Do Terra Magazine
“Faz parte do jogo”, diz Genoino sobre derrota nas urnas
Dayanne Sousa
O deputado José Genoino (PT – SP) encarou com tranquilidade a derrota nas urnas nestas eleições de 2010. Apesar do bom desempenho do PT nas urnas – foram eleitos 88 deputados e a sigla terá a maioria na Câmara – Genoino não conseguiu a reeleição. “Eu tive 92 mil votos numa eleição difícil”, justifica. “Faz parte do jogo”.
O ex-presidente do PT diz que o partido “se saiu muito bem” e acredita que o resultado de 2010 seja um dos melhores da história. Genoino destaca o papel do presidente Lula no pleito, mas não acredita que ele tenha influenciado a derrota de alguns importantes nomes da oposição, como os candidatos ao Senado Cesar Maia (DEM – RJ), Heráclito Fortes (DEM – PI) e Arthur Virgílio (PSDB – AM).
Leia a entrevista na íntegra.
TerrTerra Magazine – Como o senhor avalia o desempenho do PT nestas eleições? O partido conquistou o maior número de deputados e senadores.
José Genoino – Eu acho que o PT se saiu muito bem, tanto em termos parlamentares como no executivo. Inclusive o apoio do PT em alguns Estados foi muito bom, foi decisivo.
Apesar de partidos aliados terem conquistado governos dos Estados, a sigla do PT conquistou até agora quatro. Não seriam tantos comparados, por exemplo, com o que o PSDB pode conseguir no segundo turno.
Mas nós apoiamos governos de aliados como Ceará, Piauí, Pernambuco e Espírito Santo. São governos em que nós participamos da eleição deles. Eu acho que foi um dos melhores resultados para o PT.
A influência direta do presidente Lula nesta eleição fez diferença?
Foi muito positiva, tanto o PT como o presidente Lula. Eu acho que o presidente Lula foi fundamental e o PT, enquanto instituição partidária.
A derrota de alguns adversários em específico, nomes do Democratas, por exemplo, seria uma vitória pessoal para o presidente Lula? O senhor acredita nisso?
Não, eu acho que a luta não é pessoal, é luta de projeto, é luta de programa. Não adianta transformar isso em coisa pessoal, eu acho que não.
Apesar de o senhor ser uma liderança importante do partido, não conseguiu se reeleger. A que o senhor atribui isso?
Isso faz parte. Eu tive 92 mil votos numa eleição difícil. Foi muito voto. É isso, eleição, a gente não tem os votos que esperava e os outros companheiros tiveram mais voto. Faz parte do jogo. É a soberania do voto popular. Não tem muitas análises.
O senhor acredita que isso tem a ver com os fatos de 2005 (época do chamado mensalão)? Acredita que a sua campanha tenha sido prejudicada?
Não. Não porque em 2006 eu tive mais votos. Não tem nada a ver. Em 2006 eu tive 99 mil votos e estava no auge das críticas, então não tem nada a ver.
Quais as suas aspirações agora?
Nenhuma aspiração. Nenhuma.
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