15 de junho de 2026

O candidato que não conhece o Brasil

Existe uma rixa antiga. O Mato Grosso foi dividido em 1977 em Mato Grosso ao norte e a parte sul ficou sendo Mato Grosso do Sul. Os moradores do Mato Grosso do Sul, os sul-mato-grossenses, abominam serem chamados de matogrossesenses. Mas o candidato José Serra não se deu conta de onde estava. E repetiu por 6 vezes o mesmo erro. Mostra com isto que ele conhece São Paulo, mas o resto do Brasil é somente para ele um curral que após a campanha eleitoral perde o sentido.

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Prometeu além disso, a duplicação da BR 163.

Ele nem se dá conta de que a BR 163 está ainda inacabada no trecho que vai de Guarantã do Norte ( MT) à Santarém( PA) com 1.152 Km de estrada de chão, ou seja, quer duplicar algo que ainda não foi terminada?

O trecho sul-mato-grossenses é importante? Sim, mas vamos primeiro terminar o asfaltamento dela até seu destino em Santarém (PA), isto é vital para o escoamento da produção  do Centro Oeste pelo Porto de Santarém.

Outro fator a relevante é a duplicação prometida. Acredito que o candidato não tenha trafegado pela mesma e ver que sua duplicação no trecho sul-mato-grossense é difícil e praticamente inviável economicamente. A simples construção de faixas adicionais em trechos de aclive para o tráfego de caminhões resolveria o problema. Infelizmente estamos diante do candidato que não conhece o Brasil e não respeita os sul-mato-grossenses.

Do Portal Terra:

 

MS: Serra erra seis vezes o nome de Estado
ÍTALO MILHOMEM – Direto de Campo Grande

No evento em que o PMDB de Mato Grosso do Sul declarou apoio à sua candidatura, o pré-candidato do PSDB à presidência da República, José Serra, errou por seis vezes em seu discurso o nome do Estado em que estava, chamando-o de Mato Grosso. Quando o tucano dizia “Mato Grosso”, os sul-mato-grossenses falavam “do Sul”.

Durante a visita a Campo Grande, Serra também repetiu aquilo que vem dizendo costumeiramente: que o governo boliviano é conivente com o tráfico de drogas na fronteira de seu País com o Brasil. “O governo (boliviano) não cumpre seu papel. O Evo (Morales, presidente da Bolívia) faz corpo mole em relação ao tráfico”.

Serra também falou novamente de seu desejo de criar um Ministério da Segurança Pública para tratar diretamente da questão das drogas. Dialogando com o eleitorado local, o tucano disse que aumentará a taxação da produção de minério de ferro do pólo de Corumbá, garantindo que os municípios onde se dá a exploração tenham mais royalties a receber pela matéria-prima, mantendo o dinheiro no Estado.

O tucano prometeu ainda a construção de um alcoolduto que ligaria o Mato Grosso do Sul ao Paraná e que serviria para escoar a produção local de etanol. Por fim, disse que duplicará a rodovia BR-163 “antes do final do novo mandato do André Puccinelli” (atual governador do Estado e candidato à reeleição pelo PMDB).

No final da sua fala, a dupla sertaneja local Gilson & Júnior entoou uma paródia com o seguinte slogan: “José Serra é demais. É competente, fez e faz”. Campo Grande é considerada a capital do chamado sertanejo universitário no País.

 

Redação

Curadoria de notícias, reportagens, artigos de opinião, entrevistas e conteúdos colaborativos da equipe de Redação do Jornal GGN

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