A Escola da Ponte serviu de inspiração para a escola pública municipal da favela de Heliópolis em São Paulo, que é gerida pela Prefeitura em conjunto com a comunidade local.
Não tenho certeza se eles conseguiram derrubar algo além das paredes. Eles tentam, mas a estrutura básica da educação pública não permite muita abertura, independência ou criatividade. Se faltam paredes em algumas salas, sobram enquadramentos e limitações em outras.
Também há que se perguntar porque a Escola da Ponte foi a única “open plan school”, ou escola de plano aberto – sim, não foi a primeira nem a única – que deu certo em Portugal. Segundo alguns autores, a diferença é (novamente) o treinamento dos professores. Mas deve ter mais coisa, como o Rudá Ricci já apontou no outro post. Então voltamos ao início: depende dos professores, dos equipamentos, da família, da cidade e… do país. E vejam que belo equipamento eles têm lá, ora pois!
http://www.escoladaponte.com.pt/html2/portug/projecto/projecto.htm
O artigo abaixo, em inglês, é de dois funcionários do Ministério da Educação de Portugal. São eles mesmos que afirmam que a primeira escola de plano aberto foi criada por David Medd, no Reino Unido, em 1959:
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