A tese de que a relação com a amante é de foro íntimo perde seu sentido, para FHC, se investigarmos as circunstâncias

Procura-se uma boia para FHC por Leandro Fortes
Por Leandro Fortes no Brasil 247
A mídia ainda não achou um jeito de tirar Fernando Henrique Cardoso da enrascada em que a jornalista Mirian Dutra o meteu.
A tese de que a relação com a amante é uma questão de foro íntimo só faria sentido se:
1) O presidente da República e, por extensão, o Brasil, não tivessem sido feitos reféns da Rede Globo, por oito anos, sabe-se lá a que preço, para que essa amante ficasse escondida na Europa;
2) O presidente da República não tivesse se utilizado de uma empresa concessionária – a Brasif – para enviar dinheiro para o exterior, por meio de uma offshore aberta em paraíso fiscal, para o filho que ele imaginava ser dele – e que, agora se sabe, pode ser mesmo;
3) O presidente da República não tivesse se mancomunado com um editor da revista Veja para fraudar uma notícia com o objetivo de mentir ao País sobre a gravidez de Mirian Dutra;
4) O presidente da República não tivesse nomeado a irmã da amante, Margrit Dutra Schmidt, para cargo público federal, no Ministério da Justiça e, mais tarde, ter providenciado junto a um aliado, o senador José Serra (PSDB-SP), um emprego-fantasma no Senado, onde ela está há 15 anos, recebendo salário, todo mês, sem aparecer para dar expediente.
A nota da Brasif, uma explicação seca e patética montada por advogados para dizer que Mirian recebia dinheiro da empresa, mas que FHC nada tinha a ver com o caso, é uma dessas coisas que só podem ser vinculadas seriamente no Brasil, dada a indigência moral e profissional da nossa imprensa pátria.
Mirian recebia 4 mil dólares por mês para pesquisar preços – o que, aliás, ela disse que nunca fez.
Para acreditar nessa versão mambembe é preciso ser cínico em nível patológico ou uma besta quadrada completa, categorias em que se enquadram 99% dos batedores de panela e manifestantes da CBF dos domingos de histeria e ódio da Avenida Paulista – Margrit Dutra Schmidt entre eles.
Em um muxoxo particularmente hilariante, FHC acusou o golpe: acha ser “uso político” a Polícia Federal investigar essas transações de evasão fiscal feitas pela Brasif nas Ilhas Cayman, o paraíso dourado dos tucanos.
Então, está combinado.
Quando a investigação é sobre o barco de lata de dona Marisa Letícia ou sobre o número de caixas de cerveja que Lula levou para um sítio em Atibaia, é combate à corrupção.
Mas investigar remessas de dinheiro, via paraíso fiscal, feitas por uma concessionária do governo, a mando de um presidente da República, para manter uma amante de bico fechado com o apoio da TV Globo e da Veja, é uso político.
O problema central é que, antigamente, bastava silenciar e manipular o noticiário.
Hoje, com as redes sociais, como bem sabe José Serra e sua bolinha de papel atômica, é preciso muito mais do que jornalistas servis e desonestos para esconder um escândalo desse tamanho.
LACosta
21 de fevereiro de 2016 2:11 pmtem que expor sim!
Ainda falta verificar todos os detalhes sobre uma figura sinistra chamado Mário Sérgio Conti que era co-patrão da Mirian quando foi, com o filho, exportada para a europa.
Homero Pavan Filho
21 de fevereiro de 2016 2:30 pmTô ansioso pra ler o próximo artigo do FHC
E a tal cunhadinha Margrit, que teria terreno que vale R$ 1 milhão em… Trancoso! Funcionária do J. Serra!
15 anos recebendo sem trabalhar?
jura
21 de fevereiro de 2016 2:42 pmEle sim, o filho não!
FHC não merece privacidade nem respeito. Mas o filho dele tem que ser protegido do pai, da mãe e do assédio moral nacional em cadeia de rádio e TV a todo custo.
Sergio Saraiva
21 de fevereiro de 2016 5:16 pmEsse está a salvo.
Só quem corre riscos são os filhos do Lula. A qualquer hora, a PF pode bater-lhes à porta. Inclusive próximo à meia-noite, como nos filmes de terror.
altamiro souza
21 de fevereiro de 2016 3:15 pmexcelente post…
o que
excelente post…
o que encuca é essa relação do fhc, com a globo, com a brasif, com bornhausen, com o marido da fantasma do serra que fabricava dossies…
Edsonmarcon
21 de fevereiro de 2016 3:48 pmquero saber também
quero saber também como é essa história da fazenda do FHC em Minas comprada por 20 dólares, e de onde saiu os R$ 950.000,00 que ele pagou pelo apê que deu para a nova namoradinha dele.
Marco St.
21 de fevereiro de 2016 4:09 pmEntre tantos crimes cometidos
Entre tantos crimes cometidos pelo Principe da Privataria aiinda há a questão da fraude no teste do DNA.
Uma canalhice tamanha que deve estar configurada no Código Penal como crime, não?
Edsonmarcon
21 de fevereiro de 2016 4:50 pmNovo teste
Acho que ele deveria fazer outro teste, assumir o filho e deixar de ser um corno da amante.
NICKNAME
21 de fevereiro de 2016 10:59 pmeis uma amostra do que em parte disse numa postagem acima
Marcon, todso temos preconceitos que, ra assim serem considerados, não temos consciência. Nunca podemos dizer (em geral eu, você, todos dizemos orgulhosamente EU NÃO TENHO PRECONCEITO). Mas temos. Você demonstra “corno da amante”. Pra ficar na amostra da minha postagem, aposto que a mulher oficial de Mittterrand não se achava corna. Nem se fosse ao contrário. Mas continuaremos, nao sei quantos séculos, atrasados, e achamos que usar smarthpone, ir a Miami, ler Veja, e trabalhar e trabalhars, comprar obras de arte por investimento (duvido que tenha capacidade de apreciação) é ser moderno.
Edsonmarcon
21 de fevereiro de 2016 11:30 pme eis que os coxinhas apareceram
E ja chegou atacando o opositor, ao invés ds idéias.
Mas continuaremos, nao sei quantos séculos, atrasados, e achamos que usar smarthpone, ir a Miami, ler Veja, e trabalhar e trabalhars, comprar obras de arte por investimento (duvido que tenha capacidade de apreciação) é ser moderno.
(duvido que tenha capacidade de apreciação) — Vc não sabe nada sobre mim, ataque gratuito e idiota.
ir a Miami — coisa de coxinha, é seu sonho?
ler Veja — coisa de coxinha, não faço isso a mais de 20 anos.
O fato de o tal FHC ter estudade na sorbone não faz dele um Miterrand.
E se colocar na posição de corno foi opção dele.
NICKNAME
21 de fevereiro de 2016 11:38 pmnão te ataquei, onde vc vê isso ????
a opção de FHC foi dele, sim. Isso tá claro por ele mesmo ter dito. Mas o sentido de “corno” é o que ataco, não você. Veja que eu digo que TODOS , e eu não tenho consciência (porque preconceito é sempre inconsciente) de meus preconceitos. Este, pelo menos, não tenho, mas devo ter outros , com certeza. Eu me importo muitíssimo em ser chamado de coxinha, já tá passando da moda. Ah, “duvido que tenha capacidade de apreciação” vc foi ligeiro, ou eu falhei ao não ser mais claro: eu tava pensando em gente tipo Dória Júnior, eu tava já generalizando sobre a classe média metida. Desculpe.
NICKNAME
22 de fevereiro de 2016 12:39 amler Veja e ir a Miami tb não foi me referindo a voce.
assinado,
Coxinha
🙂
(o mal da web é que as pessoas lêem rápido demais )
Edsonmarcon
21 de fevereiro de 2016 4:11 pmQuero saber
Quero saber o que a Globo, Veja e a Brasif levaram para esconder as puladas de cerca desse tal FHC.
Jose mestre Carpina
21 de fevereiro de 2016 4:40 pmAgora sim. ..
Somos realmente uma república de bananas. …
O velho babão quase dilacerou o país com a privataria e o “playboi” do Leblon esquartejou Minas e a galera da Casa Grande ainda insiste em sair as ruas com a camisa da cbf pra pedir a military intervention……
Ai fica difícil. …
Moraes
21 de fevereiro de 2016 4:55 pmTudo isso é muito esquisito,
Tudo isso é muito esquisito, é verdade. Mas… que diabo é isso do presidente operar via empresa em paraiso fiscal? Por que em um paraiso fiscal? Alias, segundo diz o proprio, “todo mundo” sabe que ele tem conta no exterior. Não é bem assim. Não se sabe, precisamente, quais são essas contas, pois não? Se operou por essa via para pagar a ex-amante, por que não para outros fins? Essas contas foram mesmo declaradas?
Edsonmarcon
21 de fevereiro de 2016 5:03 pmCaros Amigos foi a única que publicou
https://www.brasil247.com/pt/blog/alex_solnik/217952/Matarazzo-quis-comprar-sil%C3%AAncio-da-%E2%80%9CCaros-Amigos%E2%80%9D.htm
Matarazzo quis comprar silêncio da “Caros Amigos”
O telefone tocou em casa num domingo de manhã do ano 2000. Não recordo o mês nem o dia.
Quem chamava era Andrea Matarazzo, atual vereador e pré-candidato a prefeito de São Paulo pelo PSDB, então Ministro-Chefe da Secretaria de Comunicação de Governo da Presidência da República (1999 a 2001) de Fernando Henrique Cardoso, para quem eu trabalhava redigindo artigos para jornais, discursos e, em parceria com Alex Periscinoto, anúncios institucionais.
A pasta de Matarazzo, instalada em São Paulo num dos últimos andares do prédio do Banco do Brasil, esquina da Paulista com Augusta, era também a responsável por distribuir as verbas publicitárias do governo para jornais, rádios, revistas e TVs de todo o Brasil.
Ele jamais tinha me chamado num domingo, fora do expediente. Fiquei curioso para saber o motivo.
“Você é amigo do Sérgio de Souza, não é?” perguntou ele, já sabendo qual seria minha resposta de antemão.
“Sou”, respondi. “Praticamente comecei no jornalismo com ele, com Hamilton Almeida Filho, Mylton Severiano da Silva, Paulo Patarra e Narciso Kalili no ex-. Também trabalhei com Serjão na revista Globo Rural, aos sábados vou às feijoadas da sua mulher, conheço seus filhos”.
“Eu soube” continuou Andrea “que a revista dele, a Caros Amigos está preparando uma matéria a respeito do filho do presidente. Queria te pedir uma coisa. Fala com ele, já que você é amigo. Claro que a matéria deles é furada, porque não tem a palavra da mãe. Mas pode nos fazer muito mal. Essa matéria não pode sair. Diz pra ele o seguinte: se ele não publicar a matéria vai ter todos os anúncios do governo que quiser”.
Fiquei mal de repente. Minha visão escureceu. O coração disparou. Não acreditei. Eu não queria ter ouvido aquilo. Ele jamais deveria ter dito uma coisa dessas. As pessoas com as quais eu começara no jornalismo, Sergio de Souza incluso, tinham horror a qualquer interferência na redação, fosse o departamento comercial, fosse o dono.
Certa vez, Narciso praticamente saiu aos tapas com o governador do Paraná, Paulo Pimentel, que era o dono do jornal “Panorama” por causa disso.
“Você mentiu quando me deu carta branca” gritou ele no meio de uma roda de jornalistas que acabavam de ser demitidos.
“Ninguém me chama de mentiroso na minha casa!” devolveu Pimentel. “Repita se for homem!”
“Você é um mentiroso”! repetiu Kalili.
Pimentel partiu pra cima dele, mas os seguranças não deixaram chegar às vias de fato.
A redação era o território sagrado dos jornalistas, nunca abrimos mão disso.
Por outro lado, naquele momento eu trabalhava para ele. Embora essa tarefa não estivesse incluída no contrato de trabalho se eu a recusasse correria o risco de perder o emprego, do qual precisava para pagar minhas contas.
“Não vou fazer isso” respondi. “Conhecendo o Serjão como conheço, tenho certeza que, além de não aceitar a proposta, porque ele não faz essas coisas, não é da índole dele, ele ainda vai incluir esse episódio na reportagem, o que vai piorar as coisas para o governo. A emenda será pior que o soneto. É um plano furado”.
Ele insistiu um pouco, mas logo depois desligamos, eu convencido de que tinha feito a coisa certa e ele certamente aborrecido com minha recusa em “colaborar”.
O plano naufragou. A reportagem foi publicada. Mas para mim ficou a nítida sensação de que houve ao menos uma tentativa de utilizar o poder do estado e de forma nada republicana para resolver um caso pessoal envolvendo o presidente da República.
NICKNAME
22 de fevereiro de 2016 1:43 amvc viu meu pedido de desculpa e o q acho foi um mal entendido?
está mais abaixo, 3 postagens.
Sergio Saraiva
21 de fevereiro de 2016 5:11 pmTão simples.
Quando o diz-que-me-disse do triplex começou, Lula tornou públicos os documentos que comprovavam sua versão dos fatos.
Simples assim.
Basta, portanto, FHC mostrar os documentos do envio de dinheiro ao exterior, inclusive para pagamento de apartamento do rapaz. Basta FHC mostrar o documento em que reconhece a paternidade do filho afetivo.
Nada mais haveria a se discutir.
Aliás, calaria a boca de seus críticos.