4 de junho de 2026

Pesquisa mostra que jovens estão deixando de ouvir rádio

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Enviado por Adir Tavares

Do Comunique-se

Jovens brasileiros estão deixando de ouvir rádio, revela pesquisa

por Renata Saraiva (*)

A tecnologia é uma ferramenta que transforma a vida das pessoas. Por meio dela é possível se conectar com o mundo, criar relações e expandir a rede de contatos. A pesquisa 18/34, realizada pelo Núcleo de Tendências e Pesquisa da Faculdade de Comunicação Social da Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul (Famecos/PUC-RS), analisou o comportamento e os interesses de jovens com idades de 18 a 34 anos. Entre os questionamentos levantados pela pesquisa está a relação do jovem com a mídia.

A procura por informações não é a preocupação principal dos jovens das regiões Sul e Sudeste. Nesses locais, games e festas são os assuntos que mais chamam a atenção. Os meios de comunicação tradicionais também perdem seu espaço entre o público. Segundo o projeto, revista, rádio e televisão são os veículos menos utilizados pelos jovens.

De acordo com o levantamento, apenas 3,2% dos entrevistados escutam rádio. A região Norte é o local com mais incidência, chegando a 4%. O Sudeste e o Centro-Oeste apresentam os menores índices, totalizando 2,7%. No Sul, 3,2% dos jovens declararam que acompanham o meio radiofônico.

Para o professor da Famecos, Luciano Klöckner, os resultados obtidos pela pesquisa são um retrato da mudança de hábitos da geração. “Muitas vezes, os jovens não percebem que estão ouvindo rádio”. O acadêmico aponta que as novas plataformas de transmissão ajudam a fortalecer o meio. A internet surge nesse cenário como uma maneira de segmentar conteúdos. “Com a tecnologia, o jovem não consegue focar em um único objetivo”, explica o professor.

Segundo pesquisa realizada pela Associação Brasileira de Emissoras de Rádio e Televisão (ABERT) e divulgada no começo de 2015, 8% da população brasileira escuta rádio pelo celular. A criação de aplicativos facilitou a estabilização do meio de comunicação entre os jovens. Klöckner afirma que programas como o ‘Pretinho Básico’, da Rádio Atlântida, provocaram uma jovialização da programação.

Para o professor de comunicação, a questão principal sobre a permanência do rádio como um dos veículos tradicionais está relacionado ao lado comercial. “O rádio vive um momento de transição. Além dos jovens, os idosos devem ter uma programação especial, uma vez que eles pertencem a faixa etária que mais cresce no Brasil”.

(*) Integrante do projeto ‘Correspondente Universitário’ do Portal Comunique-se. Estudante do curso de jornalismo da Faculdade de Comunicação Social da Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul (Famecos/PUC-RS).

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5 Comentários
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  1. Gabriel Moreno

    24 de novembro de 2015 10:05 am

    A televisão acabará antes do

    A televisão acabará antes do rádio. Podem escrever aí.

    1. Ivan de Union

      24 de novembro de 2015 10:46 pm

      A televisao foi muito mais

      A televisao foi muito mais abusiva de sua audiencia do que radio, e sua ex audiencia ja esta dizimada ha tempos.  Foi por essa razao -e interesses altamente comerciais proprios- que a Apple parou de enviar seu programa de radios online com os novos Macs.  Eles tavam pensando que iam arrebentar com a AppleTV.  Quebraram a cara e ainda mataram o novissimo mercado de radio-online.

      (Minha filha desconhece, minha esposa nao escuta, e eu escuto a 1010Wins so no carro quando preciso saber do trafego e dos acidentes no caminho, mas eh so isso mesmo.  A unica radio que ainda funciona pra mim online eh a unica que eu escuto, listenarabic.com.)

  2. Francisco Andrade

    24 de novembro de 2015 1:21 pm

    Fred Mercury…

     

    Quem se lembra ? … no anos 80 ele já antecipava isso…

     

     

    https://www.youtube.com/watch?v=5xXny7VDjpY

  3. Haadok P'Jam

    24 de novembro de 2015 3:21 pm

    Igrejas tomaram conta das rádios.

    O que deveria ser abordado no artigo, não foi. É a transformação das rádios em IGREJAS ELETRÔNICAS.

    Niguém mais escuta rádio porque do início ao fim do dial, só tem lixo.

    A TV está indo para o mesmo caminho. A Band TV tem quase a totalidade dos seus horários vendidos para as Igrejas Eletrônicas. Os horários que restam está dividido em programas popularescos, como os policiais ou os de bullyng, tipo Panico, Master Chefes, e estas porcarias.

    Quando o Netflix colocar canais em tempo real com jornais, a TV acaba.

  4. Bruno Caputo

    5 de janeiro de 2018 5:06 pm

    Matéria deturpada e

    Matéria deturpada e mentirosa. fui na fonte. procurei a tal pesquisa. bem diferente do que a matéria mostra. lá está escrito “27,3% DO TOTAL PONDERADO OUVE RÁDIO ALGUMAS VEZES POR SEMANA.”. Está aqui http://portal.eusoufamecos.net/wp-content/uploads/2013/11/18-34-NACIONAL_RELATORIO_261113.pdf  PÁGINA 56  #procuremNaFonte

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