Caro Nassif!
Como dever saber, há economistas e economistas. Segundo Delfim Netto, são pelo menos oito escolas.
Em novembro, comentou-se a estratégia do prof. Eduardo Giannetti para manter a competitividade nacional, frente à valorização do Real, pela via da redução dos encargos da folha de salários das empresas. Trata-se de uma visão macroeconômica ligada a um modelo de explicação econômica, próprio de uma escola de economia.
Os profs. Valdir Frigo Denardim e Luiz Fernando de Carli Lautert, da UFPR Litoral, são de outra escola. Eles ganharam, no dia 24 de novembro, um dos prêmios Santander Universidades 2010, na modalidade Universidade Solidária, a partir do projeto de extensão universitária denominado Reestruturação produtiva de farinheiras comunitárias no litoral do Paraná.
Trata-se de um estudo, junto a essa comunidade, de sua atividade e de sua cadeia produtiva, permitindo às farinheiras apropriarem-se do conhecimento e, com ele, aumentarem sua competitividade no mercado, pelo maior domínio de seus mecanismos.
Ambos são economistas de outra via do pensamento econômico, aquela que vê na crua realidade social e na extensão universitária os objetos de sua função enquanto economistas. Usam outro modelo para entender como fomentar a competitividade nacional e outro modo de interação com o mundo real. Enquanto o prof. Gianetti não deva andar de ônibus, Valdir e Luiz Fernando andaram e ainda andarão milhares de quilômetros em estrada de areia repleta de buracos das poças de chuva da Serra do Mar para encontrar suas parceiras nesse projeto de extensão, as farinheiras do litoral do Paraná. De modo análogo, os demais ganhadores desse prêmio comungam esse modo de ser, de se misturar com a atividade econômica real, não somente permanecer nas salas de professores ou em seus gabinetes e não somente pensar de forma abstrata.
Ver: http://www.universia.com.br/rue/materia.jsp?materia=20772
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