4 de junho de 2026

Política Fiscal NOTA PARA A IMPRENSA – 28.6.2013

III – Dívida líquida do setor público
A dívida líquida do setor público (DLSP) atingiu R$1.583,8 bilhões em maio, 34,8% do PIB, reduzindo-se 0,7 p.p. em relação ao mês anterior. A depreciação cambial de 6,5% no mês foi o principal fator determinante dessa trajetória, respondendo por redução equivalente a R$42 bilhões no estoque da DLSP.

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Política Fiscal
Banco Central do Brasil….NOTA PARA A IMPRENSA – 28.6.2013 arquivo….ZIP – 212 Kb
Histórico   Notas econômico-financeiras para a imprensa
I – Resultados fiscais
O superávit primário do setor público consolidado alcançou R$5,7 bilhões em maio. O Governo Central registrou superávit de R$5,2 bilhões; os governos regionais, superávit de R$1,2 bilhão; e as empresas estatais, déficit de R$790 milhões.
O superávit primário acumulado no ano alcançou R$46,7 bilhões, comparativamente a R$62,9 bilhões no mesmo período do ano anterior. No acumulado em doze meses, o superávit alcançou R$88,8 bilhões, 1,95% do PIB, comparativamente a R$85,8 bilhões, 1,90% do PIB, em abril.

Os juros nominais, apropriados por competência, alcançaram R$20 bilhões em maio. No ano, os juros nominais acumulam R$100,5 bilhões, 5,27% do PIB, 0,12 p.p. inferior ao registrado no mesmo período de 2012. A redução na taxa Selic acumulada no período contribuiu para essa evolução. No acumulado em doze meses, os juros nominais alcançaram R$219,4 bilhões, 4,83% do PIB, mantendo-se estável, como proporção do PIB, em relação ao mês anterior.

O resultado nominal, que inclui o superávit primário e os juros nominais apropriados, foi deficitário em R$14,5 bilhões em maio. No ano, o déficit nominal alcançou R$53,7 bilhões, elevando-se R$21,7 bilhões em relação ao mesmo período de 2012. Em doze meses, o déficit nominal atingiu R$130,6 bilhões, 2,87% do PIB, comparativamente a R$132,2 bilhões, 2,93% do PIB, no acumulado até abril.

O déficit nominal do mês foi financiado com expansões de R$12,9 bilhões na dívida mobiliária, de R$9 bilhões na dívida bancária líquida e de R$1,3 bilhão nos financiamentos externos líquidos, contrabalançadas, parcialmente, pela redução de R$8,7 bilhões nas demais fontes de financiamento interno, que incluem a base monetária.
II – Dívida mobiliária federal
A dívida mobiliária federal, fora do Banco Central, avaliada pela posição de carteira, totalizou R$1.840,6 bilhões (40,5% do PIB) em maio, registrando decréscimo de R$11,2 bilhões em relação ao mês anterior. O resultado refletiu resgates líquidos de R$29 bilhões, acréscimo de R$0,7 bilhão em razão da depreciação cambial e incorporação de juros de R$17,1 bilhões.

Destacaram-se resgates líquidos de R$51,5 bilhões em NTN-B e emissões líquidas de R$16,1 bilhões em LTN, de R$5,6 bilhões em LFT e de R$0,9 bilhão em NTN-F.

A participação por indexador registrou a seguinte evolução, em relação a abril: a porcentagem dos títulos indexados a câmbio passou de 0,4% para 0,5%; a dos títulos vinculados à taxa Selic evoluiu de 15,8% para 16%, devido a emissões de LFT; a dos títulos prefixados elevou-se de 28,7% para 29,4% pelas emissões líquidas de LTN; e a dos indexados a índices de preços reduziu-se de 28,4% para 26,5%, devido aos resgates líquidos de NTN-B. A participação das operações compromissadas passou de 26,3% para 27,2%, em razão de vendas líquidas de R$20,5 bilhões.

Ao final de maio, a estrutura de vencimento da dívida mobiliária em mercado era a seguinte: R$170,2 bilhões, 9,2% do total, com vencimento em 2013; R$367,8 bilhões, 20% do total, com vencimento em 2014; e R$1.302,6 bilhões, 70,8% do total, vencendo a partir de janeiro de 2015.

III – Dívida líquida do setor público
A dívida líquida do setor público (DLSP) atingiu R$1.583,8 bilhões em maio, 34,8% do PIB, reduzindo-se 0,7 p.p. em relação ao mês anterior. A depreciação cambial de 6,5% no mês foi o principal fator determinante dessa trajetória, respondendo por redução equivalente a R$42 bilhões no estoque da DLSP.

No ano, a relação DLSP/PIB decresceu 0,4 p.p. Contribuíram para essa redução o superávit primário, com 1 p.p.; o crescimento do PIB corrente, 1,1 p.p.; a desvalorização cambial de 4,3% acumulada no ano, com 0,6 p.p.; e o reconhecimento de ativos, 0,1 p.p. Em sentido contrário, os juros nominais apropriados contribuíram para elevar a relação em 2,2 p.p., enquanto o ajuste de paridade da cesta de moedas que compõe a dívida externa líquida respondeu por elevação 0,3 p.p.

A Dívida Bruta do Governo Geral (Governo Federal, INSS, governos estaduais e governos municipais) alcançou R$2.710,7 bilhões, 59,6% do PIB, em maio, elevando-se 0,2 p.p. do PIB, em relação ao mês anterior.

Redação

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