
A volta da mobilização do campo progressista no Brasil
por Leonardo Avritzer
Há cerca de um ano atrás, uma conhecida jornalista brasileira teceu considerações relevantes sobre a falta de mobilização do campo progressista no Brasil. Naquela ocasião ela afirmou “O maior risco para o P.T são os que não estavam no dia 13 de março [de 2015] quando movimentos como CUT, UNE e MST organizaram uma manifestação que…defendia a presidente Dilma Rousseff. Nem estavam no já histórico domingo, 15 de março, quando centenas de milhares de pessoas aderiram aos protestos, em várias capitais e cidades do país, em manifestações contra Dilma Rousseff articuladas nas redes sociais da internet…São os que já não sairiam de casa em dia nenhum empunhando uma bandeira do PT, …que apontam que o partido perdeu a capacidade de representar um projeto de esquerda”.
Esta foi a melhor análise sobre as mobilizações no ano de 2015 e sua incapacidade de mobilizar o campo de esquerda. Vale a pena desenvolver um pouco mais este argumento, antes de pensar porque esta dinâmica foi rompida na última sexta feira dia 18 de Março. Desde Junho de 2013, existe uma forte divisão na sociedade brasileira que levou a uma reorganização dos setores conservadores que não se via desde 1964. As conquistas dos últimos dez anos e a herança da constituição de 1988 todas foram colocadas na balança nas eleições de 2014 e a balança ao final pendeu na direção da reeleição do governo de esquerda. A mudança de posição da presidente logo após a eleição desmobilizou o campo de esquerda e não trouxe para o campo da presidente um único membro da oposição. Ao mesmo tempo, a radicalização da Lava Jato contra o P.T. e as evidências de malfeitos na empresa acabaram de jogar o campo petista na lona durante o ano de 2015. No entanto, no começo deste ano aparece, de fato, o que é o projeto alternativo: criminalização seletiva dos membros do P.T. com ou sem provas e fim das garantias individuais na Lava Jato, em especial no que diz respeito às investigações do ex-presidente Lula.
O que fez com que setores de esquerda desanimados com o choque neo-liberal, com a corrupção na Petrobrás se mobilizassem foi a distorção dos valores democráticos e do estado de direito pelo conservadorismo brasileiro. Nos últimos anos, vimos uma apropriação seletiva de todos os valores da esquerda pelo campo conservador no Brasil. Tal apropriação começou ainda em Junho de 2013 onde uma manifestação que tentava questionar maus hábitos no sistema político brasileiro começou a operar na chave da criminalização do campo de esquerda e a colocar a corrupção no centro do debate político. O ano de 2014 segue a mesma trajetória com o início da Operação Lava Jato. Não sou um crítico absoluto da operação Lava Jato, mas apenas da seletividade com a qual ela atingiu o Partido dos Trabalhadores e não investigou aquilo que é evidente no Brasil hoje: que o caixa 2 é generalizado entre todos os principais partidos e que importantes lideranças do PSDB estão envolvidas em casos de corrupção que tem a mesma gravidade do escândalo da Petrobrás. Mas enquanto a Lava Jato operou dentro das regras do estado de direito, ela recebeu, pelo menos, o acordo tácito do campo de esquerda, assim como, dos principais operadores do sistema de direitos no Brasil. A capacidade de mobilização do campo de esquerda continuou baixa por todo o ano devida à associação entre política econômica conservadora e avanço da Lava Jato sobre a liderança do Partido dos Trabalhadores.
Os primeiros meses de 2016 mostram claramente uma mudança na forma de operação da Lava Jato. As entrevistas coletivas que eram relativamente cuidadosas passam a se referir ao P.T. como organização criminosa e os vazamentos que não eram nem diários e nem em tempo real adquiriram uma nova proporção. Desde o início do ano, a Lava Jato focou na figura do ex-presidente Lula com o intuito claro de interditá-lo politicamente. Depois de investigarem todas as decisões administrativas do presidente, de realizarem um CPI do BNDES que terminou pifiamente com a imagem de um Lula não lobista, a Lava Jato partiu para uma operação pessoal com a intenção de assassinar o carácter do ex-presidente e, se possível, prendê-lo adotando, para alcançar este propósito, uma atitude completamente à margem do estado de direito.
Vale a pena enumerar as ilegalidades da Lava Jato nas últimas semanas: elas começaram com o episódio João Santana. Ele é trazido ao Brasil para explicar contas não declaradas no exterior e tem a sua prisão preventiva decretada por outro elemento do processo ao qual o seu advogado não foi informado e nem teve acesso. Seguimos com prisões preventivas arbitrárias que tem como objetivo fechar o cerco em torno do governo, do P.T. e do ex-presidente Lula. Cabe aqui mencionar a prisão da secretária da Odebrecht Maria Lúcia Tavares que aderiu à delação premiada sem ser informada pelo juiz que os seus advogados tinham conseguido um habeas corpus a seu favor. Mas, os abusos que desafiam o S.T.F, vieram em série no dia 16 de março. Ali, ficou claro que a relação cliente/advogado foi violada pela Lava Jato, que a lei sobre escutas foi violada com divulgação de áudios de autoridades com foro privilegiado ou simplesmente de pessoas que conversaram com o ex-presidente Lula naquele momento. Todas estas gravações foram tornadas públicas e vazadas em tempo real para a Rede Globo, ao arrepio da lei e da hierarquia do judiciário.
O S.T.F. ao invés de imediatamente retomar as rédeas da legalidade adotou procedimentos contraditórios. De um lado, o seu decano preferiu defender a corporação do que defender a constituição. Nem uma palavra foi proferida pelo decano do S.T.F. em relação à quebra da hierarquia do judiciário e a violação das garantias individuais do ex-presidente. Três outros ministros do S.T.F. seguiram a mesma linha do decano, abstendo-se de pronunciar sobre as graves violações de garantias do ex-presidente e passando a comentar apenas as provas obtidas e divulgadas ilegalmente. Finalmente o quinto membro do S.T.F. o ministro Teori Zavascki adotou uma linha de defesa da constituição ao afirmar que “…a divulgação pública das conversações telefônicas interceptadas, nas circunstâncias em que ocorreu, comprometeu o direito fundamental à garantia de sigilo, que tem assento constitucional.” Ou seja, apenas o quinto ministro a se pronunciar sobre o tema evocou a Constituição. Todos os outros se dobraram a pressão midiática e das ruas.
Foi assim que uma nova pauta política surgiu a partir da última quarta feira para um setor significativo das forças de esquerda e das forças democráticas no Brasil. A pauta é restaurar garantias individuais e mínimas e obrigar a Lava Jato e o sistema de justiça a voltar a operar no leito do estado de direito. Ou seja, é preciso que haja mobilização de rua para que a Lava Jato e setores do poder judiciário voltem a exercer o seu papel, de exame das provas e de respeito às garantias individuais que foram rompidas pelo juiz Sérgio Moro com o aplauso da mídia conservadora. Neste sentido, também é positiva a nota do procurador geral da república emitida ontem na qual ele afirma que os procuradores devem evitar paixões políticas. Ou seja, temos hoje no Brasil um campo judicial dividido e politizado por obra da operação Lava Jato e apenas a mobilização e a clara manifestação de instituições democráticas, como a SBPC, os juízes pela democracia e todas as associações profissionais que se manifestaram nos últimos dias contra a ruptura das regras do estado de direito pode devolver o judiciário para o seu leito normal que não é o de um poder que segue a lógica da opinião pública radicalizada nas ruas, mas de um poder pautado exclusivamente pela legalidade.
O segundo motivo pelo qual o campo de esquerda se mobilizou na última semana é porque ele percebeu que o que está surgindo no Brasil é incomparavelmente mais perigoso que os erros cometidos pelo P.T. e pelo governo. O que está surgindo é uma coalizão ante direitos, que pressiona as instituições democrática na rua, que ameaça juízes (no momento em que escrevo este artigo o ministro Teori Zavascki está sendo ameaçado nas redes sociais) e procuradores durante o seu processo de decisão. Esta movimentação nas ruas se associa com uma aliança tecida a portas fechadas na qual direitos e conquistas salariais e previdenciárias dos trabalhadores e urbanos e rurais estrão claramente em jogo assim como os elementos progressistas da agenda da Constituição de 1988 como o SUS, a LOAS e a reforma agrária. O grave momento no qual conquistas da constituição de 1988 e do governo de esquerda estão em jogo mostra que a mobilização popular voltou na décima primeira hora na qual ficou claro que existem motivos de sobra para defende rum projeto de esquerda no Brasil.
Leonardo Avritzer
Ruben Bauer Naveira
24 de março de 2016 7:27 pmLeonardo, excelente! Reproduzo aqui depoimento recolhido na web:
Autora: Valéria Pinheiro (Fortaleza, CE)
Fonte: https://www.facebook.com/valeria.pinheiro99/posts/988046264604319?fref=nf
Eu vou. HUMILHADA. Humilhada por ter que caminhar na mesma marcha dos que nos classificaram como terroristas, baderneiros/as, vandalos/as. Envergonhada de, por este momento histórico, ter que me alinhar a quem defendeu Belo Monte, a quem violentou milhares em nome da porra da fifa, a quem tratorou restantes nações indígenas, a quem pactuou sorridente com o agronegócio, a quem alimentou e abriu caminho para a criminosa bancada evangélica, a quem perseguiu rádios comunitárias e fortaleceu a rede globo e afins, a quem manchou a imagem da esquerda brasileira e desmotivou e desmobilizou belos processos de base, a quem não ousou comprar a briga pela desmilitarização da polícia, a quem negociou nossos direitos para se manter no poder, a quem ignorou a oportunidade da tal guinada à esquerda com milhões de pessoas na rua, a quem não fez a mínima ruptura no padrão de tenebrosas transações que regem nossas política públicas, a quem me causou horror e desencanto em inúmeros momentos políticos. Envergonhada em me alinhar num evento com o Pt e pc do b locais, de quem nem me darei ao trabalho de listar as escrotices que fizeram/fazem no poder municipal e estadual. Mas “apesar do PT, amanhã há de ser outro dia”. Não posso admitir perder pra essa massa idiotizada que acredita que há uma ameaça comunista em curso (porra!!!), que não enxerga o combate à corrupção que só existe agora, que admite neonazistas ao seu lado, que acha lindo seu filho escrever no trabalho da escola “Morra Dilma”, que veste orgulhosa a camisa da cbf, que tira selfie com a assassina corporação polícia militar, que idolatra um pato de borracha vindo de uma instituição que quer o fim dos direitos trabalhistas, que bate palma pra um judiciário que ignora as leis, que não se constrange em ser corruptora de impostos e filas no dia a dia e bradar contra a corrupção. Não posso admitir que essa massa idiotizada, em pleno 2016, me diga que cor vestir pra não ser ameaçada na rua. Que venham as implicações históricas… Vou pelo respeito à luta dos que morreram na ditadura militar. Vou pelo pouco que nos resta. Vou colada aos companheiros/as valorosos/as que decidiram ir hoje. Humilhada e engolindo o vômito. Vou. Vamos?
Ettore Silvatti
25 de março de 2016 12:04 amExcelente! Honesto, tocante,
Excelente! Honesto, tocante, corajoso depoimento. Não foi fácil acompanhar os lances confusos e titubeantes deste governo que, talvez arriscasse um governo de conciliação! Mas conciliação com quem? Com o fisiologismo do PMDB? Com os empresários e banqueiros oportunistas, nomeando o Levy? Com uma emissora e imprensa tradicionalmente golpistas, mesmo após a manifestação de repúdio a essas empresas deformadoras de opinião por parte da população que apoiou a presidente imediatamente após a divulgação dos resultados da eleição de 2014? O atual governo “dormiu com o inimigo”, cochilou ao não apostar e investir em quem o sustentou desde 2002. Deu no que deu. Agora, lutando por princípios, ideais, na esperança de que os projetos sociais não sejam abandonados, pelo contrário, ampliados, aperfeiçoados, contra o movimento retrógrado e reacionário de quem apoia o desmantelamento das instituições representativas em nome de interesses antidemocráticos, de quem apoia o retorno de quem sempre se julgou dono do poder e do país (Fiesp, Globo, latifundiários) é que precisamos voltar às ruas, e depois a cobrança pela coerência incidirá sobre o atual governo também.
Lucinei
24 de março de 2016 7:35 pmPfff!
Parei no “No entanto, no começo deste ano aparece, de fato, o que é o projeto alternativo: criminalização seletiva dos membros do P.T….”
FH está batendo bumbo pra classe média desde antes de 2012! Os artigos foram todos publicados! Naquele ano a energia baixou, a infraestrutura estava contratada e os juros foram a 7,5%aa… E o “todos contra o PT” veio com toda força..
Logo no primeiro trimestre de 2013 a apresentadora Ana Maria Braga apareceu com o estúpido colar de tomates.
E a cobertura da imprensa, mesmo com recordes de emprego, era ivariavelmente catastrofista.
O moralismo seletivo é o mesmo desde a campanha do “mensalão”! O artigo sobre “sangrar o PT, redigido pelo Alberto Gopldman foi publicado nos principais veículos do PIG.
Passados os primeiros momentos da lavajato ficou claro o infantil ativismo anti PT: a investigação à partir de 2002; a prisão da cunhada do Vaccari por causa de uma foto que nem era dela em um caixa eletronico, em um caixa eletronico; a mobilização do Eduardo Cunha no primeiro dia do recesso parlamentar; o “desinteresse” pela Senhora Claudia Cruz….
Sem falar nos vazamentos sempre seletivos das eleições até hoje…
“No entanto, no começo deste ano…”
O golpe vai ser dado por causa dessa palermice: um governo que insiste em governar mudo; e a “massa crítica” que aos 48 do segundo tempo ainda boceja.
Antonio Carlos Silva - Brasil
24 de março de 2016 7:47 pmAfiando a faca ….
Frente Povo sem Medo faz protesto em defesa de democracia em shopping no Rio
são para impressão24/03/2016 14p3Rio de JaneiroVitor Abdala – Repórter da Agência Brasil
Integrantes da Frente Povo sem Medo e trabalhadores sem teto fizeram hoje (24) um protesto dentro do Shopping Rio Sul, em Botafogo, na zona sul da cidade do Rio de Janeiro. O ato faz parte da mobilização nacional da frente e do Movimento dos Trabalhadores Sem Teto (MTST).
Cerca de 100 manifestantes se reuniram em uma das praças de alimentação, no segundo piso doshopping. Com faixas, bandeiras e um megafone, eles criticaram o processo de impeachment da presidenta Dilma Rousseff e a defesa, por setores da população, desse processo, que eles chamaram de golpe.
“É um ato nacional pela democracia e por uma saída à esquerda”, disse o organizador do ato, Vitor Guimarães, integrante da Frente e do MTST. “Nós viemos de onde a discriminação contra o povo mais pobre é mais forte”, acrescentou.
Vários clientes do shopping hostilizaram os manifestantes com palavras e vaias. Gritos de “Fora PT” foram ouvidos. Houve também clientes que se solidarizaram com o protesto e gritaram “Não vai ter golpe”, junto com os manifestantes.
Em determinado momento, a situação ficou tensa quando vigilantes do shopping exigiram, sem sucesso, que os manifestantes deixassem o local. Eles responderam que tinham direito de usar o local como qualquer pessoa. A organização do protesto distribuiu pão com mortadela para que os manifestantes pudessem usufruir da praça de alimentação.
A Polícia Militar foi chamada e, depois de uma rápida negociação, os manifestantes se dirigiram à saída do Rio Sul, cantando “Não vai ter golpe”. O ato começou ao meio-dia e durou cerca de 40 minutos.
Antonio Carlos Silva - Brasil
24 de março de 2016 7:53 pmAfiando a faca….(2)
Frente Povo Sem Medo vai às ruas em defesa da democracia Movimentos vão protestar nesta quinta-feira (24) contra a “Justiça de exceção” de Sérgio Moro e contra ameaças à democracia, e reivindicar reformas populares e o fim do ajuste fiscalpor Rodrigo Gomes, da RBA publicado 21/03/2016 17:51, última modificação 24/03/2016 16:29ANONE FRAISSAT/FOLHAPRESS
Frente Povo Sem Medo iniciou mobilizações no fim do ano passado contra Cunha e o ajuste fiscal
São Paulo – A Frente Povo Sem Medo, formada pelo Movimento dos Trabalhadores Sem Teto (MTST) e outras 26 organizações, vai realizar quinta-feira a “Mobilização em Defesa da Democracia: a Saída é pela Esquerda” em São Paulo, Rio de Janeiro, Brasília, Fortaleza, Uberlândia e outras cidades. Os movimentos temem que os atos pelo impeachment da presidenta Dilma Rousseff sirvam de trampolim para a cassação de direitos. “Insuflaram um clima macartista de intolerância e ódio, que se traduziu nas ruas com intimidação e agressões contra quem diverge. O ambiente criado é de caça às bruxas, de ameaça à nossa já frágil e limitada democracia”, diz manifesto.
A frente destaca que as ações pró-impeachment e em favor da prisão do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva estão sendo articuladas por setores e personagens conhecidos por ações antidemocráticas e pela corrupção. “Os setores que querem derrubar Dilma e prender Lula apostaram todas suas fichas, passando por cima inclusive de garantias constitucionais e das liberdades democráticas. Nunca é demais lembrar que o impeachment que querem impor tem a marca corrupta, antidemocrática e chantagista do (presidente da Câmara) Eduardo Cunha, representante do que há de pior na política brasileira.”
Os movimentos lamentam a perda de rumo da Operação Lava Jato, que se transformou “num instrumento de abusos e de seletividade”. E avaliam que a “justiça de exceção”, vigente há décadas nas periferias das grandes cidades contra o povo pobre e preto, está sendo legitimada como regra pelo juiz Sérgio Moro, responsável pela operação, “sob aplausos da mídia”. “Defendemos que a corrupção seja investigada até as últimas consequências. Mas para todos e com as garantias previstas na lei.”
Para a frente, no entanto, não se pode ignorar que o governo Dilma adotou medidas antipopulares, “identificáveis com o programa derrotado nas urnas”: iniciou um ajuste fiscal antipopular e assumiu uma “agenda de retrocessos” com temas como a Reforma da Previdência e a lei antiterrorismo. E deixaram passar oportunidades de pautar a democratização dos meios de comunicação e do sistema político, além de reformas populares. A crise atual seria também consequência desta “falta de ousadia”.
“Não ficaremos calados e acovardados ante as ameaças ao que temos de democracia no Brasil. O ataque não é somente contra o PT. É contra o que quer que seja de esquerda neste país. Querem aniquilar o movimento social. Querem impor um ambiente de intolerância e linchamento, onde não há espaço para o pensamento e a ação críticos. A solução que a direita brasileira propõe representa ainda o aprofundamento dos ataques a direitos sociais e trabalhistas.”
Como parte da reação a esses ataques, o MTST realizou nova ocupação na madrugada do sábado (19), em Itaquera, zona leste da capital paulista. E não descarta realizar outras. Além disso, vai compor a mobilização nacional no dia próximo 31, em vários estados, junto com a Frente Brasil Popular.
Mais uma vez, os movimentos reivindicam reformas populares, a desmilitarização da polícia e a radicalização da democracia. “Defendemos a ampliação de direitos e liberdades. Mas sabemos que para construir este caminho é preciso deter os retrocessos, barrar a saída à direita representada pelo golpismo. Não há tempo para vacilação.”
Em São Paulo, a concentração do ato será às 17h, no Largo da Batata, em Pinheiros, zona oeste. A manifestação vai até a sede da Rede Globo, na Avenida Luís Carlos Berrini. No Rio, o ato seria realizado a partir das 11h, no Campus Praia Vermelha da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ).
Antonio Carlos Silva - Brasil
24 de março de 2016 8:11 pmROLEZINHO NO SHOPPING RIO SUL (HOJE)
Em ato simbólico no RJ, rolezinho pela democracia chega ao shopping Rio Sul.
Teve almoço com pão e mortadela, e teve também cara feia de uma galera que diz “não olho pra quem não trabalha” – teve, é gente sem entender nada!
Beijo pra vc que passou o almoço educando a elite.
altamiro souza
24 de março de 2016 9:01 pmna verdade, tudo começou
na verdade, tudo começou muito antes, com um eficaz sistema de
assassinato de reputações criado por esses caras financiados por entidades
internacionais que lideraram movimentos contra o governo popular, incrementado ainda mais a partir de 2913…
chamando para manifestações via facebook, preparando uma primavera estilo daquelas árabes…
a partir daí ninguém entendeu o que estava acontecendo e deu no que deu….
a estratégia desses setores golpístas sempre foi a de desagregar o sistema político,
vide a rede globo insistentemente criticando os políticos….
aí só falrtava a lava-jato para acabar de enterrar o sistema
político brasileiro, para implantar, pelo jeito, um autoritarismo tipo judicial….ou
totalitarismo, como talvez queira o moro, se não cortarem as asas dele e de seu conluio……
o que eles querem é que todos se desagreguem,
inclusive as foças de esquerda e os democratas..
cabe a estes resistir em conjunto, agregados, organicamente, pára evitar o golpe…
sem desviar diessa questão principal.
não podemos entrar no jogo do adversario e desviar da essencia que é a democracia…