4 de junho de 2026

Em Belo Horizonte, protestos tiveram 40 mil pessoas segundo a PM

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Do O Tempo

 
Na praça da Liberdade, predominaram as famíilas e o público mais elitizado, enquanto na praça da Estação havia camadas mais populares
 
TÂMARA TEIXEIRA E JOANA SUAREZ

A capital mineira recebeu dois protestos que, segundo as estimativas da Polícia Militar, superaram os movimentos anteriores em número de manifestantes. No maior deles, na praça da Liberdade, o público chegou a 30 mil pessoas na manhã deste domingo. Na praça da Estação, não ultrapassou 10 mil. Apesar de terem bandeiras semelhantes como a saída da presidente Dilma Rousseff, as críticas ao PT e ao ex-presidente Lula e o apoio ao juiz Sérgio Moro, o perfil de quem aderiu aos dois atos foi distinto. No primeiro, visivelmente mais elitizado, predominavam as famílias. No segundo, o evento foi pensado pelos organizadores para atingir uma camada mais popular, e alcançou o objetivo.

Na praça da Liberdade, por volta das 11h30, o público atingiu o pico de 30 mil pessoas, segundo a PM. Organizadores calcularam 42 mil. O número superou o recorde anterior de 25 mil registrado em março de 2015 e foi dez vezes maior que o último, em dezembro passado, com 3.000. A praça ficou tomada por grupos organizados – Patriotas, Brava Gente e Mulheres da Inconfidência – e pessoas comuns, que, em diferentes trios, entoavam palavras de ordem contra Dilma, Lula e o PT. As saudações de apoio foram para o juiz Sérgio Moro, que conduz a operação Lava Jato. Bandas de rock se revezavam cantando músicas dos anos 80, como “Que País É Esse”. 

Os jardins ficaram tomados de famílias, com muitas crianças e idosos. Um tiro ao alvo foi montado. Adultos e crianças tentavam “derrubar” um homem que se revezava com máscaras de Lula e Dilma. As “quedas” eram comemoradas.

Por volta de 13h, após três horas do início do protesto na praça da Liberdade, o público começou a se dispersar. Antes disso, diversos políticos da oposição circularam entre os presentes. Os senadores Aécio Neves e Antonio Anastasia, ambos do PSDB, foram alguns deles. Eles não chegaram a subir nos carros de som para discursar, mas conversaram com a imprensa e populares. Com a presença de 2.000 policiais no entorno, nenhum incidente foi registrado. O trânsito ficou congestionado até as imediações das praças da Savassi e da Assembleia. 

Boa parte das pessoas que deixava o local ensaiou uma descida para a praça da Estação, onde aconteceria o “Praça da Massa”. A adesão foi grande até a rua Espírito Santo, na altura do centro. No cruzamento com a avenida Augusto de Lima, moradores de prédios que colocaram panos vermelhos na janela foram hostilizados com gritos de “Burro” e “a culpa é sua”. 

A forte chuva que caiu no caminho, no entanto, esfriou os ânimos da maioria dos manifestantes que tentou se esconder em marquises. O incentivo do locutor do trio que acompanha o grupo: “ninguém é de açúcar” e “a chuva vai lavar a alma” foi em vão. 

Quem resistiu à água e completou o percurso até a praça da Estação, não ficou por lá muito tempo. “Vim até aqui porque falam sempre que é só a elite. Aqui (praça da Estação) vi o que não tinha lá (praça da Liberdade): povo. A indignação não é só da classe média e da zona Sul”, disse o empresário Pedro Serra, 60. Ele defende que uma comissão seja criada até a convocação de nova eleição. 

Em menos de meia hora, o público alvo desse segundo ato começou a chegar. Pessoas mais simples, que optaram pelo local pelas facilidades de acesso de transporte público, eram maioria. No palco, o discurso de quem comandava o microfone ganhou tom mais popular. O rock deu lugar a música sertaneja. Outra diferença foi que políticos não circularam por ali. Até a cerveja era mais acessível. Enquanto o latão chegou a R$ 7 na praça da Liberdade, no centro, não passou de R$ 5. 

O ajudante de mudança Francisco Souza, 30, e dois amigos aderiu ao “Fora Dilma”. “Chega de corrupção”, disse. “Queremos tirar esse estigma de que protesto é coisa de coxinha”, disse o membro do Brava Gente, Lincoln Drumond, 20.

 

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Curadoria de notícias, reportagens, artigos de opinião, entrevistas e conteúdos colaborativos da equipe de Redação do Jornal GGN

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8 Comentários
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  1. FreitasJr

    14 de março de 2016 11:45 am

    COXINHA. Doença degenerativa

    COXINHA. Doença degenerativa grave causada por microcefalia política, altamente contagiosa. Tratamento: autas doses de DEMOCRACIA, abstinência completa de lixo produzido pelas redações (globo, folha, estadão, veja, cbn e congêneres), e exercícios de cognição (raciocínio autônomo crítico). Devido ao baixo índice de cura, aos demais é recomendado internação em hospício.

  2. Jose de Almeida Bispo

    14 de março de 2016 12:19 pm

    Ufa! Ao menos um prognóstico

    Ufa! Ao menos um prognóstico mais realista, porque, oque  tem dado de milhão por aí, em lugar que só cabem 50 mil não é pouco. No Rio, a Globo transformou a Jornada da Juventude de dois anos atrás na manifestação de ontem… vai mentir assim no inferno! Jogaram entre 500 mil e um milhão na Paulista que, ao longo de seus 2750 metros de comprimento por 40 de largura em média só cabem, coladinhos, 4 por metro, 480 mil. E ontem, toda a concentração, no seu pico, ocorreu nos 850 metros, entre a Rua Hadock Lobo e a Alameda Rio Claro.

  3. André Oliveira

    14 de março de 2016 12:27 pm

    Parece que BH foi um
    Parece que BH foi um fracasso. Nao foi a toa que Aécio voou pra SP, apenas para ser vaiado.

  4. João de Paiva

    14 de março de 2016 12:27 pm

    Sou mineiro, morei em BH sete

    Sou mineiro, morei em BH sete anos. A linha editorial do jornal ‘O Tempo’ é bem conhecida; o dono do veículo é o empresário Vítor Medioli, que também controla a SADA Transportes, responsável pelo transporte dos veículos que saem da fábrica da FIAT, em Betim; Medioli montou o jornal para se defender de críticas e ataques de outros periódicos mineiros e, claro, para ter influência no meio político e conseguir contratos de publicidade; ‘O Tempo’ é afinado com os tucanos e até o  mundo mineral, como disse sàbiamente Mino Carta, sabe disso.

    Lendo essa reportagem fica claro o esfôrço do diário tucano mineiro em dar carácter popular à manifestação golpista, marcada sempre pela maioria de classe média e classe médi-alta. Do ponto de vista antropológico, a maioria dos que protestam pelo impedimento da presidente Dilma é branca, bem nascida e moradora de regiões nobres da capital mineira; é bom lebrar que em MG  a maioria da população é negra ou mestiça e, como em outras capitais brasileiras, esta não estava representada nas manifestações deste domingo, 13 de março de 2016.

  5. Gabriel Moreno

    14 de março de 2016 12:31 pm

    Se a PM disse que era 40 mil,

    Se a PM disse que era 40 mil, pode crer que não passa da metade. O fato é que o pedido de impeachment se limitou à São Paulo e manifestações mais esparsas pelo Brasil. E mesmo em São Paulo, foi marcadamente pela classe média alta (só ver as imagens da Paulista, se bem que em algum momento deve sair pesquisa com os dados de renda).

    O problema é que São Paulo é um “país”, então se juntar toda a elite daqui e os seus baba-ovos (classe média alta e uns quebrados que se acham ricos), dá tudo aquilo que vimos. Mas a periferia não esteve presente, os bairros mais pobres não estiveram. O povo mesmo ainda não foi para a rua.

    Claro que os jornais vão fazer barulho e capas escandalosas, mas o fato é que agora eles saíram das ruas e elas são todas dos movimentos organizados e tradicionais da esquerda. Há uma janela de oportunidade aí imensa, para o governo aproveitar. E se os movimentos sociais conseguirem também colocar muita gente, o jogo empata. No meu ponto de vista, tem que colocar o Lula em algum ministério e aí começar a mandar o máximo que puder pra esquerda, das medidas que são possíveis de o governo fazer. E vamos que vamos. 

    Sinceramente, não há mais o que fazer com o PMDB, que vai pular do barco ou então vai pressionar para instalar um parlamentarismo, que também não deixa de ser golpe. O governo irá capitular, entregando pontos importantes (pré-sal, direitos, as conquistas de 1988, programas sociais, etc). Não dá pra deixar. Tem que se aliar com o povo.

    Dilma, pode mandar ver que a gente segura o rojão. Agora é a hora.

  6. Manubhz

    14 de março de 2016 12:46 pm

    Desculpa, mais aécio foi

    Desculpa, mais aécio foi viado e correu de BH, segundo Pense em um quadrado formado por quatro quarteirões pequenos, agora pensa como vai caber quarenta mil pessoas ai…. nunca…

  7. Jose Rinaldo

    14 de março de 2016 1:24 pm

    AÉCIO E BH


    Lá o Aécio não é rei.

  8. altamiro souza

    14 de março de 2016 1:51 pm

    agora é a disputa da

    agora é a disputa da narrativa e dos números e das estatísticas….

    demorará para que algo novo possa mudar essa narrativa  

    que gloriica um lado e criminaliza o outro…

    espera-se que isso se reverta no sia18, mas a comparação  é ingrata

    porque essas manifestações de ontem foram convocadas pela grande

    mídia golpísta, que ficou o dia intgeiro hamando mais gente o tempo todo…

    aí a comparação  é injusta e falaciosa…

    pois essa gande mídia não apoiará a próxima como apoiou a de ontem..

    este é um golpé midiático como oorreu n venezuela em 2002,

    só faltam os autores se reunirem como os de lá fizeram e darem uma

    coletiva confessando o crime, quano o povão foi às ruas e retomou o poder popular…

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