4 de junho de 2026

Os limites da apreciação cambial

Surpresa! O Deutsche Bank recomenda aos seus investidores “evitar” as moedas sobrevalorizadas dos países exportadores de commodities. O que, como muitos comentadores sabem perfeitamente, não é o caso brasileiro. Vejam lá:

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Dólar australiano lidera relação de moedas “extremas” que o Deutsche Bank recomenda evitar

Bloomberg, 20/12 – Nos últimos dois anos, não houve lugar melhor para os investidores em moedas estrangeiras do que os países com economias atreladas à exportação de commodities. Orally acabou por deixar essas moedas sobrevalorizadas em – no melhor caso – 9,5%, com base na evolução dos custos relativos de bens e serviços medida pela OCDE (Organização para a Cooperação e o Desenvolvimento Econômico) no período.

As taxas de câmbio das moedas australiana, canadense e neozelandesa se apreciaram em pelo menos 20% desde 2009 à medida que os bancos centrais desses países elevaram suas taxas de juros para conter a inflação decorrente da elevação dos preços de exportação de suas matérias-primas, segundo dados compilados pela Bloomberg.

Estrategistas e economistas pesquisados pela Bloomberg indicam que nenhuma das assim chamadas moedas-commodity deverá seguir se fortalecendo no próximo ano. Nem mesmo a demanda por commodities deverá ser suficiente para sustentar essa valorização, afirma Ken Dickson, gerente de aplicações da Standard Life Investments.

“As moedas-commodity atingiram níveis extremos”, disse Dickson, que supervisiona USD 240 bi em Edinburgh (RU). O dólar australiano se encontra fortemente valorizado. O espaço para subida é limitado e não recomendamos manter posições de longo prazo”.

O resto da notícia se encontra aqui (em inglês). O Brasil? Vai bem, obrigado. A estimativa de sobrevalorização da moeda em relação ao dólar foi de 33% em 2009, mais 1,8% neste ano, segundo a notícia.

Luis Nassif

Jornalista, com passagens por diversos meios impressos e digitais ao longo de mais de 50 anos de carreira, pelo qual recebeu diversos reconhecimentos (Prêmio Esso 1987, Prêmio Comunique-se, Destaque Cofecon, entre outros). Diretor e fundador do Jornal GGN.

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