Discurso não-dito: não há novidade sedutora na oposição.
Imaginem um técnico de futebol que, para vencer seu adversário, prioriza
a escalação de seu banco de reservas!?!
Pois é o que parece acontecer na candidatura da oposição, fato
estranhíssimo, mas por demais esclarecedor. A candidatura de Serra não
representa o novo, o pós-Lula, na verdade traz o ranço do governo FHC,
do qual Serra foi ministro, da saúde e do planejamento, ou seja, é um
personagem ligado a um governo extremamente rejeitado pelo povo
brasileiro.
O lance político, neste episódio, está em trazer alguma novidade para a
candidatura oposicionista, alguma renovação, um alento para romper o
corner de apoios esperados, para ir além dos grotões conservadores.
A crise está instalada, porque até o momento não conseguiram alguém, ou
por escolha da cúpula tucana ou por voluntarismo, que se encaixasse no
papel ou aceitasse o fardo. É um fato claro de crise, de falta de rumo e
discurso renovador, os personagens da trincheira da tríade PSDB/DEM/PPS
priorizam a escolha do vice, como o fato mais importante. É um discurso
não-dito: o que temos não basta para seduzir ninguém como novidade.
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