4 de junho de 2026

Com crescimento de 6,9%, China tem pior resultado em 25 anos

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Jornal GGN – Em 2015, o Produto Interno Bruto da China cresceu 6,9%, ficando dentro da meta estipulada pelo governo, mas registrando o pior resultado desde 1990. No quatro trimestre, o aumento foi de 6,8% em comparação ao mesmo período do ano anterior, abaixo dos 6,9% estimados por analistas.

A alta do PIB em 2014 foi de 7,3%, 0,2 abaixo do estipulado pelo governo. O resultado deve aumentar as preocupações com a economia chinesa, que já fizeram as Bolsas globais perder 11% do seu valor de mercado neste ano. 2015 foi o quinto ano seguido de desacelaração da economia do país asiático, a segunda maior do mundo.

Da Folha

China cresce 6,9% em 2015, pior resultado em 25 anos

O PIB (Produto Interno Bruto) da China cresceu 6,9% em 2015, resultado que ficou dentro da meta “ao redor de 7%” estipulada pelo governo. O resultado, no entanto, é o pior desde 1990.

No quarto trimestre, a expansão foi de 6,8% em relação ao mesmo período de 2014. O resultado ficou abaixo dos 6,9% estimados por analistas ouvidos pela agência Bloomberg.

Em 2014, a alta do PIB havia sido de 7,3%, 0,2 ponto percentual abaixo do alvo desejado por Pequim.

O resultado deve agravar os temores em relação à China, um cenário que retomou força desde o início deste ano com a derrocada da Bolsa de Valores local, em um movimento que derrubou não só outros grandes mercados financeiros internacionais como o preço de diversas commodities.

As preocupações com a economia chinesa já fizeram as Bolsas globais perder 11% do seu valor de mercado neste ano, ou mais de US$ 4 trilhões (mais do que o dobro do PIB brasileiro no ano passado, de acordo com estimativa do FMI).

Foi o quinto ano consecutivo de desaceleração da segunda maior economia global –o crescimento em 2014 já havia sido o menor desde 1990, quando o PIB registrou alta de 3,8%, resultado das sanções internacionais contra o país após o massacre da praça da Paz Celestial, no ano anterior.

A expectativa de economistas é que a freada continue neste ano, com um consumo interno que, ainda que robusto, não tem o mesmo crescimento de outrora e um cenário externo complicado para as exportações, com emergentes como Rússia e Brasil em recessão.

Essa desaceleração também é sentida no Brasil, que tem o gigante asiático (grande motor do PIB global nos últimos anos) como principal destino das suas exportações. As vendas brasileiras para o mercado chinês recuaram 12,3% no ano passado em relação a 2014. 

Redação

Curadoria de notícias, reportagens, artigos de opinião, entrevistas e conteúdos colaborativos da equipe de Redação do Jornal GGN

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7 Comentários
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  1. Jos

    19 de janeiro de 2016 11:03 am

    Só 6,9%?!?! Depois de 25
    Só 6,9%?!?! Depois de 25 anos?
    Os chineses devem a-ba-la-dís-si-mos!
    Isso prova o fracasso do modelo chinês, já vão aparecer “analistas” declarando a insustentabilidade da economia chinesa, convulsões internas e prevendo o fim de uma era.
    E vai ser manchete na imprensa da republiqueta sulamericana nos informando com enorme e mal disfarçada satisfação que os maiores prejudicados serão quem?
    Fala Galvão!

  2. Raymundo Júnior

    19 de janeiro de 2016 11:35 am

    Mas a situação interna é muito mais estável

    Embora a China tenha sido atingida por desaceleração do seu crescimento e viu a queda do comércio global no ano passado, os trabalhadores ainda esperam para ver um saudável crescimento de 6,3 por cento em seus salários em termos reais este ano.As taxas de emprego continuam a crescer devido à necessidade crescente de trabalhadores qualificados e o aumento sustentado da classe média emergente, de acordo com o Korn Ferry Hay Group.

    http://www.kornferry.com/press/korn-ferry-hay-group-2016-salary-forecast-wages-expected-to-rise-globally-with-biggest-pay-increase-in-three-years

  3. alexis

    19 de janeiro de 2016 11:55 am

    Que ruim!!

    Tadinha da China. A Folha poderia ter falado que a China fracassou e que está no começo do fim da sua cultura milenar. E viva o capitalismo selvagem!!

    A máquina que puxa a economia do mundo todo deu uma freadinha de leve e a turma que vem a reboque fica criticando.

    A notícia é tão “plantada” pela mídia global, que a Folha simplesmente copiou a noticia do El Mercurio, do Chile (ou vice-versa)

    http://www.mch.cl/2016/01/19/china-crece-69-en-2015-su-menor-nivel-en-los-ultimos-25-anos/

  4. Vladimir

    19 de janeiro de 2016 12:48 pm

    Nossa!!! Os chineses ficarão

    Nossa!!! Os chineses ficarão amarelos de preocupação. Estas notícia escondem a realidade: o crecimento mundial está pendurado na China.

    Não podemos esquecer que o crescimento chinês continua exorbitante,que estes índices são sempre sobre bases já elevadas e não posteriores a depressão. Assim como ocorreu com as economias mais maduras,a China,a partir do momento que for atingindo as necessidades mais básicas de sua população,apresentará uma curva decrescente em seu crescimento.

    Nada de novo no front.

  5. José Almeida de Souza Jr.

    19 de janeiro de 2016 1:01 pm

    Deflação, o reverso da crise financeira

    A China é a ‘fábrica” do mundo. Se está a crescer menos é porque o resto do mundo está a comprar menos. E por que? Porque falta dinheiro. Ainda a crise de 2008, meu bem, the chickens are coming home to roost. Deflação mundial é o novo nome do jogo. A corda, peão!

  6. altamiro souza

    19 de janeiro de 2016 2:31 pm

    se 6,9 por cento é uma

    se 6,9 por cento é uma tragédia para a china, imagine os europeus que não crescem nada….

    estão em recessão….

    e os caras ainda criticam o rregime chines e elogiam  os europeus e seus ajustes fiscais….

    há, no mínimo, um paradoxo nisso

  7. Sucarno

    19 de janeiro de 2016 3:51 pm

    Vídeo produzido por Wall Street? Sobre o baixo preço do petróleo

    [video:https://youtu.be/p3fE8ue0ViY%5D

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