4 de junho de 2026

Cultura Digital e os Pontos de Cultura

Os Pontos de Cultura carecem de um Portal de onde seja possível cada qual postar suas idéias, mensagens, vídeos, fotos e sincronicidades. Existem vários Pontos de Cultura Digital – foram contemplados  nos editais , e até hoje se encontram navegando em oxímoras – por onde “Deus se Come-se”. Ora é o plano de trabalho que deve ser submetido ao Ministério, noutra a prestação de contas que foi enviada – na maioria das vezes com inconsistências – o gerando dificuldades para a analise técnica, noutras os procedimentos administrativos que devem ser seguidos rigorosamente, por se tratar de recurso público. E aí acaba que o objeto do Ponto de Cultura e o plano de ação ficam comprometidos, porque a entidade não sabe lidar com estas questões administrativas. Mas elas existem, e são por meio delas que todos são beneficiados com estes recursos.Uma coisa é uma coisa. Outra coisa é outra coisa.

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Enquanto isso  o que temos como cultura Digital na maioria dos  Pontos de Cultura – são listas de email´s , com noticias de lá e de cá, agendas dos afazeres de atividades culturais, blog´s, e salvo excelentes excessões. Não estou aqui a desmerecer este ou aquele, muito menos o reconhecimento do baita avanço que nos proporcionou esta Politica Pública de Cultura implantada – inicialmente pelo ex-ministro Gilberto Gil, tendo a sua continuidade garantida pelo autal ministro Juca Ferreira.

 

Ainda não estamos  conectados numa mesma plataforma digital, e são vários e vários os pontos fora da “curva de gals” perdidos em obscuridades e muitos “achismos” de lá e de cá. Colaborações efetivas – quero dizer – com conteúdos e pensamentos distantes das emoções e escritos de maneira responsável, propositiva – são muitos poucos. E todos nós sabemos que são poucos. É possível contar nos dedos das mãos – a escolher – direita ou esquerda. No mais, são bravatinhas menores – “não ao não! ” “É proibido proibir!”, e se encerra aí.  Daí surge a idéia de criação do Movimento dos Pontos de Cultura, para debater com o Ministério para abolir a Lei 8.666, tirar da vida de todos os relatórios e prestações de contas, e que os Pontos de Cultura devem pensar num movimento como o MST –  colar numa idéia que não é a idéia do PROGRAMA + CULTURA . São lutas distintas com histórias e conceitos distintos – sejam políticos e filosóficos – tal qual água e vinho. Se podem vir a se tornarem plataformas amigáveis? Não tenho dúvida! Claro que podem. Devem. Mas para tanto – temos que  CARNAVALIZAR / DIGITALIZAR A REDE.    O que o movimento de Pontos de Cultura de fato realiza? Cultura. Cultura é tudo. Sim! Mas Tudo é tudo. Nada é nada. Quais são nossas plataformas comum? Até podemos saber, mas de fato não sabemos. – Tanto assim que o colega  propõe iniciarmos a trilha por esta “picada: Quanto somos? onde estamos? o que fazemos? Como estamos fazendo? etc.etc.” De volta ao futuro, não vejo como escapar desse entroncamento entre ser mais um movimento sem personalidade jurídica, sem nomes que possam vir a representá-lo, ou se valendo de CNPJ´s de entidades alheias para realizarmos projetos e ações próprias  dos Pontos de Cultura.  O mesmo ocorre com esse conceito de Cultura Digital! Claro! é assim mesmo. É tudo muito incipiente! É o processo de construção. Não tenho dúvida disso. Por este motivo, exatamente por este motivo, de ser um processo de construção, é que não devemos interromper esta ou aquela discussão, em detrimento desta ou daquela ação. São todas importantes e estratégicas. Cada qual vem dando conta do seu micro cosmos. O que é de grande valia. Mas é chegada a hora de compatibilizarmos agendas internas (planos de trabalho dos pontos) com agendas externas, voltadas para o interesse da sociedade também. O Pontão  USCS –  audiovisual e gestão em processo de conveniamento – mesmo com as questões burocráticas  emperradas – tem realizados ações e atividades  para discussão e fomento das idéias do Programa + Cultura – eSoftware Livre , Economia Solidária, Regionalidades (já em curso com o Consórcio Intermunicipal do ABC – consórcio esse criado por Celso Daniel), Direitos Autorais, tem realizado cursos em parceria com o Ponto de Cultura da da Associação dos Pais Alunos e Professores da Fundação das Artes de São Caetano – APAP , versando sobre gestão cultural, entendimento das leis, procedimentos administrativos, iluminação, cenografia e outros seminários já pautados para se realizarem no decorrer da execução do plano de trabalho. Assim a  gente vai treinando e fazendo a digitalização dos fazeres e saberes.

Pedro

Antonio Carlos Pedro

coordenador do Pontão USCS

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Curadoria de notícias, reportagens, artigos de opinião, entrevistas e conteúdos colaborativos da equipe de Redação do Jornal GGN

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