4 de junho de 2026

Bolsa começa semana em queda de 0,30%, puxada pela Petrobras

 
Jornal GGN – A bolsa brasileira começou a semana em queda e com um volume reduzido de negócios, com os agentes acompanhando o desempenho das operações no exterior e os preços do petróleo, que influenciam diretamente as ações da Petrobras. O Ibovespa (índice da Bolsa de Valores, Mercadorias e Futuros de São Paulo) fechou em queda de 0,30%, aos 45.222 pontos e com um volume negociado de R$ 5,176 bilhões.
 
“O Ibovespa abriu em alta, à espera da abertura dos mercados em Nova Iorque e acompanhando os ganhos na Europa. À medida que os futuros foram apontando para uma abertura em queda dos índices (abertura às 12h30) e também como os preços do petróleo mostravam queda, o Ibovespa foi perdendo terreno, puxado por Petrobras e Vale, em mais um dia de queda no preço do minério de ferro, que caiu 1,3%, a U$ 38,90 a tonelada”, dizem os analistas do BB Investimentos, em relatório. 
 
Ao fim do dia, as ações ordinárias da Petrobras (PETR3) tombaram 5,37%, a R$ 8,64, e as preferenciais da Petrobras (PETR4) caíram 4,39%, a R$ 7,19. Já as ações ordinárias da Vale (VALE3) recuaram 1,13%, a R$ 12,21, e as preferenciais (VALE5) perderam 1,50%, a R$ 9,84.
 
Os bancos brasileiros também registraram perdas no dia: as ações do Bradesco (BBDC4) recuaram 1,02%, a R$ 21,37. Os papéis do Itaú Unibanco (ITUB4) tiveram baixa de 0,75%, a R$ 27,97, e os do Banco do Brasil (BBAS3) se desvalorizaram 0,40%, a R$ 17,25.
 
No exterior, as bolsas operaram com sinais mistos. Na Europa, os investidores passaram a responder melhor aos últimos anúncios do Banco Central Europeu (BCE) a respeito da política de estímulos monetários na economia da região da zona do euro. Na sexta-feira, o presidente do BCE, Mario Draghi, afirmou que não existem limites para a atuação da autoridade monetária no combate à baixa inflação, o que deu fôlego às ações após as fortes quedas seguidas ao anúncio de quinta-feira.
 
Nos Estados Unidos, o relatório de geração de empregos (payroll) da última sexta-feira, considerado robusto, reforçou a expectativa de alta de juros pelo Federal Reserve (Fed) na sua reunião dos dias 15 e 16, e vem diminuindo o ambiente de incerteza sobre o rumo da política monetária. Contudo, as operações do dia foram marcadas pela realização de lucros dos ganhos da última sessão. Também pesaram sobre as ações de energia a continuidade da queda nos preços do petróleo, que sente os efeitos da valorização do dólar e também da decisão da Opep, na semana passada, de manter inalteradas as suas cotas de produção, frustrando expectativas de corte.
 
No câmbio, a cotação do dólar comercial interrompeu uma sequência de quatro quedas e fechou com alta de 0,53%, a R$ 3,759 na venda. No mês, o dólar acumula desvalorização de 3,28%. No ano, no entanto, já subiu 41,38%. 
 
Os investidores continuavam a acompanhar os desdobramentos da crise política e econômica no Brasil, por conta do andamento para a formação da comissão de deputados que vai avaliar o pedido de abertura do processo de impeachment contra a presidente Dilma Rousseff (PT).
 
Segundo informações da agência de notícias Reuters, os operadores estão divididos quanto ao procedimento: enquanto alguns acreditam que uma eventual mudança no governo poderia facilitar o reequilíbrio da economia no médio prazo, outros dizem que a incerteza política pode paralisar o processo de ajuste e levar o país a perder o grau de investimento por outras agências de classificação de risco, além da Standard & Poor’s.
 
O Banco Central também deu continuidade à rolagem dos contratos de swap cambial (equivalentes à venda futura de dólares) com vencimento programado em janeiro. Ao todo, a autoridade monetária já rolou o correspondente a US$ 2,736 bilhões, ou cerca de 25% do lote total, equivalente a US$ 10,694 bilhões.
 
No exterior, o mercado também acompanha a última reunião deste ano do Fed (Federal Reserve, o banco central dos Estados Unidos), que acontece na próxima semana. A expectativa dos investidores é de que a taxa de juros seja elevada na próxima reunião e continue a trajetória de alta gradual em 2016.
 
Para terça-feira, os agentes aguardam a publicação do IGP-DI (Índice Geral de Preços – Disponibilidade Interna), do IPC-S (Índice de Preços ao Consumidor Semanal) e da pesquisa industrial regional pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística). No exterior, destaque para a produção industrial do Reino Unido, o PIB (Produto Interno Bruto) da zona do euro, encomendas de máquinas do Japão; e o índice de preços ao produtor e ao consumidor na China.
 
 
(Com Reuters)
 

Tatiane Correia

Jornalista, MBA em Derivativos e Informações Econômico-Financeiras pela Fundação Instituto de Administração (FIA). Com passagens pela revista Executivos Financeiros e Agência Dinheiro Vivo. Repórter do GGN desde 2019.

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