4 de junho de 2026

Bolsa fecha em queda pelo terceiro pregão consecutivo

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Jornal GGN – Em um dia marcado pela instabilidade, a bolsa brasileira acompanhou o ritmo do mercado internacional e fechou em baixa pelo terceiro dia consecutivo. O Ibovespa (índice da Bolsa de Valores, Mercadorias e Futuros de São Paulo) encerrou as operações em queda de 2,62%, aos 39.318 pontos e com um volume negociado de R$ 5,016 bilhões.

Segundo informações da Agência Brasil, o Ibovespa começou o dia operando em forte queda, e a tendência ampliou-se nas horas seguintes. Pela primeira vez desde o último dia 3, o índice voltou a fechar abaixo de 40 mil pontos, aproximando-se dos níveis registrados em março de 2009, no auge da crise econômica provocada pelo colapso do crédito imobiliário nos Estados Unidos.

“O aumento da aversão ao risco em curso desde o início da semana teve continuidade hoje. Ontem, as bolsas em Nova Iorque migraram para o território negativo depois do discurso da presidente do Federal Reserve (FED), Janet Yellen, que afirmou que a instituição pode mudar sua rota de elevações de juros caso a turbulência internacional persista”, diz o BB Investimentos, em relatório assinado pelo analista Fabio Cesar Cardoso. “O Ibovespa abriu em queda, acompanhando as bolsas na Europa, em movimento que foi intensificado com a abertura em queda das bolsas em Nova Iorque. No final da sessão, houve uma recuperação puxada principalmente por bancos, mas insuficiente para reverter a tendência de baixa”.

As ações da Petrobras, as mais negociadas, também tiveram forte queda, por conta da oscilação do preço do petróleo. Os papéis ordinários (PETR3), que dão direito a voto em assembleia de acionistas, caíram 2,78%, fechando em R$ 5,95. As ações preferenciais (PETR4), que dão prioridade na distribuição de dividendos, recuaram 1,86%, sendo vendidas a R$ 4,23. Já as ações preferenciais da Vale (VALE5) fecharam em baixa de 4,14%, a R$ 7,41. As ações ordinárias (VALE3) caíram 3,24%, a R$ 9,87.

No câmbio, a cotação do dólar comercial teve a terceira alta seguida, mas ainda fechou abaixo de R$ 4. A moeda norte-americana avançou 1,23%, a R$ 3,984 na venda.

A divisa operou em alta durante todo o horário de negociação e encerrou na máxima do dia, devido aos temores de que a economia global possa voltar a apresentar um novo ciclo de fraquezas, além da instabilidade do preço do petróleo. Nos últimos dias, as commodities (bens primários com cotação internacional) têm caído fortemente por causa de dados que mostram a desaceleração da economia chinesa. A cotação internacional do barril de petróleo, que tinha chegado a ficar acima de US$ 30 na semana passada, fechou em torno de US$ 28.

No Brasil, segue a preocupação com as perspectivas para a economia e para as contas públicas. O governo adiou para março o anúncio do corte de gastos do Orçamento para tentar cumprir a meta de economizar o equivalente a 0,5% do PIB (Produto Interno Bruto).

Para sexta-feira, a agenda de indicadores destaca a publicação do PIB (Produto Interno Bruto) e dos índices de preços ao consumidor e no atacado da Alemanha; IPC-Fipe e a primeira prévia do IGP-M (Índice Geral de Preços – Mercado) no Brasil; PIB e produção industrial na zona do euro; índice de preços de importação, vendas no varejo, estoques de empresa e índices de expectativas nos Estados Unidos.

 

 

(com Reuters e Agência Brasil)

Tatiane Correia

Jornalista, MBA em Derivativos e Informações Econômico-Financeiras pela Fundação Instituto de Administração (FIA). Com passagens pela revista Executivos Financeiros e Agência Dinheiro Vivo. Repórter do GGN desde 2019.

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1 Comentário
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  1. Angelo G.Frizzo

    12 de fevereiro de 2016 12:59 am

    Mesmo com toda a torcida dos

    Mesmo com toda a torcida dos GOLPISTAS da imprensa, a picaretagem(minha visão de bolsa) ainda favorece o Brasil.

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