Sem mais delongas.
Quando vemos toda semana em todo tipo de mídia alguma reflexão sobre o caos em que se transformou o transporte coletivo e os danos causados a cidade pelo excesso de automóveis, também eu decidi queimar alguns neurônios e contribuir para a solução do problema, que para mim passa pela cparticipação solidária, mas não gratuita, dos próprios donos de veículos.
A principio pensei em um longo arrazoado e considerandos, antes de entrar nas vias de fato, mas dada a urgência do caso em virtude mesmo das eleições que se aproximam achei por bem ir direto ao ponto. Que você, comentarista, emende, suprima e encontre motivos e razões para defender a aplicação de tal proposta, ou não.
Primeira Proposta
Vale Carona/Carona Solidária
Como funciona
01 – O Vale Carona ou Carona Solidaria funcionaria nos mesmos moldes do atual sistema de vale transporte podendo seu usuário atual solicitar parte do credito em vale carona e parte em vale transporte (Cartão Magnético), para, na falta de um sistema, tem-se o outro.
02 – Isto porem não contempla quem não possui vinculo empregatício, como o desempregado, autônomo, profissional liberal entre outros. Esses poderiam adquirir o produto pelo valor que o trabalhador que tem vinculo gasta com o vale transporte.
03 – Aos estudantes seria aplicado o mesmo critério do item acima, ou seja, quem estuda e já usa o sistema de bilhete escolar pode migrar para o vale carona o adquirir o mix, como já exposto aqui.
04 – Cadastramento em site da prefeitura, Estado e/ou governo Federal de quem pode oferecer e tomar carona, para se avaliar o potencial do projeto.
05 – Confecção de Vale Carona/ Carona Solidaria com valor de face igual ao da passagem de ônibus.
06 – Repassar ao motorista solidário o valor total da passagem do ônibus, inclusive os subsidio, se porventura houver, que é repassado pela prefeitura e que para esse programa seria suportado pelos treis entes.
07 – Convenio com todo o sistema de transporte coletivo da cidade para aceitação do Vale Carona/ Carona Solidaria , que será igual a uma passagem em qualquer modalidade, para o caso do motorista solidário faltar algum dia.
08 – Vale Carona/ Carona Solidaria seria numerado e destacável, ficando o canhoto com o tomador, para o caso de extravio da primeira parte e ou falsificação (justificar mais).
09- O transportador faz pela rede o lançamento dos vales recebidos.
10 – O valor acumulado mensalmente seria usado preferencialmente/exclusivamente para pagamento de quaisquer despesas relacionadas ao seu veiculo e ao seu CPF com o município, estado e união, respectivamente, tais como multa de transito, IPVA, licenciamento, pedágio e Inspeção veicular etc.
11 – Obter convênios junto a empresas da área automotiva e de transporte para oferecer produtos e serviços aceitando como pagamento os créditos do vale-carona. Ex. Seguro auto, manutenção veicular (peças e serviços), combustíveis. Serviços que privilegie a mobilidade coletiva como passagens aéreas e rodoviárias.
12- As empresas conveniadas podem usar os créditos para quitar dividas com os entes federados, tipo ISS, ICMC, IR. PIS. COFINS, IPTU etc. Alem das dívidas de suas próprias frotas de veículos com esses entes, que teriam precedência sobre as outras despesas.
13 – Quem seria o potencial usuário desse sistema?
Todos os cidadãos e cidadãs que possuam ou não automóvel, que queiram contribuir para a melhoria da mobilidade coletiva nas grandes metrópoles, deixando em casa o seu automóvel, uma vez ou mais por semana para se deslocar para o trabalho no carro do motorista solidário, colocando depois seu carro a disposição dos outros e sendo remunerado por isso.
Se estou sendo remunerado, onde entra a solidariedade? Putz, no fato de abrir mão de uma atitude, por que não dizer, um tanto egoísta, de andar sozinho dentro de um veiculo e compartilhar a sua extraordinária companhia com outro ser. Também ao disponibilizar um bem de uso quase exclusivo e pessoal para o bem da coletividade.
14 – Como garantir o máximo de segurança aos participantes do programa, tanto para o fornecedor quanto para o tomador do serviço?
No cadastramento?
Como checar a veracidade dos dados cadastrais das partes?
Envolvendo a Secretaria de Segurança Pública na checagem dos dados?
15 – Estabelecer avaliação e posterior bonificação em vale carona aos participantes do sistema.
Quem avalia?
Quais critérios?
16 – Identificar o veículo com adesivo plástico que possa ser retirado sem deixar marcas assim que o motorista, no decorrer do dia, deixar de prestar o serviço.
17 – Reserva de vagas em estacionamento particulares e Zona Azul.
18 – Descontos na aquisição de serviços e produtos para os participantes do sistema.
Segunda Proposta.
Essa é menos complexa e pode ser aplicada de imediato em várias cidades.
Trata-se da redução da tarifa de transporte coletivo fora dos horários de pico, visando estimular passageiros que não tenham compromisso rígido com horários, a adiar por algumas horas a saída de casa, distribuindo melhor o fluxo de passageiros e melhorando a mobilidade.
Em São Paulo a passagem de ônibus custa R$ 2,70 e trem/metrô R$ 2,65. Se depois das 9 horas da manhã até as 16 horas esse preço fosse reduzido para R$ 2,00 ou pouco menos, estou certo que melhoraria muito o serviço nos transporte coletivo nos horários de pico. A diferença de preço poderia ser suportadas pelos treis entes conjuntamente.
A operacionalidade do sistema, onde a informatização da cobrança no transporte é quase total seria imediata, especialmente em São Paulo, que é a cidade que mais passa perrengue com o transporte coletivo.
É isso, penso.
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