4 de junho de 2026

Assessor de Capez fala sobre fraude na merenda escolar

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Jéter Rodrigues, ex-assessor do presidente da Assembleia Legislativa de SP, Fernando Capez

Jornal GGN – A Folha de S. Paulo entrevistou Jéter Rodrigues, ex-assessor do presidente da Assembléia Legislativa, Fernando Capez, a respeito do esquema de fraudes na merenda escolar.

Rodrigues negou ter recebido dinheiro ou qualquer vantagem da cooperativa investigada, a Coaf, e disse que não quer acreditar que será o bode expiatório da história. “Eu acho um esquema muito grande, é coisa grandiosa. Um assessor qualquer não teria condições de fazer isso sozinho. Eu estou chateado com toda a repercussão em cima do meu nome”.

Da Folha de S. Paulo

Um só não teria condições de fraudar merenda, diz ex-assessor de Capez

Por Reynaldo Turollo Jr.

Em resposta ao presidente da Assembleia Legislativa, Fernando Capez (PSDB), que disse que ex-assessorespodem ter usado seu nome em um suposto esquema de fraudes na merenda escolar, Jéter Rodrigues, ex-servidor do gabinete, afirmou que “um assessor qualquer não teria condições de fazer isso sozinho”.

Rodrigues negou enfaticamente ter recebido vantagens pessoais da cooperativa investigada, a Coaf, e destacou que nunca esteve sob suspeita durante os 40 anos em que trabalha na Assembleia –ele é funcionário de carreira e atuou de 2013 a 2014 no gabinete de Capez, em um cargo de livre nomeação.

Segundo Rodrigues, filiado ao PSDB, um carro da Coaf foi solicitado e utilizado por alguém da equipe de Capez, mas ele diz não saber quem.

O carro teria sido emprestado próximo às eleições de 2014, o que membros da cooperativa já haviam afirmado à Polícia Civil.

Em entrevista à Folha publicada na última segunda (15), Capez disse: “Eu não pedi carro nenhum, mas não posso dizer se ele [Rodrigues] pegou ou não”.

Sobre a merenda, o deputado afirmou: “Não posso responder por meus assessores […]. É possível que tenha ocorrido [o esquema] num nível mais baixo”, sem a participação de políticos.

Além de Rodrigues, outro ex-assessor de Capez, Merivaldo dos Santos, é investigado. Santos caiu em um grampo da polícia cobrando R$ 58 mil de Marcel Julio, apontado como lobista da Coaf.

Rodrigues disse que decidiu falar depois de sofrer desgaste com a exposição de seu nome, que teme perder o emprego, mas que acredita na Justiça. Leia a entrevista:

*

Folha – O sr. negociou com a Coaf usando o nome de Capez?

Jéter Rodrigues – Com certeza não, em nenhum momento. Eu recebi realmente dois funcionários da Coaf no gabinete, em agosto de 2014, porque era minha função. Eu tinha que receber a todos que ali estivessem para solicitar alguma coisa. Eles questionavam sobre uma licitação que eles haviam ganhado em 2013 mas que não tinha sido liberada para entregar os produtos. Aí, realmente eu liguei para a Secretaria [da Educação] para saber por que não tinha sido autorizado. Essa foi minha única intervenção.

Para fazer essa ligação, o sr. pediu dinheiro?

Claro que não. Minha ligação foi só para saber por que eles não tinham sido autorizados a entregar os produtos. Depois, nunca mais eu os vi.

Alguém ligado ao deputado pediu um carro à Coaf?

É bem provável que alguém tenha pedido, sim. Não fui eu. Pode ser [outro assessor].

O sr. chegou a ver esse carro, soube desse carro?

Soube, sim. Era um Gol branco. Não sei [quem o pediu]. Eu não tinha comando dentro do gabinete, eu era comandado. Eu fazia o que me pediam. Eu não mexia com pedidos de carros de campanha, porque eu não fazia parte da equipe eleitoral.

Esse carro foi usado?

Foi sim.

O sr. teme ser punido?

Espero que se faça justiça, que mostrem realmente quem fez. Tenho certeza de que não negociei e não pedi nada.

O sr. fez parceria com o outro ex-assessor, o Merivaldo?

Sobre isso, não. Eu nem sabia… Não sei se ele está envolvido mesmo ou não.

O Merivaldo é uma pessoa próxima do deputado Capez?

Sim, se conhecem há anos. Foi o Merivaldo que me indicou para trabalhar lá.

O sr. é próximo do deputado?

Olha, não sou. Eu era um simples funcionário do gabinete sem nenhum contato formal [com Capez], diferente do Merivaldo, sem dúvida.

Se comprovada a fraude no contrato com o governo, esse é um esquema que poderia ter sido feito só por assessores?

Eu acho um esquema muito grande, é coisa grandiosa. Um assessor qualquer não teria condições de fazer isso sozinho. Eu estou chateado com toda a repercussão em cima do meu nome. Tenho 40 anos de Assembleia, todos me conhecem. Achei ótimo que tenham quebrado meus sigilos porque isso vai ficar provado. Eu ando com um Palio 2001 que está penhorado. Se eu estivesse nesse esquema, não teria necessidade de andar com carro penhorado e estar pedindo empréstimo no banco.

O sr. acha que pode ser um bode expiatório?

Quero não acreditar nisso.

O sr. teme perder seu emprego na Assembleia?

Sem dúvida eu tenho medo, serão 40 anos jogados fora. Mas eu também tenho fé na Justiça, porque, para abrir um processo interno aqui, eu tenho primeiro que ser condenado lá fora, na Justiça. 

Redação

Curadoria de notícias, reportagens, artigos de opinião, entrevistas e conteúdos colaborativos da equipe de Redação do Jornal GGN

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6 Comentários
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  1. altamiro souza

    20 de fevereiro de 2016 1:47 pm

    bombástica as declarações  

    bombástica as declarações   dele, não porque jogou a bomba para capez,

    mas poor revelar o óbvio -um esquema dessa dimensão não poderia ser

    operado por uma única pessoa…

    ísso é de uma obviedade sem tamanho,

    só atacado pelos que querem tirar  o seu da reta…. 

    1. Jose mestre Carpina

      20 de fevereiro de 2016 2:56 pm

      Mas, poderia ser operado por uma só….

      …..uma só quadrilha…No caso, uma matilha!  ( que deve ser o coletivo de tucanos ) !!!

  2. Marco Vitis

    20 de fevereiro de 2016 2:46 pm

    Furtaram a merenda das crianças…

    Da mesma forma que não podemos condenar previamente o Capez, ele,Capez, não poderia ter induzido os investigadores de que o esquema de corrupção foi engendrado por servidores subalternos.

    Os fatos são:

    1) houve corrupção com a merenda das crianças

    2) está provado que o chefe do esquema é alguém com poder político e não um servidor temporário

    3) o Gol branco da COAF foi usado na campanha de quem ? Oficialmente ou caixa 2 ? 

    Duvido que o MP paulista faça uma investigação isenta e objetiva. Capez é promotor e está deputado…

  3. Jose mestre Carpina

    20 de fevereiro de 2016 3:04 pm

    Seo Boneco: Cadê a merenda ??

    [video:https://www.youtube.com/watch?v=BwRg0VPWOAs%5D

  4. anarquista sério

    20 de fevereiro de 2016 4:59 pm

    a CARA dele já é

    a CARA dele já é condenatória.

       Nem imqauérito precisa.

              Minha experiência:

              Quando fui assessor de um deputado federa, o rapinagem Felipe, tinha nenhuma experiência sobre política.

                  Mesmo assim me empenhava pra ler, descrever e opinar sobre as notícis do dia.

                   Ele respondia sempre como um mantra:

                   ”’Pra que ler jornal”’ ?

                  Depois de ter caido por falta nas sessões no congresso, perguntou-me:

     

                  ”’por que vc não me avisou” ?

                   Felipe Cheide era viciado em jogo de baralho. Jogava todo dia e noite nos Jardins( hole é uma loja pra artigos de presente )

                    Mais ou menos em 1999 encotrei-o na esquina da 9 de julho com a av famosa que não lembro o nome e nem irei pesquisar.

               Disse-me ele: ”Quer escrever minhas memórias” ? rESPONDI : quais ?

                     Aí ele procurou outro.

     

     

  5. orlando soares varêda

    20 de fevereiro de 2016 7:13 pm

    Somente a canalhada do MP do

    Somente a canalhada do MP do Estado de São Paulo nada percebe, nada desconfia. Também, um Estado governado por bandidos de alto coturno do psdb a vinte anos, queria o quê…?

    Orlando

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