4 de junho de 2026

Timinho? Ou diretoria sem vergonha? Por João Sucata

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Esporte Bretão

Timinho? Ou diretoria sem vergonha?

por João Sucata

De vez em quando os times grandes tem timinhos que não são dignos de suas cores, tradição, conquistas, torcidas. O Vasco acabou na segunda divisão do Brasileirão e tenta se recuperar, o São Paulo flerta com essa condição, mas o Palmeiras anda batendo todos os recordes.

A torcida alvi-verde, cansada de ver decepções, derrotas, uma atrás da outra, até quedas para a segunda divisão, os chama de timinhos sem vergonha. Ninguém teve tantos timinhos chinfrim, covardes, incompetentes, como a infeliz torcida do Verdão nos últimos anos. Pode se dizer que a tragédia tem sido sentida e sofrida desde antes da chegada do Filipão, em sua última passagem pelo time. Houve algumas reações, coom a conquista de duas Copa Brasil, mas ambas sofridas e com ajuda da sorte, além dos goleiros excepcionais em suas épocas, Marcos e Fernando Pras. Em todos esses anos não houve um time minimente estável e confiável.

Mais recentemente a diretoria contratou mais de 30 jogadores, vendidos aos torcedores como craques pela imprensa. A torcida, que chegou a ser a mais escondida do Brasil, acreditou ereapareceu em massa, aos jogos, cujas rendas empataram e muitas vezes superaram as do Timão. Um novo estádio ajudou a aumentar a sensação que a recuperação era para valer, que logo se poderia ter  um time algo parecido com o dos tempos da  Academia.

O que se está vendo é muitos dos jogadores juntados pela diretoria não  são, nem técnica e nem moralmente craques, pois estão levando um baile atrás do outro, sendo humilhados sem lutar, sem correr atrás da bola, sem jogar pelo menos com características de timeco: marcando homem a homem, vendendo caro a derrota. São quando muito medianos, como já demonstraram em outros clubes, mas nem isso conseguem no Verdão.

Ao perder para a Ferroviária era porque esse time tinha um técnico revelação, mas depois tomou baile na Libertadores e perdeu mais três vezes de times pequenos no Paulistão. Neste último domingo, para  o paupérrimo Água Santa, por 4 x 1, com direito a olé, gritado pelos poucos torcedores que ainda acompanham o time. Vários técnicos consagrados foram chamados e enterrados, Cuca poderá ser mais um, pois como contratar mais jogadores com 36 no banco?

E agora, que se vai fazer? Não se trata apenas de arrumar o time tecnicamente, mas de recuperar a auto estima, o que a personalidade frágil da maioria dos jogadores não parece favorecer, não há líderes entre eles, Pras, o melhor nesse quesito, fica no gol.

Chamar um time desses de timinho sem vergonha, é correto? Será que com isso, os jogadores irão sentir vergonha, levantar a cabeça e jogar? A torcida tem esse direito? A meu ver tem, mas não de invadir espaços onde os jogadores, mal ou bem, tentam trabalhar. Tem direito também tem que dirigir os mesmos “elogios” à diretoria. Afinal, percebe-se que os jogadores tem limitações, quem os trouxe para o clube foram os diretores.

Afinal, é a diretoria quem dá a palavra final na compra de jogadores, quem tem que exigir e manter clima positivo entre eles, dar passe em branco a quem não sua a camisa etc. As sucessivas diretorias do Palmeiras tem demonstrado que não sabem comprar jogadores e nem manter clima de vencedor no clube. O problema só pode estar nela, pois times e técnicos se sucedem e o drama continua. Enquanto isso, Santos e Corinthians, que perderam mais da metade do time do ano passado para este, vão se recuperando, contratando jogadores com verbas bem menores que as do Verdão. A palavra de ordem mais correta para a torcida gritar deveria ser diretoria incompetente. Mas ela pode correr do estádio antes do jogo acabar, alguns jogadores gostariam, mas não podem.

Mas uma vez, levanto minha tese: bom mesmo é ter no clube alguém que sabe revelar, comprar ou valorizar jogadores, criar clima propício para a luta, fazê-los ter auto estima. No Verdão há muitos anos não se tem esse tipo de craque.

 

João Sucata

Redação

Curadoria de notícias, reportagens, artigos de opinião, entrevistas e conteúdos colaborativos da equipe de Redação do Jornal GGN

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6 Comentários
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  1. Fernando J.

    28 de março de 2016 6:11 pm

    De cortar o coração

    Wagner Homem

    26 de março às 07:12 ·  

    Jogadores do Palmeiras, visitaram um orfanato nesta quarta-feira em São Paulo.

    – “É de cortar o coração ver aqueles rostos sem esperança”

    Disse Lucas, de 6 anos, morador do orfanato.

     

    1. Oda Nobunaga

      28 de março de 2016 8:48 pm

      Verdão

      Criança não mente!!!!

       

  2. Oda Nobunaga

    28 de março de 2016 8:50 pm

    Elenco rachado.

    Como bom corintiano eu me divirto. Mas analisando o futebol do Guarani da capital, fica claro que o elenco tá rachado.

     

  3. Augusto Beppo

    28 de março de 2016 9:07 pm

    Nobre… Mas pode me chamar de Mr. Foxcatcher!

    Ora… Ora… Ora… Parece que nenhum dos nossos comentaristas esportivos (cuja única finalidade parece ser a de estimular rivalidades…) assistiu ao magnífico filme Foxcatcher… A história (real) de um herdeiro milionário da Família DuPont cuja forma de aparecer para sua mãe (que o achava incompetente para os negócios) foi montando uma equipe de luta greco-romana para representar os Estados Unidos em uma Olimpíada. Ou seja… Gastou uma fortuna para satisfazer um capricho pessoal que acabou muito mal… Assassinando um dos atletas e terminando seus dias em uma Penitenciária. Pois bem… O que faz o Sr. Paulo Nobre no Palmeiras se não copiar exatamente o que fez Mr. Foxcatcher na vida real? Usa a fortuna que herdou para brincar de dirigente esportivo. Sempre ansioso para dar entrevistas coletivas, e lustrar seu imenso ego, não consegue montar uma equipe minimamente competitiva. Mas o dinheiro é dele, não? Dane-se a Instituição Sociedade Esportiva Palmeiras. Triste futebol brasileiro… Sempre dividido entre pilantras e insanos torcedores metidos a dirigentes. Até quando?

  4. pedro lorençon

    28 de março de 2016 9:56 pm

    diretoria e periferia

    A diretoria e a periferia do poder no Palmeiras são os culpados pelos maus resultados do time há tempos. Não exist eno mundo um clube onde a vaidade é posta tão acima do clube  do que o Palmeiras. Jogar contra lá dentro é uma prática comum a qualquer dos lados que estão na oposição. O reflexo é óbvio. Mas é incrível a capacidade do Palmeiras em fazer crise onde não deveria haver e com requintes de masoquismo e autoflagelo. mas em uma coisa você não tem razão: Nenhum time ganha título se não tive sorte. Você não ser palmeirense, mas , só para ilustrar: Lembra-se da bola do Aguirregaray que explodiu na trave em 1990? Se você quiser , eu lhe conto a história.

  5. Josiel Nunes

    28 de março de 2016 11:58 pm

    O Palmeiras é quase tão (mal)

    O Palmeiras é quase tão (mal) comandado quanto o Brasil. A diferença é que seus jogadores tem consciência de seu fracasso e da necessidade de mudar os rumos do clube, enquanto os subordinados de Dilma estão paralisados pela própria inépcia e, ao invés de reconhecer e trabalhar para corrigir os erros, passam o enorme tempo ocioso que possuem inventando estratégias ainda mais fracassadas e colocando a culpa dos maus resultados nos críticos.

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