A cultura pop nas cabeças óbvias dilui a profundidade dos fenômenos. Heróis são inventados para descomplicar o mundo, tirar a complexidade, dar soluções rápidas e baratas. Super-Homem, Dirty Harry (o Clint Eastwood de Colt 45), Chaves, Escrava Isaura, Spirit, Odorico Paraguaçu…são tantos. No último final de semana a vida provou que a cultura pop não simplifica tanto assim. Aliás, isso já foi várias vezes provado. Um encontro foi marcado e não cumprido: Capitão Nascimento entraria no Complexo do Alemão para encontrar Macunaíma. O exterminador pragmatico x malandro, não, não, me recuso a falar de “caráter”. Acompanhei a transmissão mezzo Globo News, mezzo pelos comentários no twitter, principalmente dos enfant terrible da http://twitter.com/vozdacomunidade , que provaram mais do que nunca que o jornalismo cada vez menos depende das ferramentas tradicionais. Sim, houve uma transmissão, o que emula mais ainda a sensação de cultura pop rondando. Mas na vida real tem sangue, e tem gente. Ainda bem que o encontro não houve, Macunaíma, o desejo de síntese de Mário de Andrade, recorreu ao expediente de jogar as armas nas valas, Capitão Nascimento dava entrevistas para a TV e laureava seu exito, ficou sem dar um tiro (será?). O encontro, de fato, não houve, mas perdura a promessa, próximos capítulos. Uma das características da cultura pop, segundo os apocalípticos, é diluir os fenômenos e descomplicar a vida. O domingo foi marcado por um sensação de paz e parece que muitos encontraram o Muiraquitã, a paz da cultura pop. Macunaíma tava no Rio e não apanhou do Exú (Capitão Nascimento?). Fica a sensação do incompleto, a GNT não teve o sangue que muitos esperavam, os garotos da Voz da Comunidade relatavam tiros ao longe. Por enquanto tudo (!?!?) bem.
Post originalmente publica no http://www.klaxonsbc.wordpress.com
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