4 de junho de 2026

Balança tem superávit semanal de US$ 131 milhões

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Jornal GGN – A balança comercial brasileira registrou superávit de US$ 131 milhões na segunda semana de fevereiro, resultado de exportações de US$ 1,976 bilhão e de importações de US$ 1,845 bilhão, segundo dados divulgados pela Secretaria de Comércio Exterior (Secex) do Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior (MDIC).

Em três dias úteis, a média diária das exportações da segunda semana foi de US$ 658,7 milhões, 8,6% abaixo da média de US$ 720,8 milhões da primeira semana do mês, em razão da queda nas exportações de produtos semimanufaturados (-50,8%) – principalmente açúcar em bruto, celulose, semimanufaturados de ferro ou aço, ferro-ligas, ouro em forma semimanufaturada, e couros e peles. Por outro lado, cresceram as vendas de produtos básicos (2,1%) – por conta de minério de ferro, soja em grãos, carne bovina e de frango, café em grão e algodão em bruto – e de manufaturados (1,5%) – em razão de aviões, torneiras, válvulas e partes, veículos de carga, autopeças, açúcar refinado e motores para automóveis.

No mês, a média diária das exportações até a segunda semana de fevereiro (US$ 697,5 milhões) foi 3,8% acima da média de fevereiro de 2015 (US$ 671,8 milhões) em razão das vendas produtos semimanufaturados (17,1%) – especialmente açúcar em bruto, catodos de cobre, madeira serrada, alumínio em bruto, celulose, ouro em forma semimanufaturada, couros e peles – e manufaturados (11,2%) – por conta de tubos flexíveis de ferro e aço, etanol, suco de laranja não congelado, automóveis, polímeros plásticos, automóveis de passageiros, veículos de carga, laminados planos, açúcar refinado, pneumáticos, bombas e compressores.

Já as vendas de básicos caíram 7,1%, principalmente, por conta de minério de ferro, petróleo em bruto, soja em grãos, farelo de soja, café em grão, fumo em folhas, carne de frango. Na comparação com  janeiro deste ano houve crescimento de 24%, em virtude das exportações de produtos das três categorias: semimanufaturados (33,3%), manufaturados (38,7%) e básicos (8,4%).

Do lado das importações, houve crescimento de 25,9% entre a média registrada na segunda semana do mês US$ 615,1 milhões no comparativo com a média diária da primeira semana (US$ 488,4 milhões), explicada, principalmente, pelo aumento nos gastos com combustíveis e lubrificantes, equipamentos mecânicos, equipamentos eletroeletrônicos, produtos químicos orgânicos e inorgânicos, veículos automóveis e partes, plásticos e obras, e adubos e fertilizantes.

A média diária até a segunda semana de fevereiro foi de US$ 535,9 milhões, valor 35,4% abaixo da média de fevereiro de 2015 (US$ 829,6 milhões). No comparativo, caíram os gastos com siderúrgicos (-58,4%), veículos automóveis e partes (-51,6%), combustíveis e lubrificantes (-43,4%), equipamentos eletroeletrônicos (-39,8%) e plásticos e obras (-38,1%). Na comparação com janeiro de 2016 (US$ 516,1 milhões), houve crescimento de 3,8%, pelos aumentos em combustíveis e lubrificantes (110,2%), adubos e fertilizantes (32,9%), produtos de borracha (12,5%), equipamentos eletroeletrônicos (10,8%) e instrumentos de ótica e precisão (5,2%).

Até a segunda semana de fevereiro, as exportações totalizaram US$ 16,825 bilhões e as importações US$ 14,610 bilhões, gerando um superávit de US$ 2,215 bilhões e revertendo o déficit registrado no mesmo período de 2015, de US$ 4,373 bilhões. No ano, a corrente de comércio soma US$ 31,436 bilhões, com desempenho médio diário de US$ 1,122 bilhão, 24,5% menos que o verificado em 2015 (US$ 1,486 bilhão).

As exportações acumularam média diária de US$ 600,9 milhões, valor 10,7% menor que o verificado no mesmo período de 2015 (US$ 672,7 milhões). Já as importações apresentaram desempenho médio diário de US$ 521,8 milhões, 35,9% abaixo do registrado no mesmo período de 2015 (US$ 813,7 milhões).

Tatiane Correia

Jornalista, MBA em Derivativos e Informações Econômico-Financeiras pela Fundação Instituto de Administração (FIA). Com passagens pela revista Executivos Financeiros e Agência Dinheiro Vivo. Repórter do GGN desde 2019.

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