4 de junho de 2026

Abertura de empresas sobe 5,3% em 2015

 
Jornal GGN – Ao longo do ano de 2015, foram criadas 1,963 milhão de novas empresas no Brasil, de acordo com indicador apurado pela consultoria Serasa Experian. O número representa um aumento de 5,3% comparado com o montante de novos empreendimentos registrado durante todo o ano de 2014 (1.865.183
 
Segundo o estudo, do total de novas empresas criadas no ano de 2015, 1,491 milhão (ou 75,9% do total) foram de Microempreendedores Individuais (MEIs), 167.767 (8,5% do total) foram de empresas individuais, 198.263 (10,1% do total) foram de sociedades limitadas e 106.437 (5,4% do total) foram de empresas de outras naturezas jurídicas. As MEIs vêm registrando aumento crescente desde o início da série histórica do Indicador – em cinco anos, passaram de pouco menos da metade do total de novos empreendimentos (49,0%, em 2010) para mais de dois terços deste total (75,9% em 2015).
 
O setor de serviços continua atraindo a maior quantidade de novas empresas: em 2015, 1,199 milhão de companhias abriram suas portas, o equivalente a 61% do total. Em seguida, no acumulado dos doze meses surgiram 598.180 empresas comerciais (30,5% do total) e, no setor industrial, foram abertas 160.634 empresas (8,2% do total) neste mesmo período.
 
Em termos regionais, os dados mostram que, entre as 1,963 milhão de novas empresas nascidas no ano passado, 8,5% do total foram do ramo de comércio de confecções em geral. Em seguida, com 8,1% do total estão os novos empreendimentos do ramo de serviços de alimentação. O setor de reparação e manutenção de prédios em instalações elétricas vem em terceiro lugar, com 7,2% do total e 6,7% das novas empresas são de serviços de higiene e embelezamento pessoal. Na quinta posição (3,9%) estão os novos empreendimentos no ramo do comércio varejista de gêneros alimentícios. O ranking de todas as empresas dá prioridade a cinco ramos, que concentram quase 35% dos novos estabelecimentos.
 
De acordo com os economistas da Serasa Experian, “o aumento de novas empresas em 2015 foi puxado pelo surgimento de novos microempreendedores individuais. Tal movimento foi estimulado tanto pelos incentivos fiscais e menor burocracia associadas a esta natureza jurídica, bem como pela perda de postos formais no mercado de trabalho por causa da recessão econômica, impulsionando trabalhadores desempregados a buscarem, de forma autônoma, muitos deles como MEI formalmente constituídos, formas alternativas de geração de renda”.

Tatiane Correia

Jornalista, MBA em Derivativos e Informações Econômico-Financeiras pela Fundação Instituto de Administração (FIA). Com passagens pela revista Executivos Financeiros e Agência Dinheiro Vivo. Repórter do GGN desde 2019.

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