Por Lima
Triste notícia para os amantes da ciência e da matemática, em especial. Notícia tirada do Jornal portugues Publico:
Do Publico
Morreu Benoît Mandelbrot, o pai dos fractais
Inventou o termo fractal, nos anos 1970, que veio a torná-lo famoso. Benoît Mandelbrot, o matemático franco-americano que descreveu uma nova classe de objectos matemáticos, com uma geometria dita fractal, morreu de cancro do pâncreas aos 85 anos, em Cambridge, nos EUA, onde vivia – anunciou ontem a sua família.
Nascido na Polónia, numa família judia, Mandelbrot mudou-se para Paris quando tinha 11 anos, em 1936, para fugir à ameaça nazi. Durante a II Guerra Mundial trabalhou numa quinta em França e, depois, estudou em Paris e na Califórnia. Em 1952, doutorou-se em Ciências Matemáticas em Paris; em 1958, rumou aos EUA para fazer investigação na IBM. No final dos anos 80, juntou-se à Universidade de Yale, onde ficou até à reforma, em 2005.
FoieFoi em 1975 que Mandelbrot inventou o termo fractal, para descrever objectos matemáticos fragmentados e irregulares, cuja estrutura se repete a diferentes escalas. Matematicamente, podem ser objectos infinitos, em que escalas cada vez mais pequenas repetem a geometria da escala maior. A imagem mais conhecida é Conjunto de Mandelbrot.
A natureza está repleta de objectos com geometria fractal (neste caso, não é infinita), como ocorre numa linha costeira. Ou numa couve-flor, o caso que Mandelbrot escolheu para falar numa das famosas conferências TED, no início deste ano. “Se cortarmos um dos ramos da couve-flor, vemos toda a couve-flor, mas mais pequena. Se cortarmos o ramo outra vez, e outra, e outra, teremos couves-flores mais pequenas. Há formas que têm esta peculiar propriedade, em que cada parte é como o todo, mas mais pequena.”
Os fractais tiveram implicações desde a biologia até à astronomia. O seu livro A Geometria Fractal da Natureza, de 1982, popularizou estes objectos.
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