se estenderia em linha reta ao longo da borda do cânion, mas a ideia evoluiu e passou a ser uma passarela em formato de “U”.
A Skywalk antes da construção dos Anexos. (Foto: Willphoto1/Flickr.)
O funcionamento da Skywalk é gerenciado pelo Grand Canyon Skywalk Development, LLC. e, depois de todas as despesas operacionais, os lucros são divididos entre David Jin e os Hualapai. A expectativa em torno da Skywalk é que contribua, à longo prazo, para o benefício da tribo. A plataforma já se tornou uma atração famosa em todo o mundo, mesmo antes da conclusão do centro anexo para os visitantes, colocando a Nação Hualapai em evidência mundial.
Corredor com piso de vidro da Grand Canyon Skywalk. (Foto: Lochsa Engineering.)
À priori, o Grand Canyon Skywalk é uma única ponte cantiléver, isto é, apoiada em um só ponto, com piso de vidro que atravessa 70 pés (21,34 metros) pra fora da beirada do Grand Canyon e que situa-se a 4.000 pés (1.219 metros) acima do Rio Colorado.
Concluída em março de 2007, tornou-se rapidamente um dos melhores destinos de excursões vindas de Las Vegas, em Nevada e Kingman, no Arizona, além de também ter se tornado a estrutura cantiléver mais conhecida do mundo.
Aberta 365 dias por ano, a Skywalk já foi visitada por cerca de 1 milhão de pessoas provenientes de cerca de 50 países dos seis continentes, dando a todas elas a melhor vista panorâmica do Grand Canyon, paisagem sem igual em qualquer outro lugar do mundo.
Por ter sido construída em local remoto, a Skywalk precisa ser auto-suficiente. Toda a energia para ela e para o centro de visitantes é produzida por geradores a diesel. Parte do combustível é trazido pela Diamond Bar Rd. e o restante é complementado com bio-diesel produzido no local com a reciclagem do óleo de frigideira utilizado no Skywalk Cafe. Toda a água para as instalações vem de fora e o lixo é totalmente transportado para fora do lugar. Para o funcionamento de celulares e internet são mantidas conexões via satélite.
Fonte: Grand Canyon Skywalk (Tradução adaptada: Leandro Lima).
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