Não há nada demais no momento
“Morre tia Eulália, fundadora e símbolo do Império Serrano. RIO – Morreu neste domingo, de insuficiência respiratória, aos 96 anos, Eulália de Oliveira Nascimento, a tia Eulália, uma das fundadoras da escola de samba Império Serrano. Ela estava internada no PAM de Iraja desde sexta-feira passada. Integrante da Prazer da Serrinha, que deu origem ao Império (nascido no quintal da casa da sambista, em 1947), tia Eulália foi responsável pela confecção da primeira bandeira da escola. Dois de seus Irmãos (João de Oliveira, o João Gradim, e Sebastião de Oliveira, o Sebastião Molequinho) foram presidentes do Império Serrano. O sepultamento da sambista esta marcado para 16h desta segunda-feira, no cemitério de Irajá. Ela deixa dois filhos e muitos netos. (Foto: tia Eulália e sua bisneta PÁMELA, em _matéria_ (http://jbonline.terra.com.br/jb/evento/carnaval2001/ rio/materia/2001/02/carriomat20010212019.html) do JB On-line de 2001.)”
Nem tudo na vivenda da vida pode ser considerado exagerado, ora. Tirando a vida com cores saturadas, Machado de Assis que não para numa só personagem nunca, o Toto e W mais perto de uma ligação em Irajá, o som que sempre esta congestionada quando no meio de multidões, os viventes que Estão exageradamente bem, a edição que frenética. Não há nada demais no momento. Nem de menos, pelo contrario. Demais. estamos morrendo. A opção dos músicos foi fazer um musicas em atípicos, com o ritmo aceleradissima no inicio – lembro que pensei será que eu vou conseguir acompanhar a musica?, mas que tem haver aqui, logo se acostuma ao samba e choro, uns vazios vagam ignorando alem do amarelo, Paulo-tinamente-calado-Neves, gordo tal Edu-cado-calado do Martins, lento, pacifico tentando mostrar um pouco de tudo o que foi a vida desse personagem que já nasceu sem cara. Exagerado em tudo. Bebendo todas.
A cara do Bach se não houvesse Vivaldi e ao Rei do Samba, dentre outros e eu calado, nervoso e morrendo.
Tia Eulália um prato cheio para qualquer escritor e/ou cineasta. Tia Eulália nao pode vira peca de teatro, nao pode.
Acho que tínhamos mais escritores negros no império do que hoje.
Era do impulsivo, emotivo ao extremo da razão, capaz de mudar o mundo de uma hora para outra, era do poeta, revolucionário nos costumes, contra a “onda” e eu morro nos sex e picos.
Não de morfina ou cocaína. Mas de cigarro mesmo.
Va, se não existe um arquétipo já montado para nos?
valores.
Algumas vezes o tempo passa.
A morte em mim será assim?
A velha fazia aniversário no dia 16 de agosto
Os 6 Agosto de 2005
Deixe um comentário