Nassif e amigas/os, apresento bases consolidadas para uma Revolução Popular no Bioma Região Metropolitana de São Paulo.
Aguardem mais informações.
Leiam abaixo a sequência.
Gustavo Cherubine.
http://www.dgabc.com.br/News/5853406/transporte-caro-prende-30-em-casa.aspx
ECONOMIA
quinta-feira, 27 de janeiro de 2011 7:20
Transporte caro prende 30% em casa
Alexandre Melo
Do Diário do Grande ABC
O último passeio que a auxiliar administrativa Viviane Anastácio, 28 anos, programou com os três filhos e a irmã para um parque de diversões na Zona Oeste da Capital foi por água abaixo. Isso porque as passagens de ônibus e trem somariam R$ 33,30, pouco menos que os R$ 36 do ingresso por pessoa.
A situação vivida pela mãe de família já acometeu 28,91% dos brasileiros. Levantamento do Ipea (Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada) aponta que na região Norte a desistência da viagem por falta de dinheiro chegou a 48,12% dos entrevistados.
No Sudeste, o índice de usuários que abdicaram do passeio devido ao valor da passagem do transporte público é de 28,57%. Na região Nordeste o motivo é apontado por 29,64%, no Centro-Oeste por 23,62% e entre os sulistas, 18,95%.
Viviane lembra que a situação ocorrida no início do ano não foi a primeira. “Ultimamente o valor da passagem está pesando muito. Como meu filho mais velho tem 8 anos, isso representa uma condução a mais para eu pagar”, reclama.
Segundo a pesquisa, a ausência de transporte também é um dos motivos pelos quais os brasileiros deixam de sair, com 35,30% das respostas. O fator é citado por 53,38% dos moradores do Norte do País.
GASTOS – No período de 2002 a 2009, o transporte público foi o grupo que mais abocanhou fatia das despesas dos brasileiros. Há nove anos, 18,7% da renda era destinada às tarifas de ônibus, metrô ou trem, enquanto que no ano passado este número subiu para 20,1%.
Para as famílias com renda entre cinco e dez salários-mínimos o peso do transporte no orçamento mensal caiu R$ 10,70. Nas que recebem acima de dez salários houve alta de R$ 15,40 no período.
Embora o transporte público ainda seja o principal meio de locomoção para 44,3% da população, o avanço nas vendas de veículos nos últimos anos agravou o problema da mobilidade urbana. A frota brasileira cresceu 83,5% nos últimos dez anos, saltando de 20 milhões para 36,7 milhões.
“A percepção é que o transporte público perde espaço para o carro. Deveria ser o contrário, mas os governos investem em viadutos para diminuir o trânsito enquanto o transporte de massa fica esquecido”, avalia o técnico em planejamento e pesquisa do Ipea, Erivelton Pires Guedes.A dona de casa Maria Roberto, 56, já precisou desmarcar consultas médicas por não ter dinheiro para custear o valor da passagem. A andreense reclama da alta de 9,4% na tarifa, que desde o início do mês custa R$ 2,90.
Estacionamento é vilão da inflação do carro
Se para os usuários do transporte público a situação não está confortável devido ao aumento das tarifas dos ônibus, para os proprietários de automóveis o cenário é semelhante. A inflação do carro encerrou o ano com 7,48% de aumento em relação a 2009.
O principal motivo são os estacionamentos, que tiveram os preços reajustados no período. Deixar o veículo parado em um local pago por duas horas ficou 21,61% mais caro para o motorista. Foi justamente este item que mais teve reajuste.
Segundo a Agência AutoInforme, que desenvolveu o índice, o estacionamento mensal subiu 24,44%. No fim de 2009 pagava-se em média R$ 9,80 para estacionar por duas horas, hoje é paga-se R$ 11,90.
A lavagem do automóvel teve alta expressiva, 9,28% nos últimos 12 meses. O óleo acompanhou a tendência e acumulou alta de 17,71%.
SHOPPINGS – O preço para deixar o carro nos estacionamentos dos centros de compras da região não é barato. Um dos shoppings de Santo André cobra R$ 6 por quatro horas e o outro R$ 5 pelo período de cinco horas. Em Diadema o cliente desembolsa R$ 3 por três horas.
Em São Bernardo, gasta-se R$ 5 em quatro horas e no de Mauá é cobrado R$ 4 por oito horas.
Preço de moto zero-quilômetro registra queda
Enquanto o preço dos automóveis zero-quilômetro ficou 1,4% mais caro no ano passado, o das motocicletas seguiu caminho contrário e encerrou 2010 com recuo de 5,4%.
Vale lembrar que mesmo com a elevação nos preços, o reajuste médio na categoria de quatro rodas ficou bem abaixo da medida pelo IPCA (Índice de Preços ao Consumidor Amplo), que foi de 5,9%.
Segundo o balanço feito pela AutoInforme/Molicar, as montadoras do mercado de duas rodas não conseguiram repassar para o consumidor o aumento nos custos.
Mesmo com as restrições na concessão de crédito o consumidor pode comemorar, pois ficou mais fácil comprar moto. Aliás, a frota do veículo, que é o mais barato, aumentou 284,4% em dez anos.
As quedas nos preços foram constantes, com apenas duas exceções em setembro (0,68%) e novembro (1,05%). Nos demais meses houve queda na tabela das montadoras.
MERCADO – A japonesa Honda, que detém fatia de 77% do mercado, foi a marca que mais contribuiu para a redução nos preços no ano passado. Suas motocicletas tiveram queda média de 6,27% nos preços.
Os veículos importados também seguiram o rastro dos veículos produzidos em território nacional, com o valor final recuando 4,63%.
Na contramão das concorrentes, a Sundown teve preços 4,59% maiores enquanto na Dafra teve reajuste médio de 1,37%. As máquinas da Suzuki contabilizaram desaceleração de 0,81% nos preços e as da Yamaha, 1,48%. (com agências)
Comentários
Motoqueiro Fantasma
27/01/2011 às 19:59
É por isso que aqui vai virar uma China, todo mundo indo trabalar de moto ou de bicicleta. Pois nem de ônibus dá para ir trabalhar. Este é o ideal de socialismo do PT?
INOCÊNCIO DO CRUZADO
27/01/2011 18:36
ESTÁ FALANDO A VERDADE MARROM, ESSE TERMINAL VILA LUZITA É UM DESCASO JUNTAMENTE COM A EMPRESA GUARARÁ, TEM QUE HAVER LICITAÇÃO PARA TIRAR ESSE LIXO DO TERMINAL VILA LUZITA, VERGONHA É POUCO É FALTA DE CONSIDERAÇÃO AO USUÁRIO DO TRANSPOTE PODRE DE SANTO ANDRÉ, KD O AIDAN APAREÇA APRENDIZ DE PREFEITO.
Julio
27/01/2011 às 15:51
Será que esses empresários que pedem aumentos todos os anos com alegação de que estão tomando prejuizos não se atentaram para esse lado, como um trabalhador que ganha 500,00 tem condições de gastar 141,30 pra levar os filhos pra passear no final de semana.
Amosio
27/01/2011 14:25
Santo André, é menor que muitos bairros de SP. R$ 2,90 é roubo.Vou a pé p/ o centro, e se com a família, é mais barato ir de radio-taxi.Alias é o que faço, e é mais comodo, vou e volto. PS: De carro= Multa+estacinamto+flanelinha, não dá.
MANOEL MESSIAS “MARROM” DE SOUSA OLIVEIRA
27/01/2011 às 13:31
E SANTO ANDRÉ CONTINUA SENDO A PASSAGEM MAIS CARA DO BRASIL, EXEMPLO, 15 MINUTOS DA VILA LUZITA ATÉ O CENTRO VALOR DA PASSAGEM R$ 2,90, E ESSE TERMINAL VILA LUZITA É UM DESCASO SÓ, HOJE MESMO PRESENCIEI BARBARIDADES, O ONIBUS AL 101 LOTADO E OS IDOSOS ESPERANDO O MOTORISTA ABRIR A PORTA DIANTEIRA PARA SUA ENTRADA.
http://estadao.br.msn.com/ultimas-noticias/artigo.aspx?cp-documentid=27443086
Protesto reúne 4 mil estudantes. E já atrai políticos
Nº de manifestantes contra aumento do ônibus dobra em relação à última passeata e faz movimento chamar mais a atenção de partidos
Paulo Saldaña e Renato Machado – O Estado de S.Paulo
Pela terceira semana consecutiva, manifestantes contrários ao reajuste da tarifa de ônibus de R$ 2,70 para R$ 3, válido desde o dia 5, tomaram as ruas de São Paulo. Na tarde de ontem, cerca de 4 mil manifestantes – o dobro do protesto da semana anterior, segundo a Polícia Militar – marcharam do Teatro Municipal até a Câmara dos Vereadores, no centro. Não houve confrontos.
Paulo Pinto/AE
Manifestação. No terceiro protesto em três semanas, não houve confronto com a polícia
O presidente da Câmara, José Police Neto (PSDB), recebeu os manifestantes na calçada, na frente do Palácio Anchieta. Netinho, como é conhecido, comprometeu-se com o grupo a marcar audiência pública sobre o valor da passagem e convocar, como pedem os manifestantes, o secretário dos Transpores, Marcelo Cardinale Branco. “O que posso garantir é a audiência e o diálogo com a Casa. A presença do secretário é outra coisa”, disse. A data será definida na quarta-feira.
Ontem, a passeata recebeu mais gente e também novas bandeiras de entidades partidárias e estudantis. Até então distantes da organização das passeatas, PSTU, PSOL, PT, PC do B e União Nacional dos Estudantes (UNE) estavam presentes.
Segundo a integrante do MPL Nina Capelo Marcondes, de 21 anos, o movimento é “livre” e apartidário, embora não imponha restrição de participação. “Teria sido melhor que todos estivessem desde o começo, antes do aumento, mas que bom que eles apareceram agora”, comentou ela, estudante da USP.
Os manifestantes caminharam pacificamente pelas ruas do centro, com gritos de ordem e faixas de protesto. Próximo da Avenida Ipiranga, eles queimaram um boneco do prefeito Gilberto Kassab (DEM).
Encabeçados pelo Movimento Passe Livre (MPL), composto em sua maioria por estudantes, os protestos vêm ganhando corpo a cada semana. No dia 13, manifestação com cerca de 500 pessoas, também no centro, acabou com 26 detidos depois de violento confronto entre estudantes e a polícia. A segunda passeata, no dia 20, levou cerca de 2 mil pessoas para a Avenida Paulista.
Mobilização. A luta contra os aumentos na tarifa de ônibus é um ponto de convergência nas manifestações dos estudantes, em uma época em que a categoria não sai às ruas contra, por exemplo, a má qualidade do ensino. “O tema qualidade do ensino é muito vago. Hoje se fala mais em dificuldades no acesso ao ensino e isso envolve o transporte”, diz o cientista político Marco Antonio Teixeira, da Fundação Getúlio Vargas (FGV), que destaca a importância das redes sociais na organização dos protestos.
O Movimento Passe Livre foi criado há cinco anos, na tentativa de obter passagens gratuitas para estudantes. Suas maiores ações, no entanto, acontecem após o anúncio de reajuste das tarifas de ônibus em diversos municípios brasileiros (veja destaque acima). Na capital paulista, os primeiros protestos aconteceram após o reajuste de janeiro de 2010. Como o valor estava congelado desde 2006, a participação foi pequena e teve pouca visibilidade.
Enquanto isso, o movimento ganhou fama em várias capitais. Como os protestos terminavam muitas vezes em confrontos, muitas prefeituras preferiam anunciar os reajustes em janeiro, durante as férias escolares, na tentativa de minimizar a repercussão.
LÁ TEM…
Confrontos
O Movimento Passe Livre tem unidades em diversas cidades, como Aracaju, Curitiba, Porto Alegre, Florianópolis, Recife e Salvador. Os anúncios de reajuste das tarifas costumam ser automaticamente seguidos por protestos desses grupos e terminam em confrontos. Em Florianópolis, em maio, a polícia usou balas de borracha e os estudantes (cerca de 2 mil) depredaram orelhões.
1 COMENTÁRIO PARA “Protesto reúne 4 mil estudantes. E já atrai políticos”:
Gilberto Kassab prepara sua transferência para o PMDB há meses. Ao contrário do PSDB, o partido da vice Alda Marco Antônio sempre evitou puxar o tapete do prefeito durante as muitas dificuldades. A aliança com certo malufismo quercista, ou quercismo malufista, resultou de uma tratoragem típica de José Serra e colocou interesses muito díspares para repartir as fotos sorridentes.
Acontece que a peemedebização do hoje demo Kassab, especialmente depois da morte de Orestes Quércia, facilita sua proximidade com o governo federal. Não por coincidência, PDT, PC do B, PR, PV e PSB foram convidados a fazer parte do governo municipal. Receberam saborosas ofertas de cargos e tendem a aceitar.
A quem interessa que parte da base de apoio a Dilma Rousseff seja dragada para essa armadilha política? Aqueles partidos precisam de fato imiscuir-se no loteamento da impopular administração Kassab?
Seria prudente que a militância dessas agremiações (algumas com longa tradição de luta na esquerda nacional) começasse a debater o caso antes que se chegue à etapa dos fatos consumados.
http://www.ipea.gov.br/portal/index.php?option=com_content&view=article&id=6934:gasto-com-transporte-e-igual-a-despesa-com-alimentacao&catid=4:presidencia&Itemid=2
http://www.ipea.gov.br/portal/images/stories/PDFs/SIPS/110124_sips_mobilidade.pdf
http://www.ipea.gov.br/portal/images/stories/PDFs/SIPS/110124_sips_mobilidade_apresentacao.pdf
24/01/2011 14:13
Gasto com transporte é igual a despesa com alimentação
SIPS sobre mobilidade urbana também mostra que, de 2000 a 2010, caiu o número de pessoas por automóvel
O Sistema de Indicadores de Percepção Social (SIPS) sobre mobilidade urbana, divulgado nesta segunda-feira, 24, revela que 44,3% da população brasileira tem no transporte público seu principal meio de deslocamento nas cidades. Na região Sudeste, o percentual atinge 50,7%. Apesar da importância desse tipo de transporte, a quantidade de ônibus em circulação no Brasil cresceu menos, de 2000 a 2010, que a quantidade de veículos particulares. Hoje, há um ônibus para cada 427 habitantes, e, em 2000 era um para 649 pessoas. Em relação aos carros, a proporção hoje é de um automóvel para cada 5,2 habitantes, enquanto há dez anos era de 8,5.
Apresentado pelo presidente do Ipea, Marcio Pochmann, o SIPS de mobilidade urbana revela também os contrastes nos tipos de transporte de cada região brasileira. Quase 50% das pessoas que andam de ônibus no país estão na região Sudeste, enquanto 45,5% daqueles que utilizam bicicleta moram na região Nordeste. Da mesma forma, 43,4% dos utilizadores de motocicleta também estão no Nordeste.
“Houve uma mudança de ponto de vista da composição da frota. Em 2000, os automóveis eram 62,7% do total de veículos no Brasil. As motos eram 13,3%. Agora, em 2010, os automóveis são 57,5%, contra 25,2% das motos”, afirmou Pochmann. “Para cada ônibus novo surgido colocado em circulação nos últimos dez anos, apareceram 52 automóveis”, continuou o presidente do Ipea.
Um dos dados citados na apresentação do estudo, retirado da Pesquisa de Orçamento Familiar (POF), é o de crescimento dos gastos com transporte no País. Em 2000, esse tipo de serviço abocanhava 18,7% das despesas de consumo do cidadão, em média. Em 2010, chegou a 20,1%, enquanto a alimentação caiu de 21,1% para 20,2% no mesmo período.
O SIPS traz, ainda, informações preocupantes sobre a quantidade de pessoas afetadas por congestionamentos em cada região do Brasil. No geral, 69% dos cidadãos disseram que enfrentam engarrafamentos. De cada três brasileiros, dois tiveram a percepção de que a sinalização de trânsito é ruim. Em relação à segurança, 32,6% declararam que não se sentem seguros nunca ou se sentem apenas raramente no meio de transporte que mais utilizam.
Pochmann concluiu que a expansão da frota brasileira na última década se deu especialmente por meio de motos e automóveis. “Houve crescimento no transporte coletivo, mas não na mesma proporção. A população tem interesse em usar o transporte público, mas ainda precisa identificá-lo mais com características de rapidez, melhor preço e segurança. Há espaço para ação em matéria de políticas públicas”, disse.
Leia a íntegra do SIPS sobre Mobilidade Urbana
Veja os gráficos da apresentação sobre Mobilidade Urbana
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