Por Paulo F.
Li também outra entrevista de Ruy Fausto (http://subrosa3.wordpress.com/2007/08/26/ruy-fausto-e-as-posicoes-politi…). E comparei as duas.
Na mais antiga ( a do link citado ), Fausto faz a seguinte afirmação: ” …noPSDB há tendências desenvolvimentistas, como há gente pessoalmente honesta etc.” e nesta que nos é apresentada pela Flávia ele, também marca “PSDB. Este já foi um partido de centro-esquerda, mas quaisquer que sejam as convicções de alguns, ou vários dos seus membros, ele não é mais de centro-esquerda.”
E considero interessante que , aparentemente, ele não pondera que essa perda da identidade do PSDB possa ser a causa do seu insucesso eleitoral, bem como no seu distanciamento do que alnsia parte majoritária da população brasileira.
OqqO que realmente é para mim gritante é a desconsideração do marxismo como ferramenta de análise para o entendimento da conjuntura e proposição de soluções. Prega simplesmente a pecha de “autoritário” e descarta outras vertentes que não a clássica . E passa, como não houvesse, leituras posteriores de Marx como as feita por Harry Magdof, Paul S. Baran e Paul M. Sweezy, só para citar alguns autores ( e americanos!).
Comenta também de corrupção, porém não nos dá o leitmotiv, sua crítica fica no superficial.
Quanto a condução da política externa é marcada pela mesma miopia, amplamente dominante, que releva aquilo não parte do centro e simplesmente desqualifica como em “Outro problema é o da política externa do PT. Não vejo como parte da esquerda pode se entusiasmar com essa política. Ela remete a um pretenso “anti-imperialismo” que cultiva gente do tipo de Ahmadinejad, alguém que metralha manifestantes, apedreja mulheres, falsifica eleições etc etc. E ela conduz o nosso presidente a comparar dissidentes cubanos com bandidos. ” E esquece a fonte e origem da crítica , da possibilidade de contraditório na informação e principalmente , dá ombros a soberania das nações. E lembro mais, que política externa e conduzida em termos de Estado, não de partido ou governo; e que hoje se faz, com maior ou menor enfase, é o que é praticado pela nossa política externa desde o final dos anos 1950 e início dos anos 1960 , com poucas interrupções.
Quanto sua questão com a religião que permeia o comentário tanto quanto a Plínio quanto a Marina é de causar estranhamento.
Deveria sim ter-se a preocupação com o que ocorre dentro da academia, principalmente no seu lado ético, pois para o bem ou para o mal, ela torna-se referência sempre que se necessita de opiniões assim como as proferidas pelo Prof. Ruy Fausto.
Finalmente lembrar que como consta na Wikipédia: “A palavra corrupção deriva do latim corruptus que, numa primeira acepção, significa quebrado em pedaços e numa segunda acepção, apodrecido, pútrido”. Não há como lutar contra a corrupção, sem primeiro olhar para seu primeiro sentido e diminuir as diferenças para poder, sim, evitar o pútrido.
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