
Enviado por José Carlos – Spin
Do Portal Brasil
A alta no percentual de estudantes cursando nível superior foi registrada em todas as regiões brasileiras, que continuam a apresentar patamares desiguais. No Sul, a proporção subiu de 50,5% para 72,2% no período pesquisado, enquanto no Norte, o percentual subiu de 17,6% para 40,2%. O maior crescimento, de 29,1 pontos percentuais, foi verificado no Nordeste, onde a proporção passou de 16,4% para 45,5%.
Em 2004, 16,7% dos estudantes pretos e pardos com 18 a 24 anos frequentavam o ensino superior, segundo a pesquisa, número que cresceu para 45,5% em 2014. Para a população branca, essa proporção passou de 47,2%, em 2004; para 71,4%, em 2014. Ou seja, o percentual de pretos e pardos no ensino superior em 2014 ainda era menor do que o percentual de brancos no Ensino Superior dez anos antes.
Há tendência de democratização no acesso ao Ensino Superior. Em 2004, na rede pública, 1,2% dos estudantes de nível superior pertenciam ao quinto mais pobre de rendimento domiciliar per capita, passando a 7,6% em 2014. Na rede privada, essa proporção passou de 0,6% para 3,4%.
Clique aqui para acessar a publicação completa da Síntese de Indicadores Sociais 2015.
RobertoG
9 de dezembro de 2015 11:09 amEm “bom Durkheim”, essa
Em “bom Durkheim”, essa mudança é a mãe de todas as outras. Pode ser que as forças das trevas derrubem o atual governo federal e desfaçam seus avanços nas políticas sociais. Mas a mudança na morfologia social produzida pelo incremento à educação superior ficará. E essas novas gerações, empoderadas pela redistribuição de capital cultural, terão muito mais chances de levar essa país para frente. Meio apocalíptico, mas necessário termos em conta a estrutura do novo jogo. Não é 1954 nem 1964, é outra configuração, muito mais favorável para o avanço social , mesmo descontando a imperícia à toda prova do nosso governo federal.
E uma das provas está na imperícia da chamada do texto…Trata-se de 25% a mais da parcela da geração de 18-24 anos que frequenta universidades. Agora temos 58% da geração frequentando universidades. Essa mudança, em 10 anos, é ENORME em termos internacionais. E se pensarmos que estamos no Brasil dos seus 200 milhões de habitantes, e não na Finlândia ou na Costa Rica, é impossível não trombetear.
Como dizem nossos vizinhos:
ES UN GOBIERNO DE MIERDA, PERO ES MI GOBIERNO !!!!!!
a notícia mais espetacular
9 de dezembro de 2015 12:09 pm[ os dados da pesquisa
[ os dados da pesquisa do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) foram calculados com base no número de estudantes, e não no total de jovens – o que incluiria também os que não estudam. ] um bo m truque, mas sem precisando de tanta esperteza para fazer certas coisas quando se é o terceiro no mundo que tem mais imbecil por metro quadrado
Vladimir
9 de dezembro de 2015 12:19 pmDesde quando uma
Desde quando uma participação. de 32% para 58% significa um crescimento. de 25%? É. um crescimento de quase. 90%.
Carioca
9 de dezembro de 2015 12:29 pmPoderia ter facilitado a vida
Poderia ter facilitado a vida e colocado os números.
2004=1 universitário
2014= 1,585 universitários
Aumento de 58,5%.
Seria interessante saber quantos universitários temos para termos uma visão mais abrangente.
Cassio Tonsig
9 de dezembro de 2015 1:11 pmUniversitários ou passageiros?
Aumento de 25% no número de universitários com, parece, diminuição acentuada de democratas, devido a falta de leitura, reflexão, discussões, diversificação dos temas…
Grande o número de professores que usam essa massa de despreparados para engrossar o caldo reacionário.
Essa juventude, acomodadamente alienada, é a que menos questiona os métodos de manipulação dos professores, da mídia, dos políticos.
Como se não houvesse amanhã. Como se tudo fosse cenário de um joguinho.
Eles parecem achar que o futuro, dando m3rd@, é só “resetar”!.
Antonio C.
9 de dezembro de 2015 2:10 pmComentário.
Fica difícil dizer que aumentou o número de universitários, quando, no fundo, ainda permanece a distinção entre entidades de ensino superior que possuem estrutura para se fazer pesquisa e aquelas que não possuem.
Essa é a herança maldita do Paulo Renato Souza para a educação superior brasileira.
Algumas das atuais universidades possuem, no máximo, capacidade de serem escolas técnicas superiores, algo que não aparece na “nomenclatura” do Ministério da Educação. Os Centros Universitários estão neste patamar. Ou deveriam estar.
No mais, para quem faz pesquisa, o buraco está mais fundo, com um projeto de lei, que aparece no seguinte link: http://www.adusp.org.br/index.php/universidade2/147-privatizacao/2444-plc-77-15-faz-avancar-agenda-privatizante-e-constitui-retrocesso-em-ciencia-e-tecnologia.