
Do A Tarde
O movimento “Vai Ter Gorda na Praia” teve sua primeira edição neste domingo, 10, em Salvador. As mulheres foram de biquíni ao Farol da Barra para mostrar que são felizes com seu corpo e lutar pelo direito de serem quem são.
A produtora e modelo plus size Adriana Santos, 31 anos, garante que a ideia do movimento é estimular as mulheres gordas a irem à praia e a valorizarem seus corpos curvilíneos.
“Uma gordinha pode usar biquíni, ela pode ter uma marquinha, pode fazer coisas que a mulher magra faz. E isso parte de dentro para fora. Além do reflexo que a sociedade traz desse público”, explica Adriana, que já foi candidata na segunda edição do concurso Miss Plus Size Brasil.
“O movimento me parece fantástico. Porque a beleza não é ser magra ou gorda, a beleza é ser mulher e nada mais. Não há mulheres lindas e feias, há mulheres diferentes”, categorizou Carlos de Rosário, 31, turista argentino que estava na praia durante o ato.
Atenção à saúde
O doutorando em antropologia Hildo Oliveira, 31, soube do movimento nas redes sociais e foi ao Farol dar apoio, pois, de acordo com ele, considera uma forma de ativismo político. “As pessoas têm mesmo que lutar para serem identificadas como elas querem que as identifiquem. Elas estão lutando pelo direito de serem o que elas são”, pontuou.
Além da luta pelo direito de serem aceitas, as meninas do “Vai Ter Gorda na Praia” reinvindicam, entre outras coisas, mais saúde.
“Precisamos de um programa voltado para atender a pessoa gorda. Não só para a obesidade, mas para ter uma política de prevenção desde o nascimento, quando a família já tem tendências a ter obesidade”, declarou Adriana.
Vendedor ambulante desde 2008, Antônio Carlos Silva, 36, disse que apesar de considerar o gesto bonito, acha que as pessoas têm de estar atentas à saúde. “Não pode incentivar. Tem que pensar no bem estar”.
Adriana esclareceu ainda que o grupo não faz apologia à obesidade “Pelo contrário, a gente faz apologia à saúde. Só não queremos ter que nos moldar a sociedade. Queremos que as pessoas respeitem a mulher e o homem gordo e parem com essas críticas e preconceitos”.

Depois do ato no Farol, as mulheres foram para a praia da Barra (Foto: Lúcio | Távora Ag. A TARDE)
Carla Antonia
11 de janeiro de 2016 5:44 pmGordas?
Não acho justo confundir gordo com obeso. Obesidade é uma doença grave, que pode levar à uma morte precoce.
Acho que seria melhor incentivar as pessoas obesas em se submeter à um regime sério seja alimentar que físico.
Fumo faz mal, alcol em excesso faz mal, droga pesada faz mal, mas também gordura além dos limítes faz mal. Como diz o sábio Antonio Carlos Silva, “não pode incentivar”.
Alan Souza
11 de janeiro de 2016 6:58 pmPenso nisso também
Indiscutível que o ato ajuda muito no debate em torno dos padrões de beleza, do preconceito contra o gordo, indiscutível que se deve promover a diversidade, como colocou o Mário Mota acima. Mas sem perder de vista que excesso de peso faz mal à saúde.
glib
11 de janeiro de 2016 7:17 pmO que faz mal à saúde, Alan,
O que faz mal à saúde, Alan, além da obesidade, são os transgênicos, agrotóxicos, químicos em geral (adoçantes, acidulantes, conservantes, “absurdantes” “idiotizantes”, “petulantes” , “fumegantes” etc, etc, etc)… Ora, deixa as gordas serem felizes…
Alan Souza
12 de janeiro de 2016 2:15 pmE em algum momento falei isso?
Em algum momento eu disse que elas não podem ser felizes? Quer dizer que se a comida for orgânica eu posso comer até passar mal e ficar obeso mórbido? E isso não é “absurdante” “idiotizante”?
Pela mãe do guarda, que burrice caolha!
Mário Mota
11 de janeiro de 2016 6:27 pmViva a alegria e a
Viva a alegria e a diversidade!
Parabéns para todas essas meninas!
Aliás, em Salvador, na praia de Ondina tem as estátuas das gordinhas, obras da artista plástica Eliana Kertezs!
http://desmanipulador.blogspot.com.br/2013/10/biografiaeliana-kerteszescultora.html
Júlio De Bem
11 de janeiro de 2016 7:00 pmQue lindo que saudável todos
Que lindo que saudável todos com IMC acima de 45, viva a gordura no coração e no figado.
Baita bobagem incentivar isso. E aqui fala um ex-obeso mórbido que perdeu 74kg dos 162kg que tinha.
Isso não faz bem a ninguém e tbm nao é bonito. So diz que é bom ou bonito por pura hipocrisia o que só faz mal pra quem têm esta doença.
Lutar pelo direito de se matar sozinha e se encher de doenças piores que a obesidade.
Anarquista Lúcida
11 de janeiro de 2016 8:13 pmExcelent Preconceito nao se limita a racismo homofobia e machism
Atinge gordos, velhos, e diferentes em geral (sem falar do preconceito linguístico, que a maioria das pessoas nao identifica).