
Jornal GGN – A bolsa brasileira recuperou parte das perdas apuradas na terça-feira, com destaque para os papéis dos bancos e de empresas ligadas ao setor de commodities. O Ibovespa (índice da Bolsa de Valores, Mercadorias e Futuros de São Paulo) fechou o dia em alta de 2,57%, aos 39.588 pontos e com um volume negociado de R$ 6,292 bilhões.
Em linhas gerais, a bolsa acabou por refletir o otimismo dos investidores com os mercados emergentes e com as commodities após a publicação dos últimos dados de economias na China e nos Estados Unidos.
Na China, o índice de atividade (PMI) do setor de serviços subiu de 50,2 em dezembro para 52,4 em janeiro, o nível mais alto em seis meses. Nos Estados Unidos, a atividade do setor de serviços medida pelo ISM caiu de 55,8 em dezembro para 53,5 em janeiro – o que afetou o dólar e ajudou os preços das commodities a se recuperarem.
Em termos acionários, os papéis do Bradesco (BBDC3) saltaram 6,32%, a R$ 20,20, enquanto os papéis preferenciais (BBDC4) ganharam 4,82%, a R$ 18,71. As ações foram influenciadas pelo anúncio do Conselho de Administração do banco, que decidiu cancelar um aumento de capital de R$ 3 bilhões, citando a instabilidade dos mercados. A operação previa a emissão de 164,77 milhões de novas ações.
Além disso, os papéis preferenciais da Petrobras (PETR4) ganharam 4,42%, a R$ 4,49, e os papéis ordinários (PETR3) subiram 2,66%, a R$ 6,18. Eles foram influenciados pela alta do preço do petróleo.
Já as ações preferenciais da Vale (VALE5) se valorizaram 5,94%, a R$ 6,96, enquanto as ordinárias (VALE3) fecharam com alta de 4,77%, a R$ 9,01. O avanço dos preços do minério de ferro na China influenciou a alta das ações nesta sessão.
No câmbio, a cotação do dólar comercial fechou em queda de 1,7%, chegando a R$ 3,918 na venda. A moeda registrou sua maior queda percentual diária desde 28 de dezembro de 2015, quando havia caído 2,1%.
A moeda norte-americana operou em queda durante toda a sessão. O recuo, no entanto, acentuou-se a partir das 13h30. Com o desempenho de hoje, o dólar inverteu a tendência no acumulado do ano e agora registra queda de 0,75% em 2016.
A movimentação foi afetada pela alta do preço do petróleo, depois que o ministro das Relações Exteriores da Rússia, Sergei Lavrov, sinalizou que o país está aberto a reunir-se com a Opep (Organização dos Países Exportadores de Petróleo) – o que foi interpretado como um sinal de que a produção pode ser reduzida, em meio à grande oferta do produto.
No Brasil, investidores estavam cautelosos, diante do retorno das atividades parlamentares colocando as atenções no processo de impeachment contra a presidente Dilma Rousseff, além da reunião do ministro da Fazenda, Nelson Barbosa, com representantes da agência de classificação de risco Moody’s.
Para quinta-feira, os agentes esperam pela publicação dos dados de produção de veículos no Brasil pela Anfavea; PMI do setor de varejo na Alemanha, na França e na zona do euro; taxa básica de juros do Banco da Inglaterra; novos pedidos de seguro-desemprego, e pedidos de fábrica e bens duráveis nos Estados Unidos.
(Com Reuters e Agência Brasil)
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