4 de junho de 2026

COLETIVO DAR: MACONHA E O CÂNCER DE MAMA

 

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MACONHA PODE REDUZIR  CRESCIMENTO DO CÂNCER DE MAMA

Folha de S.Paulo

Os componentes ativos da maconha e seus derivados poderiam reduzir o crescimento do câncer de mama e a aparição de metástases, constata uma equipe de cientistas espanhóis que testou os efeitos desta droga em ratos.

Em comunicado, os pesquisadores da UAM (Universidade Autônoma de Madri), a Universidade Complutense de Madri e o Centro Nacional de Biotecnologia destacaram nesta segunda-feira que os “cannabinoides” podem deter e acabar com as células derivadas de tumores de mama.

Essa descoberta acaba de ser publicada na revista “Cancer Cell”, na qual os cientistas explicam que a pesquisa foi realizada com ratos afetados pelo modelo genético de câncer de mama MMTVneu.

Estes animais, segundo a UAM, geram de forma espontânea tumores de mama que posteriormente são transferidos por metástase ao pulmão, porque expressam elevados níveis de uma proteína chamada “oncogene ErbB2″, também presente nos humanos que sofrem deste tipo de câncer.

Os pesquisadores indicaram que a propriedade antitumoral desses elementos parece vir dada pelo receptor de cannabinoides CB2, enquanto os efeitos psicotrópicos associados a esta droga se devem fundamentalmente ao receptor CB1, que é –nas palavras dos especialistas– “o que se expressa predominantemente no sistema nervoso”.

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Aprenda a Prevenir o Câncer de Mama.

Segundo tipo mais frequente no mundo, o câncer de mama é o mais comum entre as mulheres, respondendo por 22% dos casos novos a cada ano. Se diagnosticado e tratado oportunamente, o prognóstico é relativamente bom.
No Brasil, as taxas de mortalidade por câncer de mama continuam elevadas, muito provavelmente porque a doença ainda é diagnosticada em estádios avançados. Na população mundial, a sobrevida média após cinco anos é de 61%.
Devido a esse aumento crescente na incidência de câncer de mana, o Instituto Nacional de Câncer (INCA), órgão do Ministério da Saúde responsável por coordenar ações integradas para a prevenção e o controle do câncer no Brasil, convida as organizações governamentais e não governamentais, os profissionais de saúde e toda a sociedade civil a apoiar as recomendações para a redução da mortalidade por câncer de mama no Brasil.
O Instituto recomenda que:
  • Toda mulher tenha amplo acesso à informação com base científica e de fácil compreensão sobre o câncer de mama. 
  • Toda mulher que alerta para os primeiros sinais e sintomas do câncer de mama e procure avaliação médica.
  • Toda mulher com nódulo palpável na mama e outras alterações suspeitas tenha direito a receber o diagnóstico no prazo máximo de 60 dias.
  • Toda mulher de 50 a 69 anos faça mamografia a cada dois anos.
  • Toda mulher saiba que o controle do peso, a não ingestão de álcool, além da amamentação e da prática de atividades físicas, são formas de prevenir o câncer de mama.
  • A terapia de reposição hormonal, quando indicada na pós-menopausa, seja feita sob rigoroso acompanhamento médico, pois aumenta o risco de câncer de mama.
Prevenção
Prevenção do câncer de mama significa diminuir o risco de a mulher apresentar essa doença durante toda a sua vida, eliminando ou diminuindo da exposição aos fatores de risco.
– Por meio da alimentação saudável, atividade física e do controle do peso corporal, é possível evitar 28% dos casos de câncer de mama.

– Consumo excessivo de álcool, uso de contraceptivos orais, excesso de peso, principalmente na pós-menopausa, e terapia de reposição hormonal aumentam o risco de câncer de mama.

– A Terapia de Reposição Hormonal (TRH), principalmente a terapia combinada de estrogênio e progesterona, está associada com aumento do risco do câncer de mama. A cada 10 mil mulheres que fazem uso da reposição hormonal combinada, há aumento de oito casos de câncer de mama. Assim, a sua indicação deve ser discutida com o médico. Nas situações em que a TRH é realizada o risco elevado de desenvolver câncer de mama diminui progressivamente após a sua suspensão.

– A exposição excessiva à radiação ionizante (Raios-X) aumenta o risco de câncer de mama.

– A amamentação exclusiva até os seis meses diminui o risco de câncer de mama.
  
  
Detecção Precoce
  
A detecção precoce do câncer de mama significa identificar o tumor no início de seu surgimento e aumentar as possibilidades de cura. As ações de detecção precoce podem ser oferecidas para mulheres sem sinais e sintomas de câncer de mama (rastreamento), ou para mulheres com sinais e sintomas iniciais de câncer de mama (diagnóstico precoce).

O diagnóstico precoce do câncer de mama aumenta a sobrevida das mulheres em comparação com o diagnóstico de tumores em fase avançada.O rastreamento diminui a mortalidade em cerca de 30% nas mulheres entre 50 e 69 anos. Quanto maior for o percentual de mulheres nessa faixa etária que realizam a mamografia de rastreamento periodicamente, maior será o impacto na redução da taxa de mortalidade.

Na faixa etária de 50 a 69 anos, a mulher deve fazer uma mamografia a cada dois anos, pois o risco de câncer de mama aumenta com a idade. A qualidade da mamografia tem implicações na redução da mortalidade por câncer de mama. Programas de qualidade em mamografia garantem imagens radiográficas de alto padrão com doses mínimas de radiação.
Tratamento e Cuidados Paliativos
O tratamento adequado é parte fundamental das ações de controle do câncer de mama, com impactos na sobrevida. Habitualmente, o tratamento do câncer de mama envolve cirurgia, radioterapia e quimioterapia/hormonioterapia e deve ser realizado por equipe multidisciplinar em serviços especializados.
Geralmente, quanto menor o tamanho do tumor no momento do diagnóstico, maior a probabilidade de cura e de realização de uma cirurgia conservadora, e menor a necessidade de intervenções e do uso de drogas, o que reafirma a importância das ações de detecção precoce.

Cuidados paliativos são uma continuidade do tratamento oncológico. Devem ser fornecidos a pacientes com câncer de mama avançado, desde seu diagnóstico, visando o adequado controle de sintomas, por meio de suporte clínico, emocional, social e espiritual. Para o alcance de melhor qualidade de vida, familiares e cuidadores são envolvidos nos cuidados e também recebem suporte de uma equipe interdisciplinar.
Autoexame das Mamas
Realize o autoexame de 5-7 dias após a menstruação. Se você não tem fluxo, marque um dia no mês e realize o autoexame sempre neste dia.
Lembre-se que o exame das mamas feita pela própria mulher não substitui o exame físico realizado pelos profissionais de saúde (médico ou enfermeiro) qualificados para essa atividade, por isso visite anualmente o ginecologista ou o mastologista. 

 

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Curadoria de notícias, reportagens, artigos de opinião, entrevistas e conteúdos colaborativos da equipe de Redação do Jornal GGN

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