
Do O Tempo
A capital mineira recebeu dois protestos que, segundo as estimativas da Polícia Militar, superaram os movimentos anteriores em número de manifestantes. No maior deles, na praça da Liberdade, o público chegou a 30 mil pessoas na manhã deste domingo. Na praça da Estação, não ultrapassou 10 mil. Apesar de terem bandeiras semelhantes como a saída da presidente Dilma Rousseff, as críticas ao PT e ao ex-presidente Lula e o apoio ao juiz Sérgio Moro, o perfil de quem aderiu aos dois atos foi distinto. No primeiro, visivelmente mais elitizado, predominavam as famílias. No segundo, o evento foi pensado pelos organizadores para atingir uma camada mais popular, e alcançou o objetivo.
Na praça da Liberdade, por volta das 11h30, o público atingiu o pico de 30 mil pessoas, segundo a PM. Organizadores calcularam 42 mil. O número superou o recorde anterior de 25 mil registrado em março de 2015 e foi dez vezes maior que o último, em dezembro passado, com 3.000. A praça ficou tomada por grupos organizados – Patriotas, Brava Gente e Mulheres da Inconfidência – e pessoas comuns, que, em diferentes trios, entoavam palavras de ordem contra Dilma, Lula e o PT. As saudações de apoio foram para o juiz Sérgio Moro, que conduz a operação Lava Jato. Bandas de rock se revezavam cantando músicas dos anos 80, como “Que País É Esse”.
Os jardins ficaram tomados de famílias, com muitas crianças e idosos. Um tiro ao alvo foi montado. Adultos e crianças tentavam “derrubar” um homem que se revezava com máscaras de Lula e Dilma. As “quedas” eram comemoradas.
Por volta de 13h, após três horas do início do protesto na praça da Liberdade, o público começou a se dispersar. Antes disso, diversos políticos da oposição circularam entre os presentes. Os senadores Aécio Neves e Antonio Anastasia, ambos do PSDB, foram alguns deles. Eles não chegaram a subir nos carros de som para discursar, mas conversaram com a imprensa e populares. Com a presença de 2.000 policiais no entorno, nenhum incidente foi registrado. O trânsito ficou congestionado até as imediações das praças da Savassi e da Assembleia.
Boa parte das pessoas que deixava o local ensaiou uma descida para a praça da Estação, onde aconteceria o “Praça da Massa”. A adesão foi grande até a rua Espírito Santo, na altura do centro. No cruzamento com a avenida Augusto de Lima, moradores de prédios que colocaram panos vermelhos na janela foram hostilizados com gritos de “Burro” e “a culpa é sua”.
A forte chuva que caiu no caminho, no entanto, esfriou os ânimos da maioria dos manifestantes que tentou se esconder em marquises. O incentivo do locutor do trio que acompanha o grupo: “ninguém é de açúcar” e “a chuva vai lavar a alma” foi em vão.
Quem resistiu à água e completou o percurso até a praça da Estação, não ficou por lá muito tempo. “Vim até aqui porque falam sempre que é só a elite. Aqui (praça da Estação) vi o que não tinha lá (praça da Liberdade): povo. A indignação não é só da classe média e da zona Sul”, disse o empresário Pedro Serra, 60. Ele defende que uma comissão seja criada até a convocação de nova eleição.
Em menos de meia hora, o público alvo desse segundo ato começou a chegar. Pessoas mais simples, que optaram pelo local pelas facilidades de acesso de transporte público, eram maioria. No palco, o discurso de quem comandava o microfone ganhou tom mais popular. O rock deu lugar a música sertaneja. Outra diferença foi que políticos não circularam por ali. Até a cerveja era mais acessível. Enquanto o latão chegou a R$ 7 na praça da Liberdade, no centro, não passou de R$ 5.
O ajudante de mudança Francisco Souza, 30, e dois amigos aderiu ao “Fora Dilma”. “Chega de corrupção”, disse. “Queremos tirar esse estigma de que protesto é coisa de coxinha”, disse o membro do Brava Gente, Lincoln Drumond, 20.
FreitasJr
14 de março de 2016 11:45 amCOXINHA. Doença degenerativa
COXINHA. Doença degenerativa grave causada por microcefalia política, altamente contagiosa. Tratamento: autas doses de DEMOCRACIA, abstinência completa de lixo produzido pelas redações (globo, folha, estadão, veja, cbn e congêneres), e exercícios de cognição (raciocínio autônomo crítico). Devido ao baixo índice de cura, aos demais é recomendado internação em hospício.
Jose de Almeida Bispo
14 de março de 2016 12:19 pmUfa! Ao menos um prognóstico
Ufa! Ao menos um prognóstico mais realista, porque, oque tem dado de milhão por aí, em lugar que só cabem 50 mil não é pouco. No Rio, a Globo transformou a Jornada da Juventude de dois anos atrás na manifestação de ontem… vai mentir assim no inferno! Jogaram entre 500 mil e um milhão na Paulista que, ao longo de seus 2750 metros de comprimento por 40 de largura em média só cabem, coladinhos, 4 por metro, 480 mil. E ontem, toda a concentração, no seu pico, ocorreu nos 850 metros, entre a Rua Hadock Lobo e a Alameda Rio Claro.
André Oliveira
14 de março de 2016 12:27 pmParece que BH foi um
Parece que BH foi um fracasso. Nao foi a toa que Aécio voou pra SP, apenas para ser vaiado.
João de Paiva
14 de março de 2016 12:27 pmSou mineiro, morei em BH sete
Sou mineiro, morei em BH sete anos. A linha editorial do jornal ‘O Tempo’ é bem conhecida; o dono do veículo é o empresário Vítor Medioli, que também controla a SADA Transportes, responsável pelo transporte dos veículos que saem da fábrica da FIAT, em Betim; Medioli montou o jornal para se defender de críticas e ataques de outros periódicos mineiros e, claro, para ter influência no meio político e conseguir contratos de publicidade; ‘O Tempo’ é afinado com os tucanos e até o mundo mineral, como disse sàbiamente Mino Carta, sabe disso.
Lendo essa reportagem fica claro o esfôrço do diário tucano mineiro em dar carácter popular à manifestação golpista, marcada sempre pela maioria de classe média e classe médi-alta. Do ponto de vista antropológico, a maioria dos que protestam pelo impedimento da presidente Dilma é branca, bem nascida e moradora de regiões nobres da capital mineira; é bom lebrar que em MG a maioria da população é negra ou mestiça e, como em outras capitais brasileiras, esta não estava representada nas manifestações deste domingo, 13 de março de 2016.
Gabriel Moreno
14 de março de 2016 12:31 pmSe a PM disse que era 40 mil,
Se a PM disse que era 40 mil, pode crer que não passa da metade. O fato é que o pedido de impeachment se limitou à São Paulo e manifestações mais esparsas pelo Brasil. E mesmo em São Paulo, foi marcadamente pela classe média alta (só ver as imagens da Paulista, se bem que em algum momento deve sair pesquisa com os dados de renda).
O problema é que São Paulo é um “país”, então se juntar toda a elite daqui e os seus baba-ovos (classe média alta e uns quebrados que se acham ricos), dá tudo aquilo que vimos. Mas a periferia não esteve presente, os bairros mais pobres não estiveram. O povo mesmo ainda não foi para a rua.
Claro que os jornais vão fazer barulho e capas escandalosas, mas o fato é que agora eles saíram das ruas e elas são todas dos movimentos organizados e tradicionais da esquerda. Há uma janela de oportunidade aí imensa, para o governo aproveitar. E se os movimentos sociais conseguirem também colocar muita gente, o jogo empata. No meu ponto de vista, tem que colocar o Lula em algum ministério e aí começar a mandar o máximo que puder pra esquerda, das medidas que são possíveis de o governo fazer. E vamos que vamos.
Sinceramente, não há mais o que fazer com o PMDB, que vai pular do barco ou então vai pressionar para instalar um parlamentarismo, que também não deixa de ser golpe. O governo irá capitular, entregando pontos importantes (pré-sal, direitos, as conquistas de 1988, programas sociais, etc). Não dá pra deixar. Tem que se aliar com o povo.
Dilma, pode mandar ver que a gente segura o rojão. Agora é a hora.
Manubhz
14 de março de 2016 12:46 pmDesculpa, mais aécio foi
Desculpa, mais aécio foi viado e correu de BH, segundo Pense em um quadrado formado por quatro quarteirões pequenos, agora pensa como vai caber quarenta mil pessoas ai…. nunca…
Jose Rinaldo
14 de março de 2016 1:24 pmAÉCIO E BH
Lá o Aécio não é rei.
altamiro souza
14 de março de 2016 1:51 pmagora é a disputa da
agora é a disputa da narrativa e dos números e das estatísticas….
demorará para que algo novo possa mudar essa narrativa
que gloriica um lado e criminaliza o outro…
espera-se que isso se reverta no sia18, mas a comparação é ingrata
porque essas manifestações de ontem foram convocadas pela grande
mídia golpísta, que ficou o dia intgeiro hamando mais gente o tempo todo…
aí a comparação é injusta e falaciosa…
pois essa gande mídia não apoiará a próxima como apoiou a de ontem..
este é um golpé midiático como oorreu n venezuela em 2002,
só faltam os autores se reunirem como os de lá fizeram e darem uma
coletiva confessando o crime, quano o povão foi às ruas e retomou o poder popular…