4 de junho de 2026

Sartori entrega medalha a general que homenageou o Coronel Ustra

O governador José Ivo Sartori entregou, nesta quarta-feira (13), a Medalha Negrinho do Pastoreio para o general Antônio Hamilton Martins Mourão, em cerimônia no Palácio Piratini. (Foto: Luiz Chaves/Palácio Piratini)

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Do Sul21

O governador do Rio Grande do Sul, José Ivo Sartori (PMDB), entregou, nesta quarta-feira (13), a Medalha Negrinho do Pastoreio para o general Antônio Hamilton Martins Mourão, “em reconhecimento ao trabalho prestado no Comando Militar do Sul”. O general Mourão foi afastado do Comando Militar do Sul, em outubro de 2015, após defender “o despertar de uma luta patriótica” no país e autorizar uma homenagem póstuma ao coronel Carlos Alberto Brilhante Ustra, primeiro integrante da ditadura militar reconhecido como torturador pela Justiça brasileira. A homenagem ao coronel ocorreu no mês de outubro, no pátio de formatura da 6ª Brigada de Infantaria Blindada, em Santa Maria. Após esses episódios, o general Mourão foi transferido para a Secretaria de Economia e Finanças do Exército, em Brasília.

Ustra foi comandante do Destacamento de Operações Internas (DOI-Codi) de São Paulo, entre 1970 e 1974, durante a ditadura. O militar foi acusado pelo Ministério Público Federal por envolvimento em crimes como o assassinato do militante comunista Carlos Nicolau Danielli, sequestrado e torturado nas dependências do órgão. A presidente Dilma Rousseff foi presa e torturada nas dependências do DOI-Codi, do 2º Exército em São Paulo, unidade chefiada pelo então major Ustra. Em 2008, Ustra tornou-se o primeiro militar brasileiro a ser reconhecido como torturador, pela Justiça.

“É uma satisfação lhe entregar esta medalha. Foi um ano de muita convivência positiva e a medalha reconhece isso, mas também o seu jeito de ser”, disse o governador Sartori ao entregar a medalha ao general Mourão. A Medalha Negrinho do Pastoreio é entregue a personalidades que “prestam relevantes serviços em favor das pessoas, do Estado ou da Pátria”, informou a assessoria de imprensa do Palácio Piratini.

Patricia Faermann

Jornalista, pós-graduada em Estudos Internacionais pela Universidade do Chile. Coordenadora de Projetos. Repórter e documentarista de Política, Justiça e América Latina do GGN desde 2013.

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10 Comentários
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  1. Maria Luisa

    15 de janeiro de 2016 3:50 pm

    Riem de nos

    Eh de proposito ou ele faz parte da massa sem noção do que foi a ditadura militar? Isso se não for para debochar também a presidente Dilma Rousseff.

    1. peregrino

      15 de janeiro de 2016 8:47 pm

      também acredito…

      não foi por brincadeira o fato dela já ter servido de alvo, metas, para muitos desse mesmo tipo

  2. rdmaestri

    15 de janeiro de 2016 4:15 pm

    Os governos do RS quando são oposição primam pela burrice!

    Quando Yeda assumiu o governo do estado, sem ninguém lhe perguntar ela declarou que era oposição ao governo federal.

    Fantástico, um governador de um estado não governa para seu partido, mas para o estado, logo ele não tem o mínimo direito de se declarar contra ou a favor de instâncias administrativas superiores.

    Isto tem um lado pragmático, sendo declaradamente de oposição os governadores ganham automaticamente a antipatia do governo federal e qualquer reivindicação do estado se poderia ter o resultado entre seis meses a um ano, certamente será atendida ao fim de um ano.

    Sartori está se colocando como um dos mais impopulares governadores da história recente do Rio Grande do Sul, faz piadas sem graça para espezinhar os professores, não dá a mínima atenção a qualquer coisa que venha da sociedade em geral e simplesmente deu esta medalha pensando em agradar uma extrema direita que é bem minoritária no estado.

    Isto não é uma provocação, é simplesmente para ter alguém que o apoie no estado.

    A segurança pública do RS e a educação estão caindo aos frangalhos, e até este momento o governo Sartori não conseguiu criar um fato positivo da sua gestão.

    Na realidade, baseando nas teorias de Cesare Lombroso, e olhando para a cara do governador, não é de se esperar qualquer atitude inteligente.

    1. Viktor

      15 de janeiro de 2016 7:28 pm

      O Gringo que faz… quá-quá-quá

      O “gringo que faz” (bordão imbecil) está fazendo o quê depois de 1 ano de governo e muitas piadas ?

      Eleger Lasier Martins como senador e não eleger Olívio e eleger este palhaço para governador, que faz estilinho Filipão da política, é uma vergonha para os gaúchos.

      Ele só elegeu mesmo pelo sentimento antipetista no RS. Não por méritos próprios.

      Realmente, olhando a cara dele, não se espera muita coisa mesmo.

       

       

  3. André Oliveira

    15 de janeiro de 2016 4:46 pm

    Um acinte. O general tem cara

    Um acinte. O general tem cara de inquilino de hospital psiquiátrico e o excelentíssimo governador, artista de trupe circence. Só falta a bolinha vermelha no nariz.

  4. Cunha

    15 de janeiro de 2016 5:23 pm

    Sartori, Macri, farinhas do

    Sartori, Macri, farinhas do mesmo saco.

    Quem os elegeu que os embalem.

  5. peregrino

    15 de janeiro de 2016 8:37 pm

    e as realizações, nenhuma?

    absurdamente impressionante, a pessoa ganhar medalhas pelo sei jeito de ser

    que a meu ver foi por indisciplina ou por metas coincidentes, golpismo

    1. peregrino

      15 de janeiro de 2016 8:40 pm

      torturadores ou adoradores…

      são todos iguais

      estejam onde estiverem

      e a qualquer tempo

  6. peregrino

    15 de janeiro de 2016 8:44 pm

    nada a ver com o jeito sulista de ser que conheci…

    deveria ser proibido, em nome do povo

  7. peregrino

    15 de janeiro de 2016 8:51 pm

    falar nisso…

    apenas impressão minha, ou realmente até hoje evitam falar dos civis da ditadura?

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