Coluna Econômica
O Seminário “Interação Universidade-Empresa”, da séries Brasilianas.org, dentre outras informações relevantes permitiu um bom apanhado sobre como as grandes multinacionais atuam na área de tecnologia e inovação.
A explanação foi feita por John Julio Jansen, vice-presidente de Inovação da DuPont para a América Latina.
A DuPont é considerada a companhia de ciência mais dinâmica do mundo. Tem 208 anos de existência e sobreviveu a vários ciclos econômicos pelo constante investimento em inovação, explica dele.
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AvisA visão de futuro da companhia é “ser a companhia de ciência mais dinâmica do mundo, criando soluções sustentáveis e essenciais para uma vida melhor, mais segura e mais saudável para pessoas em todos os lugares”.
A empresa desenvolve produtos em 32 setores diferentes, agrupados em quatro grandes linhas: química, ciência de materiais, biotecnologia e genética.
Não dá conta sozinha do recado, daí necessitando de colaboração permanente com instituições de pesquisa e agentes de mercado.
Além disso, a empresa desenvolveu know-how para integrar várias polataformas de conhecimento e várias competências externas. Finalmente, uma grande atenção à propriedade intelectual.
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Mundialmente, 40% de suas vendas provem de produtos introduzidos no mercado nos últimos quatro anos. O que significa que ela renova seu portfolio de produtos a cada quatro anos. No começo da década essa proporção era de 22%.
Seu portfolio é imenso, mais de 80 mil produtos, desde sementes a novos materiais, tecnologia para células fotovoltaicas etc.
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Investe anualmente US$ 1,5 bilhão em centros de pesquisa no mundo inteiro, trabalhando de forma colaborativa. Um projeto pode contar com trabalho simultâneo de especialistas da China, Índia, Brasil, equipes multidisciplinares utilizando a Internet e as conferências online.
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Durante muitos anos, assim como a maioria das grandes corporações, a DuPont focava os consumidores do topo da pirâmide, cerca de 1 bilhão de pessoas, especialmente nos Estados Unidos e Europa.
Agora, a prioridade são os quase 6 bilhões de consumidores do meio e do piso da pirâmide, 80% dos quais estão em países emergentes, com situações completamente diferentes.
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Para não se perder no cipoal de novas condições, o planejamento estratégico da DuPont trabalha em cima de megatendências:
- Produção, conservação e otimização de alimentos, importante para consumidores de baixa renda.
- Energia e materiais renováveis e sustentabilidade ambiental. Não apenas produto renovável, mas tecnologias que reduzam o impacto ambiental.
- Proteção e segurança contra grandes catástrofes naturais, déficits habitacionais, grandes demandas sociais. São áreas de demanda crescente, explica Jansen.
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A empresa trabalha em parcerias com institutos brasileiros. Mas aponta alguns problemas nesse relacionamento. Na opinião de Jansen, seria importante o país avaliar os recursos que investe na academia sob a ótica do benefício real, o retorno para a sociedade.
No decorrer do seminário, outros especialistas apresentaram visões distintas sobre o papel da Universidade e as formas de avaliação. Volto com o tema em outra coluna.
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