4 de junho de 2026

O tsunami também na economia japonesa

Do Estadão.com.br

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Terremoto no Japão derruba bolsas asiáticas; Hong Kong cai 1,6% 

Além do forte tremor que atingiu o país, o pregão na Ásia teve influência de dados de inflação na China 

11 de março de 2011 | 7h 52

Hélio Brabosa, Ricardo Criez e Roberto Carlos dos Santos, da Agência Estado – Agencia Estado

TÓQUIO – Os mercados asiáticos encerraram em queda. Os números de fevereiro sobre a inflação na China nortearam os investidores nesta sexta-feira. O terremoto no Japão, seguido de tsunami, também pesou nas bolsas da região, aumentando o recuo nos últimos minutos dos pregões. 

Na Bolsa de Hong Kong, o índice Hang Seng baixou 365,11 pontos, ou 1,6%, e encerrou aos 23.249,78 pontos – na semana, o índice teve perda de 0,7%.

jaasJá as Bolsas da China fecharam em baixa, após dados do governo mostrarem que a inflação de fevereiro foi ligeiramente acima das expectativas do mercado. Com isso, aumentaram as preocupações de que Pequim poderá adotas novas medidas de aperto monetário. O índice Xangai Composto caiu 0,8% e terminou aos 2.933,80 pontos – na semana, o índice acumulou queda de 0,3%. O índice Shenzhen Composto perdeu 0,2% e encerrou aos 1.299,69 pontos.

O yuan ficou estável em relação ao dólar. Os dados sobre a inflação chinesa, que reforçam expectativas de valorização da moeda local, acabaram ofuscados pela demanda pela unidade norte-americana, por causa do terremoto no Japão e da crise na zona do euro. No mercado de balcão, o dólar fechou cotado em 6,5746 yuans, estável sobre o fechamento de quinta-feira, que foi de 6,5747 yuans. A taxa de paridade central dólar-yuan foi fixada em 6,5750 yuans, de 6,5713 yuans ontem.

A Bolsa de Taipé, em Taiwan, encerrou o dia em baixa provocada pelas perdas no mercado americano na quinta-feira e pela debilidade das bolsas asiáticas. Compras de fundos do governo no setor financeiro e de plásticos amenizaram o resultado negativo. O índice Taiwan Weighted recuou 0,87% e fechou aos 8.567,82 pontos.

Em Seul, na Coreia do Sul, o índice Kospi recuou 1,3% e fechou aos 1.995,94 pontos, com os investidores estrangeiros estendendo suas vendas para a quinta sessão consecutiva.

Na Austrália, as preocupações com a instabilidade no Oriente Médio e no Norte da África e a inflação acima do esperado na China levaram o índice S&P/ASX 200 da Bolsa de Sydney para o menor nível dos últimos três meses. O índice perdeu 1,2% e encerrou aos 4.644,8 pontos, a menor pontuação de fechamento desde 1º de dezembro.

Nas Filipinas, a Bolsa de Manila também fechou em baixa. O índice PSE caiu 0,90% e encerrou aos 3.924,35 pontos.

A Bolsa de Cingapura terminou em baixa, uma vez que o apetite por risco – já morno por causa dos crescentes conflitos no Oriente Médio – piorou mais depois que a China anunciou inflação acima da esperada, alimentando temores de uma desaceleração econômica, e seguindo o forte terremoto no Japão. O índice Straits Times cedeu 1,1% e fechou aos 3.043,49 pontos, terceira sessão seguida de perdas em meio ao fraco desempenho nos demais mercados asiáticos. A queda nos mercados dos EUA liderou as baixas, enquanto o recuo nas bolsas europeias também pressionou os negócios à tarde.

O índice composto da Bolsa de Jacarta, na Indonésia, perdeu 1,3% e fechou aos 3.542,23 pontos, por conta de preocupações de que o terremoto no Japão possa desacelerar a recuperação da economia global.

O índice SET da Bolsa de Bangcoc, na Tailândia, caiu 1,2% e fechou aos 1.007,06 pontos, uma vez que os mercados regionais tombaram depois do terremoto no Japão. Depois de o índice finalmente atingir a marca dos 1.000 pontos esta semana, renovadas pressões devem fazer o nível testar patamar abaixo desse ponto na próxima semana, diz um analista.

O índice composto de cem blue chips da Bolsa de Kuala Lumpur, na Malásia, recuou 1,4% e fechou aos 1.495,62 pontos, uma vez que preocupações com os conflitos no Oriente Médio e com a economia da China somaram-se ao impacto do forte terremoto que abalou o Japão à tarde. As informações são da Dow Jones 

Luis Nassif

Jornalista, com passagens por diversos meios impressos e digitais ao longo de mais de 50 anos de carreira, pelo qual recebeu diversos reconhecimentos (Prêmio Esso 1987, Prêmio Comunique-se, Destaque Cofecon, entre outros). Diretor e fundador do Jornal GGN.

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